Dra. Luciana Alves, uma heroína global!

Outro dia recebi por e-mail uma sugestão de pauta. Mais do que qualquer propaganda, no entanto, o que vi foi uma história incrível de vida e é claro que faço questão de divulgar aqui! Obrigada, Camile Freitas pelo e-mail!

Ora, correr longas distâncias já não é pra qualquer um.

Quem corre sabe o quanto tem que treinar para vencer e superar qualquer distância que se proponha a fazer, ainda mais para provas mais longas.

Mas, já imaginou o tamanho da superação daqueles que tiveram diagnosticada alguma condição médica como doença cardíaca, diabetes, doenças da coluna vertebral, dor crônica ou doenças neurológicas?

Pois todo mês de outubro, desde 2006, a Medtronic tem levado pessoas do mundo todo para Minnesota, para uma prova especial, em que todos os corredores tem uma particularidade: todos se beneficiam de tecnologia médica. São os chamados “Medtronic Global Heroes”.

Cada “herói global” representa seu país e a condição médica, mas, como diz no site da empresa, o mais importante é que eles representam um retorno à “vida plena”:

“Heróis globais são pessoas notáveis representando histórias notáveis,”, diz Jacob Gayle, vice-presidente da Medtronic filantropia. “Como podemos honrá-los, também criamos uma plataforma para eles compartilhar essas histórias com o mundo, atingindo outros com condições e circunstâncias similares e esperançosamente, incentivando-os a agir com sua saúde.”

untitledNeste ano, dentre milhares de candidatos em todo o mundo, foram selecionados dois brasileiros para integrar o time: Camilo Cavalcanti (37 anos), de Vitória (ES), ex-jogador profissional de futebol e portador de um cardioversor desfibrilador implantável (CDI) e a Dra. Luciana Alves (41 anos), de Belo Horizonte (MG), que é a fundadora do projeto social PaceMakerUsers e usuária de um marca-passo.

Por toda sua vida, a Dra. Luciana Alves foi uma pessoa cheia de energia – determinação sempre foi seu lema pessoal e a corrida e o exercício físico sempre fizeram parte de sua vida. Aos 30 e poucos anos, no entanto, foi diagnosticada com taquicardia sinusal inapropriada e bradicardia, o batimento lento do coração, o que exigiu o marca-passo.

O que poderia parecer um problema, no entanto,  mudou sua vida. tanto como médica como paciente.

untitled1Com o apoio da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e o departamento de Ritmo Cardíaco Artificial, ela fundou o projeto social PACEMAKERusers, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é ajudar pacientes com dispositivos médicos implantáveis, compartilhando informações relacionadas à saúde e tecnologia, além de facilitar o contato regional e global entre médicos e pacientes. Alves tem orgulho em dizer ao mundo que pessoas com um dispositivo médico podem correr e ter uma vida ativa.

Ela continuou correndo e agora,  participará da Maratona Twin Cities em 4 de outubro, em Minnesota, que é conhecida como uma das mais belas corridas de rua dos Estados Unidos.

Já estamos na torcida!!!

“Genética Boa”

vivoesportes

Vou contar uma coisa pra vocês: Antes de eu descobrir a corrida de rua e ficar completamente viciada pela modalidade, eu me apaixonei por outro esporte: Por pouco mais de um ano eu tentei treinar Boxe.

Durante um bom período, cheguei a treinar duas horas por dia, de segunda a sexta.

E por que, então, eu digo apenas que “tentei treinar Boxe”?

Por que eu era, de longe, a pior aluna da academia. Quando entrei, sequer pular corda eu sabia, então nem o aquecimento eu conseguia realizar direito. Com o saco de areia? Super descoordenada! Lutar com alguém? Nem pensar. Jamais tentei.

No entanto, depois de tantos “jab”, “direto” e “cruzados”, eu saía da academia super leve, endorfinada em grau máximo… E por falar em leve, foi o período da minha vida que mais perdi gordura e ganhei massa magra. O Boxe me fazia um bem incrível.

Depois, por algumas mudanças no trabalho, acabei saindo da academia e logo depois comecei a correr. Com a corrida veio a musculação e o boxe não coube mais na rotina, mas de vez em quando ainda tenho vontade de voltar.

Mas por que eu estou falando isso?

Por que eu acho que não interessa o quão bem você corra, nade, pedale ou jogue bola. Não interessa o seu pace, se você leva ou não jeito para corrida. Desde que o esporte lhe faça bem, por que desistir?

Detesto ouvir que “Fulano” não tem biotipo ou genética “boa” para a corrida… Que absurdo! Se estivéssemos tratando de atletas profissionais, de busca por índices olímpicos, se fossemos querer nos comparar com Usain Bolt ou Paula Radclife, ok. Mas não é, definitivamente, o caso da maioria de nós, pobres mortais corredores! Então para que impor barreiras para quem está se esforçando tanto?

Eu era muito ruim no boxe, sou um pouco melhor correndo, mas estou muito, mas muito longe da elite, mesmo. Mas é justamente por isso que pretendo continuar correndo: Para vibrar a cada segundo baixado no relógio, cada vez que o ponteiro da balança baixar um pouquinho, sempre contrariando a tal da genética. Quer vitória maior que essa?

*Texto originalmente redigido para a coluna semanal do Vivo Esportes