DOS NOSSOS MALES

“A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais…”

(Mario Quintana)

2017 foi um ano difícil.

Sim, eu sei, 99% da população mundial vai concordar comigo. Sei também que teve gente com problemas mais sérios, mais graves, mais difíceis de resolver. Mas, como diz o mestre Mário Quintana que tanto ensina com seus curtos versos, sempre “nossos calos doem mais” pois são em nós.

Então, há um ano, vim com a cara, a coragem e a bagagem toda de Curitiba a Osasco, região metropolitana de São Paulo. Licenciei-me de um cargo público e assumi novamente a rotina de advogada em escritório. Troquei, numa única semana, de carro, de emprego, de cidade, de estado. O que eu mantive? Meu marido (sempre!) e, a princípio, a minha rotina de treinos, por que eu já vinha inscrita para minha segunda maratona, com altas expectativas de baixar tempo.

Não precisa ser vidente ou já saber da história toda, pra saber que não deu certo. Enfrentei vários problemas pra me adequar aos horários da nova realidade. Enfrentei problemas com o clima. E enfrentei outros que acreditava serem psicológicos. Os treinos não rendiam, as pernas pesavam, os tênis “de sempre” apertavam. E eu seguia no lema “sou brasileira, não desisto nunca”, insistia mas ia me desanimando cada vez mais.

Corri em Porto Alegre em junho, mas claro que não diminuí a marca de Buenos Aires. Aumentou. Busquei uma nova meta, a Meia de Sampa, em Outubro, mas mesmo assim os treinos não rendiam. Não alcançava o “pace” que o Coach colocava na planilha e me sentia mal por achar que era “mimimi” meu. Por que antes eu conseguia e agora não rendia mais? Não conseguia entender.

Até que às vésperas da Meia de Sampa, depois do último longo feito, não consegui mais correr. Amanheci muito inchada. Os tênis simplesmente não entravam mais. Nem as calças, nem as camisetas, nem as roupas de trabalho… Opa! Era hora de ir ao médico.

Em Curitiba eu tinha total acompanhamento de nutricionista, médicos e fisioterapeutas, mas na mudança de rotina (e de plano de saúde também), admito que deixei tudo de lado. De um dia pro outro, não era mais possível achar que era tudo questão de cabeça.

Comecei, então, no inicio de outubro, um outro tipo de maratona: Entre consultórios médicos e laboratórios pra saber o que estava acontecendo.

No início, o sintoma era o edema. Depois passei a reparar na dor nos tornozelos. Os médicos perguntaram e sim, as unhas estavam fracas, eu estava desanimada… ah, o xixi? Clarinho mas sim com espuminha… nunca tinha reparado! Alguém sabe dizer se o seu xixi tem espuma? O meu tinha mas não me chamava a atenção.

Resumidamente (ficaria ainda mais longo o texto pra falar de todas as especialidades, todos os excelentes e aqueles nem tão bons médicos que consultei e os exames que pediram), fiz duas descobertas importantes: Estou com hipotireoidismo leve (o que como leiga posso dizer que me fez inchar e deixou meu metabolismo mais lento, além de trazer possivelmente alterações de humor que só dificultam as coisas) e ainda um quadro de síndrome nefrótica, pela qual meu rim parou de filtrar proteínas, que iam todas pra urina (a espuminha do xixi!). Resultado? Mais e mais edema, perda de massa magra, ganho de gordura e colesterol nas alturas.

Agora, estou diagnosticada e tratando com dois dos excelentes médicos que passaram no meu caminho (além das grandes e maravilhosas amigas médicas que sempre tem as palavras certas pra me tranquilizar) e já voltei a treinar. Mas isso me deixou muito mais atenta. Claro que olhar agora é mais fácil. Como eu não percebi que meu pé estava inchado no dia que saí pra fazer 26K e tive que tirar todo o cadarço do tênis e recolocar por que meu pé não entrava? Como não estranhei as pernas pesadas nos treinos semanais? Ou na falta de força de levantar da cama pra ir pra academia em tantas vezes? E até a falta de vontade de ir ao salão e me cuidar? E desde quando tinha aquela espuminha? Claro que tinha coisa errada. Mas é que minha vida tinha mudado tanto, que acreditei que era só “mimimi” mesmo. Hoje sei que não.

Então, meninas, eu sei que tem gente com problema pior e mais grave de saúde, e eu sou grata que o meu foi mais simples. Eu não estou contando tudo isso aqui para me fazer de coitada e vocês entenderem como sofri (pois eu sofri, sim, nestes meses, tive medo). Eu estou contando tudo isso para alertá-las.

Não menosprezem seus “ais”, não se sintam na obrigação de serem fortes e de cumprir a planilha acima de qualquer coisa. E se ouçam. Se não é normal estar desanimada, vai no médico, no psicólogo, sei lá, mas aceitem que pode ter algo errado. Se é um pequeno inchaço, não espere ele crescer como eu fiz. Se é um pequeno incômodo, não espere ser uma dor insuportável. Não, não somos “mulher maravilha” – graças a Deus – e também não devemos nada a ninguém. Não se cobrem tanto! A vida segue, de uma forma ou outra, mas é bem mais difícil quando o nosso corpo não está funcionando como devia. Não é por que alguém sofre mais que você, que o seu sofrimento tem que ser ignorado. Investigue, se cuide, sempre!

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Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo? Em setembro?

Sim, em setembro. Este é o primeiro post do ano. Nem vou dar desculpas pois não há mimimi no mundo que justifique 10 meses sem postar. Muito trabalho? Sim! Muito treino? Sim! Uma resolução de ano novo de ser mais presente no blog totalmente abandonada? Também.

No Instagram, a minha definição consta como “Procuradora, Corredora e Blogueira, não necessariamente neste ordem.” Porém, neste último ano com certeza o lado procuradora e corredora ficaram muito à frente do lado blogueira. Talvez, nessa lista, ainda devesse entrar (pois sempre está bem na frente) o “esposa”, o “estudante” – sim, voltei a uma sala de aula depois de anos…

Aconteceram muitas coisas nesses últimos 10 meses:

Foi nesse período que fiz minha melhor Meia Maratona – Golden Four Brasília, ao lado da minha querida amiga Maiara Sanchez, super corredora, Ninja, que me puxou do início ao fim (e já tinha ido me buscar no aeroporto no dia anterior);

Foi nesse período que tive aula de ski e treinei corrida com sensação térmica de -26° no Canadá;

Foi também quando treinei para uma Meia Maratona em Nova York que foi cancelada com dois dias de antecedência por causa de uma previsão de tempestade de neve;

Foi nesse período que corri a prova mais longa da minha vida até agora – as 15 milhas de São Paulo, inteiramente ao lado do Kiko, que naquele mesmo dia foi promovido do status de amigo para Coach (além de permanecer amigo, claro);

Foi nesse período, também, que decidi correr a minha primeira maratona, me inscrevi e – agora – estou em treinamento…

E esse novo desafio – de pular dos pouco mais de 24K da prova de São Paulo para os míticos 42K tem me tirado o sono, feito com que eu questionasse muita coisa, que realmente eu precisasse me “fechar para balanço”, reavaliando o que a corrida representa na minha vida. Ainda estou nessa fase. Alguns longos animadores, outros que me fizeram chorar, literalmente. Ainda é um capítulo inacabado, mas que tem me feito pensar muito naquelas frases que podem parecer cliché, mas que me parecem muito certeiras, como a de Zatopek: “Quer correr, corra uma milha. Quer mudar a sua vida, corra uma Maratona”. Mas… que mudanças são essas? Ainda não sei, ainda não entendo bem mas algo começou a brotar desde o dia que, tremendo, digitei os números do cartão de crédito naquela inscrição…

Então, amigas, minhas sinceras desculpas pelo tempo afastada do blog e meu muito obrigada a quem permanece no Instagram, que continuo atualizando de forma praticamente diária. Pra terminar, vou citar um dos trechos de um livro que marcou minha adolescência e que agora, de uma forma diferente, me pareceu muito atual e adequada. Aos poucos, volto a escrever por aqui! Prometo!

“… tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração e que tente amar as próprias perguntas como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos. Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver. E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas. Aos poucos, sem o notar, talvez dê por si um dia, num futuro distante, a viver dentro da resposta.

Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada; é esse o rumo que deverá tomar a sua educação; mas aceite o que está por vir com grande confiança, e se ele surgir apenas da sua vontade, de uma qualquer necessidade interior, deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke – Cartas a um Jovem Poeta

Desafio Braves – 1ᵃ Etapa 2015

Como eu já havia adiantado por aqui, ontem fui conferir como é uma “MudRace”, ou seja, uma corrida de obstáculos na lama.
Meu marido e colegas de trabalho montaram dois trios (um masculino e outro misto) para participar da prova, que tem 3 etapas programadas para este ano e eu fui junto, para registrar tudo e contar por aqui.
Pra quem acha que eu me convenceria a participar da próxima etapa, já na chegada, vi que realmente não era prova pra mim… logo depois que estacionamos, eu já escorreguei numa descida de estrada de chão e fui com o joelho direito no chão, o qual ficou todo ralado e inchado… Mas, tudo bem… era só o início do dia e eu sabia que não chegaria limpa até o fim!
Ano passado, na primeira edição aberta ao público externo (as primeiras eram para alunos da Academia Be Happy, organizadora), eram 500 inscritos. Desta vez eram 1500, motivo pelo qual a largada foi divida em baterias – Primeiro as baterias individuais, depois em dupla e, por último, em trios.
braves1Meu marido e os amigos, de olho no prêmio de melhor fantasia (que não veio), resolveram correr de camisa e gravata. Imagina se não chamaram a atenção? Entre as explicações do “povo do escritório” ou dos “doutores” como foram chamados, era que estavam fugindo da operação “Lava Jato”, que iam para o culto, que tinham uma reunião importante e – a minha preferida – que eram o Noivo e os padrinhos do casamento que aconteceria logo depois da prova! Foi com certeza uma diversão à mais na prova que por si só já é uma loucura.
braves3Eles largaram já mais pro final, então não tinha como ter pressa. Eram filas para passar para os obstáculos. Embora a opção por não fazer algum obstáculo acarretasse muitas vezes em penalidade de tempo menores do que a espera, em geral os participantes optavam por enfrentar as filas, pois numa prova como essa, muito mais do que concluir rapidamente, o importante era o sentimento de superação.
Eu, de máquina fotográfica em mãos, ficava correndo de um lado pro outro, tentando registrar o máximo possível da participação deles, de forma que acabei a prova super suja de lama e toda vermelha do Sol, pois levaram cerca de 3 horas para vencer todos os obstáculos (e sim, eram muuuuitos!)
braves2O lugar (CT Leandro Silva, um centro de treinamento para motocross) é incrível e o trabalho de meses para construir os obstáculos é de ser valorizado. Muito capricho e segurança para atender os atletas (claro que um outro acaba se machucando, mas o staff estava de prontidão para atender, com ambulâncias dando os primeiros socorros). No entanto, só pecaram um pouco, na minha opinião, em não aumentar a estrutura da prova proporcionalmente ao aumento do número de participantes.
As filas para alguns obstáculos eram gigantescas. E para o público presente – famílias e amigos – faltou água, bebidas em geral, sendo que até mesmo para os atletas das últimas baterias faltou qualquer opção de almoço no local, pois como demoravam muito para concluir a prova, não havia mais costela, não havia mais hamburgueres no FoodTruck presente no local…
Por outro lado, eles tiveram o cuidado de entregar uma camiseta (linda!) de finisher apenas aos concluintes, como tem que ser, junto à medalha e oferecer chuveiros aos participantes (fundamental!).
Para quem participou sem stress de competir, apenas para se superar, as longas filas não estragaram a festa e a prova virou praticamente um evento para o dia todo. Meu marido já disse que participará das demais etapas programadas. Eu? Continuo com meu lema, dos “Pôneis Malditos”: “Odeio barro, odeio lama, não vou sair do lugar!”, mas que foi um dia muito divertido, isso foi!

Mais fotinhos:

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Segue aqui o link para o vídeo no You Tube (eu filmei e meu marido editou…).

“Genética Boa”

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Vou contar uma coisa pra vocês: Antes de eu descobrir a corrida de rua e ficar completamente viciada pela modalidade, eu me apaixonei por outro esporte: Por pouco mais de um ano eu tentei treinar Boxe.

Durante um bom período, cheguei a treinar duas horas por dia, de segunda a sexta.

E por que, então, eu digo apenas que “tentei treinar Boxe”?

Por que eu era, de longe, a pior aluna da academia. Quando entrei, sequer pular corda eu sabia, então nem o aquecimento eu conseguia realizar direito. Com o saco de areia? Super descoordenada! Lutar com alguém? Nem pensar. Jamais tentei.

No entanto, depois de tantos “jab”, “direto” e “cruzados”, eu saía da academia super leve, endorfinada em grau máximo… E por falar em leve, foi o período da minha vida que mais perdi gordura e ganhei massa magra. O Boxe me fazia um bem incrível.

Depois, por algumas mudanças no trabalho, acabei saindo da academia e logo depois comecei a correr. Com a corrida veio a musculação e o boxe não coube mais na rotina, mas de vez em quando ainda tenho vontade de voltar.

Mas por que eu estou falando isso?

Por que eu acho que não interessa o quão bem você corra, nade, pedale ou jogue bola. Não interessa o seu pace, se você leva ou não jeito para corrida. Desde que o esporte lhe faça bem, por que desistir?

Detesto ouvir que “Fulano” não tem biotipo ou genética “boa” para a corrida… Que absurdo! Se estivéssemos tratando de atletas profissionais, de busca por índices olímpicos, se fossemos querer nos comparar com Usain Bolt ou Paula Radclife, ok. Mas não é, definitivamente, o caso da maioria de nós, pobres mortais corredores! Então para que impor barreiras para quem está se esforçando tanto?

Eu era muito ruim no boxe, sou um pouco melhor correndo, mas estou muito, mas muito longe da elite, mesmo. Mas é justamente por isso que pretendo continuar correndo: Para vibrar a cada segundo baixado no relógio, cada vez que o ponteiro da balança baixar um pouquinho, sempre contrariando a tal da genética. Quer vitória maior que essa?

*Texto originalmente redigido para a coluna semanal do Vivo Esportes

Corrida de Obstáculo: Sim ou Nem Pensar?

Desde a minha primeira corrida de rua, há pouco mais de três anos, aumentaram muito as opções de corridas. O calendário de provas, antes restrito, hoje é quase impossível de se decorar.
Para definir minhas metas e não perder o foco entre tantas provas “imperdíveis”, foi preciso um certo estudo e alguns e-mails trocados com meu técnico.
No entanto, entre as novidades, destacam-se as provas com obstáculos. Aqui, na região de Curitiba, tivemos no fim do ano passado a Braves, que terá uma nova edição agora em abril.
Em Santa Catarina, está sendo anunciada nada mais, nada menos do que a maior corrida com obstáculos do mundo, a “Black Trunk Race Apocalipse“, a ser realizada em maio na Serra do Rio do Rastro, na cidade de Lauro Muller, com nada mais, nada menos do que 21K e 30 obstáculos.
Conforme dispõe o realease enviado para a impressa (e para o Corre, Mulher) o organizador do evento, Alessandro Custódio, comenta que não há nenhuma corrida que tenha um percurso tão longo: “Esse tipo de prova é supertradicional nos Estados Unidos e Europa, mas nenhuma é tão longa e com tantos obstáculos quanto a BTR Apocalipse. Nosso público sempre pediu uma prova mais longa, mais desafiadora. Essa corrida está sendo aguardada por muitos atletas desde a primeira edição da Black Trunk Race”.

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Crédito das fotos: assessoria de imprensa Black Trunk Race

Crédito das fotos: assessoria de imprensa Black Trunk Race

Mas, será que nós, acostumados a correr, estamos prontos para essas provas? Ou seriam provas mais voltadas a outro tipo de público, como o do Crossfit, por exemplo?
São provas que além de correr, claro, são dispostos diversos obstáculos espalhados durante todo o percurso, como barras, tanques para se atravessar a nado, paredes a se escalar… Algumas provas incluem ainda piscinas de gelo, arames farpados e, sempre, sempre mesmo, muita lama.
Claro que, como qualquer corrida, o vencedor também é quem chega primeiro, mas a preocupação com o pace se mescla com a superação de vencer cada um dos obstáculos. Quem opta por não fazer algum deles é penalizado com tempo parado.
Alguém já participou de alguma prova assim? O que achou? Vale a pena? Seria apenas uma “modinha”?
Eu, corredora “Pônei Maldito” como já falei aqui, confesso que não tenho muita coragem, mas devo, em breve, ir conhecer (eu não disse correr, viu? CO-NHE-CER)uma dessas provas pra poder contar melhor pra vocês.
– Quanto à Braves, talvez ainda tenham inscrições do último lote, diretamente na academia Be Happy.

– Quer saber mais sobre a Black Trunk Race Apocalipse?

Informações: www.blacktrunkrace.com.br ou telefones (48) 9646-8489 / 8433-7919 Instagram: @blacktrunkrace / Facebook: www.facebook.com/blacktrunkrace

Novo sorteio no Instagram!

Meninas, vocês já conhecem o “Linha de Chegada“?

Muito mais do que um aplicativo para celular para podermos acompanhar nossos treinos e analisar nosso desempenho, o Linha de Chegada é também uma ferramenta super útil por unir num só lugar uma agenda de eventos super completa (e que você pode personalizar informando em quais vai comparecer ou inserindo outros), dados sobre percursos e altimetrias, possibilidade montar grupos e compartilhar seus dados com amigos, desafiá-los…

Eu tenho meu cadastro por lá e sempre dou uma checada nas provas!

Ah, achou pouco? E ainda tem uma versão PRO voltada para uso de Treinadores e Assessorias para envio das planilhas personalizadas, feedback com visualização restrita entre professor/aluno… Muita coisa bacana mesmo!

E o Linha de Chegada é tão bacana, mas tão bacana, que vai presentear uma seguidora do Corre,Mulher! com uma inscrição para a WRUN no Rio de Janeiro!

PicsArt_1427465377993[1]E o que você precisa fazer para ganhar? É simples!

  1. Curtir o @corremulher no Instagram;
  2. Fazer o seu cadastro no http://www.linhadechegada.com;
  3. Indicar 3 amigas(os) na foto oficial no Instagram (igual a esta deste post, mas tem que ser lá!!);
  4. Cruzar os dedos e torcer para ser a corredora sortuda que correrá na faixa uma das provas femininas mais legais do país!

obs 1:. Homens e mulheres poderão participar do sorteio, mas só mulheres poderão correr, então, caso um homem seja sorteado, ele poderá indicar a mulher, namorada, mãe, amiga, vizinha…

obs 2: O sorteio é somente da inscrição, com direito ao kit respectivo. Qualquer gasto necessário com viagem, alimentação ou hospedagem para o Rio de Janeiro será de inteira responsabilidade da atleta sorteada.

DATA DO SORTEIO: 03 DE ABRIL DE 2015

Tudo de bom

Sim, eu já acho que correr é tudo de bom.

Agora imagina juntar a corrida, com uma paisagem incrível, com show ao vivo, luau na praia e ainda fazer o bem?

Então, uma prova em Balneário Camboriú deve reunir isso tudo e muito mais… Segue o release:

“A primeira prova organizada da GV Life, nova empresa do Grupo GV focada em eventos esportivos e sociais, vais acontecer no final de novembro em Balneário Camboriu. A corrida Run for More, que reverte parte do valor de suas inscrições para o projeto social More – que já beneficiou através de cultura e esporte mais de 3 mil crianças no Brasil, – vai acontecer no domingo, 30, mas, desde sexta-feira, dia 28  de novembro, acontecerão as atividades do Weekend for More, um evento desenvolvido para que durante todo o final de semana que antecede a prova aconteça uma dscontraida integração social entre os competidores.

 A Run For More será realizada pela poderosa marca de suplementos Mynt com provas de 3, 5 ou 10 Km, e cerca de 2 mil competidores entre amadores e profissionais, de 18 a 60 anos, são aguardados para o evento.

 O More Weekend

      O More Weekend vai compor uma serie de atividades entre shows e prática de esportes na praia. A integração com a natureza num cenário paradisíaco, a Praia Brava, vai ser um excelente esquenta para os competidores que, no domingo 30, estarão na Run for More, uma prova com outro sentido.

 Veja a programação:

 28 de novembro / sexta-Feira 

A partir das 22 horas

O que: Luau da Brava – Show nacional com Chimarruts

Onde: Brava Day Club – Praia Brava – Balneário Camboriu

 29 de novembro / sábado

A partir das 14h horas

O que: Beach Day – Múisca ao vivo á beira mar, piscina, pratica de esportes como beach tênis, vôlei, frisbee, slackine,  outros. Entrega dos kits da Run for More

Onde: Brava Day Club – Praia Brava – Balneário Camboriu

 29 de novembro / domingo

A partir das 8 horas

O que: Run for More – Uma corrida com outro sentido

Onde: Largada na Barra Sul

Para saber mais:

http://runformore.com.br/

Run for More: https://www.youtube.com/watch?v=JUIIvWE8xk0

More Weekend: https://www.youtube.com/watch?v=Cl-k0zPSAiQ

 

SORTEIO

promo

O @CorreMulher – nosso perfil no Instagram – vai sortear uma inscrição para a CORRIDA #runformore que ocorrerá dia 30 de novembro!
Mas ATENÇÃO! O sorteio é apenas da inscrição e seu respectivo kit a ser retirado um dia antes pela atleta sorteada. Não envolve demais eventos, custos de viagem, alimentação ou hospedagem.
Quer participar? Curta o perfil @corremulher no Instagram e marque ao menos 2 amigas nos comentários da foto (#fotooficial). O #sorteio será pelo perfil, então vários comentários do mesmo não aumentarão as chances.
O resultado será divulgado no próximo sábado!

7 coisas que aprendi correndo

sete

1. O CORPO HUMANO É UMA MÁQUINA PERFEITA

Nós, humanos, temos a máquina top de linha, o ápice da evolução. Não só pelos polegares opositores, pela fala… Nosso corpo todo é o mais desenvolvido de todos os seres vivos. Garanto que poucos sabem, mas nós somos o único animal que transpira pelo corpo todo. Nosso sistema de arrefecimento é o melhor que existe. Só nós podemos correr por horas e horas sem parar, por que suamos e nos resfriamos. Se forçarmos um cavalo ou um cachorro, por exemplo, a correr sem parar, eles superaquecerão e morrerão. Isso nos ajudou na época que dependíamos da caça para nos alimentar e nos possibilita hoje participar de maratonas e ultramaratonas.

2. PACIÊNCIA É FUNDAMENTAL PARA ATINGIR SEUS OBJETIVOS

Como uma boa máquina, nosso corpo exige cuidados e deve ser usado adequadamente. Se forçarmos, quebra. Não é por que, como eu disse, temos uma “máquina perfeita”, que podemos sair agora mesmo e correr 42km ou num pace incrível. Até uma Ferrari precisa ser “amaciada” antes de testar seus limites.

3. NOSSOS LIMITES SÃO IMPOSTOS MAIS PELA MENTE DO QUE PELO CORPO

Querer vencer significa já ter percorrido metade do caminho.” A frase de Paderewsky é verdadeira.

Em regra, uma vez respeitado e “ouvido” o nosso corpo, os maiores limites são enfrentados dentro de nossa cabeça. Os “eu não posso”, “eu não consigo” em geral nos prendem muito mais do que eventuais problemas físicos. Na corrida, histórias de superação de atletas que enfrentaram graves limitações físicas e as venceram são constantes. Agora, se o problema for falta de vontade, falta de confiança em si mesmo… bom, daí fica mais difícil, mesmo. Trabalhar a mente também é importante.

4. NENHUM TREINO É EFICIENTE SE NÃO ESTIVER ALIADO À DIETA

Se muita gente começa a correr para emagrecer, quem continua sempre chega ao ponto em que percebe que terá que prestar mais atenção para a alimentação para poder correr melhor. Nem corrida, nem nenhuma atividade física no mundo fará resultado se a dieta for baseada em massas, açúcar e álcool… Seus resultados serão compatíveis com seus esforços.

5. O CLIMA DE CURITIBA NEM É TÃO RUIM ASSIM

Segundo o divulgado pela própria prefeitura, em 2013, Curitiba teve mais dias nublados do que Londres, na Inglaterra.
Corro há cerca de 2 anos e meio. Posso contar nos dedos de uma única mão quantas as vezes deixei de treinar por que o tempo não permitiu. Uma só vez, nesse meio tempo, o Barigui esteve alagado.
É certo que já corri debaixo de chuva (e é bom!), corri no dia da neve em 2013, mas em geral, o clima curitibano é bem agradável, com temperaturas amenas, é o ideal para correr.

6. NINGUÉM É UMA ILHA

Apesar da corrida ser um esporte individual, todo corredor acaba precisando de outras pessoas. Você não precisa estar em uma assessoria (embora o trabalho de profissionais da área ajude muito), mas seja nos parques, seja nas provas, a gente acaba sempre tendo contato com mais gente e acaba criando laços, apoiando-se mutamente, torcendo um pelo outro…e…

7. SIM, É POSSÍVEL SE DIVERTIR COM AMIGOS SEM ESTAR EM VOLTA DE UMA MESA

Antigamente, eu costumava achar que diversão estava ligada à comida. Qual o sedentário nunca ouviu o discurso “ninguém faz amigo na academia” ou “quem convida alguém pra correr no parque?”. Pois então, desde que comecei a correr, embora alguns amigos “de balada” tenham se afastado, descobri que sim, se faz muitos e bons amigos correndo, e que a gente convida os amigos pra correr no parque às 6h00, às 7h00 da manhã. E nem precisa beber pra eventualmente querer dar “abraço coletivo”. A endorfina se encarrega disso!

Novo Portal da Vivo Esportes

Pra quem ainda não sabe, a Vivo Esportes está com um site novo. Deixou de ser o site em que apenas vamos baixar nossas fotos na segunda-feira após a prova do final de semana, mas um verdadeiro portal com muito mais informação e conteúdo. Agora, lá podemos fazer inscrições para provas, buscar os resultados (e com eles já “puxar” as fotos…), ler notícias sobre os esportes e também ler colunas relacionadas à corrida de rua.

cara nova e muito mais conteúdo!

cara nova e muito mais conteúdo!

E adivinha quem é uma das colunistas??? Adivinha? Uma dica apenas: Tem um blog que começa que tem a ver com corrida e com mulher e o nome é quase uma ordem… assim, no imperativo… Corre, Mulher!

Sim, euzinha estou lá e, além do texto de estréia, que foi ao ar no último sábado, terá sempre um texto novinho todas as quartas-feiras. O de hoje já está disponível e aviso… talvez crie polêmica…

Será que é isso mesmo? Leia lá no site da Vivo Esportes!

Será que é isso mesmo? Leia lá no site da Vivo Esportes!

Vai lá conferir o portal! Polêmicas à parte sobre a opinião desta pobre colunista, o site está realmente muito legal e a equipe da Vivo está de parabéns!

2ª Corrida Unidos pela Vida – Rebouças – Como foi:

Quem me acompanha no Facebook ou no Instagram sabe que não fiquei feliz com o resultado da prova do último domingo.

Por mais que eu não admitisse que a Corrida do Rebouças fosse uma “prova-alvo”, eu a via com bastante expectativa, por ser uma das mais planas de Curitiba (que é uma cidade que não tem muito lugar plano, não…).

Dessa forma, eu a via como uma boa oportunidade de buscar inicialmente um sub55 – posto que meu melhor tempo nos 10K é 00:55:10…

Só que não foi dessa vez. Sabe quando parece que tudo vem contra os nossos planos? Ok, ok… sem desculpas, mas a verdade é que não consegui treinar direito durante a semana, tive vários compromissos que não me deixaram descansar, ainda tinha a maldita TPM e no dia anterior, não parei em casa e comi fora (leia-se: sem respeitar horários e nem tudo assim tão saudável) o dia todo.

No domingo, prova às 8h00 da manhã – bem mais tarde do que costumo treinar – e ainda Sol e calor. E isso não é bom pra Curitiba. Ou melhor, não é habitual em Curitiba. E curitibanos não estão acostumados com isso… Resultado? Quebrei.

E quebrei feio aos 6K. Andava, dava uns três ou quatro passos trotando e voltava a andar, com vontade de chorar, de parar, de voltar… E ficava pensando como contar no blog que desisti… que vergonha… e ainda conseguiria postar #rumoameiamaratona depois de largar na metade uma prova de 10K?

Mas então veio um amigo, colega de assessoria, o Giovani, que apareceu do meu lado dizendo que ia me acompanhar até o fim… “Levanta o rosto”, “Esquece o relógio”, “Relaxa um pouco os braços”… ele falava e eu só obedecia… E não é que voltei a correr e terminei a prova? O tempo oficial ficou em 58’43” – 74ª Colocada geral (180 inscritas nos 10K) e 13ª colocada na minha categoria (32 inscritas).

Os quase 4 minutos de diferença do meu RP foram os que perdi caminhando e pensando em desistir…  E poderia ter sido mais tempo, se não fosse alguém pra não me deixar mais pensar em nada e me fazer correr, mostrar que minhas pernas aguentavam, sim, e que era só minha cabeça me sabotando…

Aqui, algumas fotinhos da Vivo Esportes:

Ainda nos primeiros metros...

Ainda nos primeiros metros…

Ainda tentando sorrir

Ainda tentando sorrir

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Metros finais, com a ajuda do Giovani

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Chegada. Até feliz pela “recuperação” e com o resultado em menos de 1h.

Quanto à organização, da Procorrer, com parte da renda revertida ao Hospital Pequeno Príncipe, daqui de Curitiba, vou ter que admitir que dessa vez eles pecaram um pouquinho…

O horário divulgado para a largada, era 8h00 para 5K e 8h10 para 10K. Apenas quando chegamos é que primeiro anunciaram que seria 7h55 a largada de 10K e 8h00 a largada dos 5K. E depois mudou, era 7h55 a largada dos 5K e 8h00 a largada dos 10… e, em cima da hora mudou tudo, a largada foi conjunta. E do “funil” não dava pra ouvir direito as caixas de som…

Então não cabia mais nenhum atleta dos 10K no funil quando avisaram… Era gente tentando entrar, “se enfiando”, “se apertando”…  Único “senão” da prova… Eu, na minha TPM braba, reclamei com o cara da staff que passava gritando e ele me colocou pertinho da linha de chegada… depois ainda ouvi dele que “essa mulherada é competitiva… sangue no olho”… pobrezinho… nem sabia que corria risco de vida… onde já se viu se meter com mulher de TPM… kkkk

No fim, devidamente endorfinada, o meu humor até melhorou e o que ficou foi uma grande lição de amizade, parceria e persistência…

Mais uma pra conta. Mais um pouquinho de experiência para fortalecer daqui pra frente…

Obs: Levei um ultimato do técnico para parar com a palhaçada de fazer academia um mês sim, outro não… esse ano ainda não “encaixou” os horários e estou dizendo sempre que “no mês que vem é pra valer”… então podem cobrar… abril…