Quase como se fosse a primeira…

Como estou vindo de lesão, todo mundo sabe, estava tentando pegar leve e não iria me inscrever para muitas provas este semestre… Ocorre que outro dia vi um post num Facebook de um sorteio para uma prova… Inscrevi-me para o sorteio e…pronto! Neste último sábado, corri  2a Etapa do Circuito de Corridas Óticas Winnikes – Etapa CVV, no Parque Tingui.

A boa impressão já começou na retirada de kit nas Óticas Winnikes. Povo animado, educado, cafézinho… se me deixassem (os compromissos de trabalho, claro!), acho que ficava o dia todo batendo papo. Kit lindo, me mostraram a foto da medalha, os óculos da premiação dos primeiros lugares gerais…

kit

No sábado, dia da prova, já acordei ansiosa… fui ao Barigui acompanhar o treino do meu marido, mas não corri, poupando-me para a noite. Fui ao salão à tarde e… adivinhe o assunto? Vou correr à noite… “Não vou fazer escova por que vou sair daqui e prender o cabelo pra correr”… Tudo era motivo pra falar da prova…

Fui pra casa, descansei um pouco e me arrumei… Conferi a bolsa três vezes… faixa pro cabelo, viseira, carteira, blusa pra por no pós prova… Pronto! #PartiuTingui… Bora atravessar a cidade inteira pra chegar… Quando estava quase ao lado do parque, me “cai a ficha” e falo pro meu marido que estava indo comigo, apenas para acompanhar e ser meu “personal staff”: – “Amor, você vai me matar… Esqueci o chip e o número de peito!”

Sério… eu, corredora há quase 3 anos, super ansiosa, acostumada a, antigamente, fazer provas semanalmente… consegui esquecer o chip em casa!!! Ah! Primeira coisa que veio na cabeça foi que a prova estava perdida… Imagina o humor do meu marido? Fez a volta e nos colocamos a atravessar a cidade de novo. Espero que não chegue nenhuma multa em casa!

Em casa, peguei o envelope, corri de novo pro carro e já comecei a me ajeitar pra largada pelo caminho, colocando o chip no tênis, prendendo o número de peito… E fomos indo pro parque seguindo as orientações do aplicativo Waze que costuma indicar os caminhos com menos trânsito… Só que nos levou para o outro lado do parque!!! Mais correria para conseguir chegar ao lugar da largada…

Bom, cheguei faltando cerca de 5 minutos. Fui direto ao funil e meu marido foi estacionar… A prova atrasou cerca de 5 minutinhos ainda, até a Guarda Municipal confirmar o bloqueio das ruas próximas. Nada demais e tempo para eu baixar a adrenalina da confusão e fazer um pequeno alongamento/aquecimento ali mesmo, no funil.

Dada a largada, até comecei um pouco forte, no impulso e acompanhando os demais, mas percebi e resolvi segurar.

O marido, além de motorista, vira fotógrafo

O marido, além de motorista, vira fotógrafo

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Como a prova era de duas voltas em um percurso de pouco mais de 5.200m, resolvi que a primeira seria de reconhecimento e na segunda, se possível, tentaria pegar mais pesado. Mantive então um pace entre 5’40” e 6′, olhando no relógio em toda a primeira volta pra não baixar demais, mesmo nas descidas. Fui sendo meu próprio “coach”, falando pra mim mesma segurar, fazer a minha prova, esquecer os outros, aproveitar as descidas para respirar… Virei a primeira volta na casa dos 29min e vi que terminaria a prova dentro do pretendido se conseguisse manter o mesmo ritmo, então foi o que fiz. Também não forcei na segunda volta.

O percurso inteiro estava muito bem iluminado (um único trecho mais escuro, com um pouco de lama, mas acho que não dava nem 50m), as ruas bem sinalizadas e os pouquissimos cruzamentos a serem atravessados tinham a guarda municipal controlando o tráfego, com agentes atentos e bem educados. Os pontos de hidratação também bem distribuídos, tapete de verificação no meio do trajeto, muitos staffs no percurso, tudo certinho, como a gente espera de uma prova!

Nota 10 a organização, de verdade! Como não haviam tantos corredores assim (alguém sabe o número exato?) o funil de chegada fluiu tranquilo, com staffs educados, que destacavam a parte destinada à medalha e o isotônico, que pude até escolher o sabor! Nada, mas nada mesmo a reclamar!

pódio

Como eu tenho o costume de dar pequenos goles d’água, apenas, durante a prova, e usar a água pra jogar na nuca, cheguei completamente encharcada e a noite estava um pouco fria, então, mesmo trocando de blusa na chegada, ainda assim estava com muito frio e acabei não ficando até o fim da premiação, não encontrando com amigos que estavam também na prova, mas saí de lá com uma excelente impressão do Circuito e da Brasil Runner’s, organizadora do evento. Nenhuma parceria, nada. Ganhei uma inscrição por sorteio aberto a todos no Facebook, mas realmente me surpreendeu a prova, a preocupação com a segurança, geradores enormes para garantir a iluminação dentro do parque, a premiação nas categorias…

Tudo muito bom mesmo!

Mais uma do marido staff, motorista e fotógrafo. Deu tudo certo graças a ele!!

Mais uma do marido staff, motorista e fotógrafo. Deu tudo certo graças a ele!!

Fiquei em 25˚ lugar geral, entre 40 inscritas, e 5˚lugar na categoria… Mais um pouco, até subia ao pódio, que era até o 4˚ lugar! Mas as meninas que ficaram na minha frente mereceram o pódio! O primeiro lugar na minha categoria terminou a prova na casa dos 44min… merecido o prêmio (um tênis Skechers Go Run!), não? Eu fico satisfeita com minha medalha, meu prêmio por ter voltado a correr sem dor!

EM TEMPO: Após a publicação do post, a organização entrou em contato comigo me avisando que eu estava enganada… o pódio era até o 5o. lugar de cada categoria. Eu fui chamada e não estava lá… Mais um erro de principiante!!! Mas fiquei feliz com a notícia e vou buscar minha medalha de 5o. lugar daqui a pouco, que terá, com certeza, lugar de honra entre as minhas conquistas!

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Parar ou não parar: Eis a questão.

Ontem à tarde, corri minha primeira prova depois da lesão no meu pé esquerdo. Quando foi diagnosticada a sesamoidite, eu estava me preparando para correr uma Meia Maratona. Ontem, eu estava inscrita para uma prova de 10K (10.400m na verdade), na 6ª Etapa do Esquenta Panturrilha, Circuito de 10 provas organizado pela Nosso Time Eventos Esportivo, a mesma empresa responsável pela Meia de Curitiba, que seria a minha prova alvo do ano, que tive que desistir.

A organização estava perfeita. No Parque Náutico de Curitiba, lindo, com uma pista grande, larga, ótima para correr. O dia, também lindo, apenas muito quente e seco para os padrões curitibanos e o horário inusitado para uma prova de corrida: 16h00.

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Apenas para registrar, vi algumas reclamações de quem não conseguiu retirar seu kit. Os kits estavam sendo entregues na sexta-feira e no sábado, até o meio-dia, na loja Procorrer da Augusto Stresser. Tal informação foi amplamente divulgada nas redes sociais (páginas da Nosso Time, do Esquenta e até da Meia Maratona de Curitiba) além de constar do regulamento e de mais de um e-mail enviado aos inscritos (eu recebi ao menos dois nesse sentido). No entanto, alguns corredores queriam retirar na hora, dizendo que em outras etapas foi possível…

Pois bem, deixo que cada um faça o julgamento que quiser, se foi falha da organização ou dos corredores…

 

Eu e meu marido, na frente, e o Cédric mostrando a língua atrás (pensa em um amigo pra todas as horas? Ele e a esposa, Mel, são assim!)

Eu e meu marido, na frente, e o Cédric mostrando a língua atrás (pensa em um amigo pra todas as horas? Ele e a esposa, Mel, são assim!)

Porém, quanto a mim, quando o médico me liberou para voltar a correr, as ordens foram claras. Iniciar devagar, a partir dos 3K, aumentando gradativamente e sem forçar no ritmo nos primeiros 30 dias, quando então deveria retornar para uma reconsulta para a liberação definitiva (ou não). Expressamente o médico determinou: Sem treinos de tiros, intervalados e muito menos provas nesse período.

Não resisti e, como sempre, solicitei minha inscrição para a prova de 10K. Meu marido, que sempre corria a prova de 5, estava inscrito pela primeira vez na prova de 10K também, depois de tantas lesões (desde que começou a correr há dois anos e meio, já se acidentou de moto e depois fratura por stress nas duas tíbias).

Com o calor (ouvi dizer 27⁰, que é temperatura de alto verão por aqui, jamais esperada para o inverno…), confesso que ambos pensamos em nem ir… mas fomos. E lá, o dilema era completar ou não a prova. Ele, que queria estrear na distância, não sabia se era o ideal com aquele calor todo… eu, desobedecendo técnico e médico, não sabia como lidaria com a questão: O que seria pior? Insistir e fazer os 10K pelo simples motivo de que “sou brasileira e não desisto nunca?”, correndo o risco de ir ao médico na segunda-feira (consulta já agendada) e escutar que devo parar novamente,  ou aceitar as ordens, fazer apenas os 6K da planilha, em ritmo leve, ser desclassificada da prova, não pontuar no ranking do Circuito mas pelo menos não levar bronca de ninguém e  ficar com a consciência tranquila de que fiz tudo que era possível para me recuperar?

Pois então… Dada a largada, decidimos correr juntos, meu marido e eu. Avisei que correria o tempo todo dentro do pace determinado pelo meu técnico para o treino estabelecido na planilha: 6K em 6min/km. A prova era de duas voltas numa pista de 5.200m.

Apesar do calor, consegui manter de forma tranquila o pace determinado (antes da lesão, corria em torno de 5’20”min/km, mas 6 estava bom…) O calor exigiu que nos dois pontos de hidratação por volta, eu desse pequenos goles d’água e o resto fosse jogado na nuca (#ficaadica para quem está começando…), mas a dúvida sobre parar ou não dominava o meu pensamento…

Ah, faltando um km para concluir a volta, consegui engolir um mosquitinho… kkkkkk Não parei, não diminui… tossi um pouco mas depois brinquei com meu marido que estava ao lado: “Tudo bem! É proteína extra pra dar força na prova!”….

Pois bem, ao concluir a primeira volta (5.200m) eu estava bem, inteira, e sabia que podia correr mais. Mas por isso mesmo, resolvi parar. Tentei incentivar meu marido a continuar, destacando que mesmo ele não tendo corrido no ritmo mais forte dele, ele estava muito melhor do que muita gente que ficou pra trás e soltei um “Taca-le pau!” para fazê-lo rir, avisando que pararia quando completasse os 6K da minha planilha.

Ele, então, finalmente acelerou, me deixando pra trás e eu fiquei de olho no relógio. Quando marcou 5.700m, eu simplesmente dei meia volta e corri os outros 300m pela grama, sentido contrário da prova (quem me viu, deve ter me achado louca… eu não estava mal, eu não parei, só corri no sentido contrário…).

A sensação foi estranha. Primeira prova que não completo na vida. E decidi por isso bem, sem dor. O “treino” estava completo. A prova não. Missão cumprida por um lado, um gostinho amargo por outro… Levei um tempo pra ter certeza que tomei a decisão certa. Terei a consciência tranquila na segunda-feira ao fazer o meu feedback, tanto para o Coach, como para o médico.

Fui fazer uma massagem no stand da Ademilar e depois aguardar, ansiosa, pelo maridão na chegada…

Massagem pós prova é tudo de bom!

Massagem pós prova é tudo de bom!

Com cerca de uma hora de prova (considerando que a primeira volta foi comigo) e debaixo de Sol forte, meu amor terminando a primeira prova de 10K (10.400m)

Com cerca de uma hora de prova (considerando que a primeira volta foi comigo) e debaixo de Sol forte, meu amor terminando a primeira prova de 10K (10.400m)

“Sou brasileira e não desisto nunca”, sim. Eu não desisto de correr e por isso optei por parar, de acordo com o estabelecido pelo meu treinador…

Esquenta Panturrilha – noite perfeita!

A noite de quarta-feira, dia 19, foi, sim, perfeita!

Mesmo tendo acordado às 5h20 para dar conta de deixar tudo pronto para ir direto do trabalho para a prova, mesmo ou até mesmo por que a previsão do tempo era de chuva e por levado dois puxões de orelha – um do meu técnico Leandro, e outro do Tchê, que é o dono e idealizador da Trainer Assessoria…

Eu e meu marido fomos participar da prova a convite da Nosso Time Projetos Esportivos, organizadora da prova.

Desde a entrega do kit, que além de ser disponibilizada no local do evento, podia ser feita também durante a inauguração da nova loja da Procorrer, até o final, tudo transcorreu de forma muito tranquila.

Mesmo com a inscrição baratinha (com direito a camiseta, R$ 29,90), a estrutura no local era TOP, com espaço para os patrocinadores (inclusive para a TRAINER ASSESSORIA) e contava inclusive para espaço para fotografias, disponibilizado pela Claro – olha que legal a “capa da revista”! Ainda, as fotos da estrutura:

Olha o pessoal da Trainer na capa da revista!

Olha o pessoal da Trainer na capa da revista!

 

20140319_19463020140319_194659Antes de chegar o horário da prova, ninguém ficou parado: Primeiro teve aula de Pilates e depois de Zumba, com professores da academia Hype , finalmente, o alongamento com orientação do Tchê (que acabou ficando super em cima do horário da largada…)

O percurso era de uma ou duas voltas no parque e, ao contrário do que sempre achei, não foi tão desmotivador “passar reto” na chegada para iniciar a segunda metade da prova. Como eu havia colocado na cabeça que era “mais um treino no Barigui” consegui seguir a prova numa boa, aproveitando que o clima ajudou. Estava fresquinho, a maior cara de que ia chover. E choveu mesmo, mas bem mais tarde, quando já estava em casa…

Na verdade, essa história de levar a prova como se fosse um treino, rendeu muitas risadas, o que é uma novidade pra mim ao se falar de prova. A largada foi conjunta – dos 5 (que eram 5.300m) e dos 10K (aproximadamente 10.600m). Fomos direto do alongamento para a largada, que aconteceu antes mesmo que pudéssemos nos posicionar no “funil”… o meu Polar não “achava” o GPS então fiquei pra trás, enquanto meu marido largou ao lado da Dani, nossa super parceira de treino. Prometi alcança-los e perto dos 500m consegui encontrá-los.  Mas logo tive que parar pra amarrar o tênis… Coisa de novata… não me perguntem por quê, mas eu que já passei raiva em outras provas e agora sempre dou nós duplos, dessa vez, nem me passou pela cabeça fazer isso…

Então, durante a primeira volta, acabei fazendo “brincando de pega-pega” com o Callado e a Dani. Desamarrou ainda mais duas vezes o tênis só antes deles pararem nos 5K. Eu ficava pra trás e os alcançava depois. E no tempo que corriamos juntos, davamos muita risada (o foco é o gordinho!!! *Piada interna)

Apenas na segunda volta e na 5a. parada para amarrar o tênis(!!!) é que me dei conta que eu podia dar mais um nó… e “incrivelmente” parou de desamarrar…  Acreditem se puder!

Terminando a prova, fui para a barraca da Trainer (bem ao lado do palco) onde o clima era de festa, ninguém muito preocupado com tempo, com meta… só diversão! E não é que o Marcelo, da Nosso Time, aparece de repente com o Microfone e anuncia a minha presença, falando do blog??? Muito 10!!!

E foi ele, também, que anunciou a premiação da etapa… ali do meu lado mesmo, acabou me chamando entre as 3 primeiras colocadas da minha categoria!!! Outra surpresa!

Fiz os cerca de 10.600m em 1h02m04s. Pace pouca coisa mais baixa do que o da prova de domingo, embora num clima muito melhor e sem sofrimento, então realmente não estava achando que levaria um troféu pra casa. Mas fiquei feliz da vida e super orgulhosa… Imagine se não tivesse que amarrar tanto o tênis??? Melhor nem pensar. Sem pressão é que é bom. Que coisa boa se divertir e ainda subir no pódio!

 

Mas eu falei de superstição quando postei uma das fotos no Instagram e no Facebook, né? Então… quando cheguei em casa, de super bom humor, claro, e super “endorfinada”, não é que eu percebo que o tempo todo estava com a saia de trás pra frente???

Acho que não dá pra perceber pelas fotos, não? Acho que ninguém percebeu lá também… e não me incomodou… Então brinquei que a partir de agora só corro com saia ou shorts virado… Qualquer coisa pra ajudar a colecionar troféus!!! (brincadeirinha, viu? – mais vai que…)

Seguem mais umas fotinhos do evento. Ainda temos mais 9 etapas em 2014. Topa participar da próxima??

Com a Dani, super parceira de corrida!

Com a Dani, super parceira de corrida!

Galera Trainer!!

Galera Trainer!!

Callado e Dani quase chegando na prova dos 5K (5.300m)

Callado e Dani quase chegando na prova dos 5K (5.300m)

Minha chegada na prova dos 10K (10.600m)

Minha chegada na prova dos 10K (10.600m)

Recebendo meu troféu de 3o. lugar na categoria!

Recebendo meu troféu de 3o. lugar na categoria!

2ª Corrida Unidos pela Vida – Rebouças – Como foi:

Quem me acompanha no Facebook ou no Instagram sabe que não fiquei feliz com o resultado da prova do último domingo.

Por mais que eu não admitisse que a Corrida do Rebouças fosse uma “prova-alvo”, eu a via com bastante expectativa, por ser uma das mais planas de Curitiba (que é uma cidade que não tem muito lugar plano, não…).

Dessa forma, eu a via como uma boa oportunidade de buscar inicialmente um sub55 – posto que meu melhor tempo nos 10K é 00:55:10…

Só que não foi dessa vez. Sabe quando parece que tudo vem contra os nossos planos? Ok, ok… sem desculpas, mas a verdade é que não consegui treinar direito durante a semana, tive vários compromissos que não me deixaram descansar, ainda tinha a maldita TPM e no dia anterior, não parei em casa e comi fora (leia-se: sem respeitar horários e nem tudo assim tão saudável) o dia todo.

No domingo, prova às 8h00 da manhã – bem mais tarde do que costumo treinar – e ainda Sol e calor. E isso não é bom pra Curitiba. Ou melhor, não é habitual em Curitiba. E curitibanos não estão acostumados com isso… Resultado? Quebrei.

E quebrei feio aos 6K. Andava, dava uns três ou quatro passos trotando e voltava a andar, com vontade de chorar, de parar, de voltar… E ficava pensando como contar no blog que desisti… que vergonha… e ainda conseguiria postar #rumoameiamaratona depois de largar na metade uma prova de 10K?

Mas então veio um amigo, colega de assessoria, o Giovani, que apareceu do meu lado dizendo que ia me acompanhar até o fim… “Levanta o rosto”, “Esquece o relógio”, “Relaxa um pouco os braços”… ele falava e eu só obedecia… E não é que voltei a correr e terminei a prova? O tempo oficial ficou em 58’43” – 74ª Colocada geral (180 inscritas nos 10K) e 13ª colocada na minha categoria (32 inscritas).

Os quase 4 minutos de diferença do meu RP foram os que perdi caminhando e pensando em desistir…  E poderia ter sido mais tempo, se não fosse alguém pra não me deixar mais pensar em nada e me fazer correr, mostrar que minhas pernas aguentavam, sim, e que era só minha cabeça me sabotando…

Aqui, algumas fotinhos da Vivo Esportes:

Ainda nos primeiros metros...

Ainda nos primeiros metros…

Ainda tentando sorrir

Ainda tentando sorrir

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Metros finais, com a ajuda do Giovani

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Chegada. Até feliz pela “recuperação” e com o resultado em menos de 1h.

Quanto à organização, da Procorrer, com parte da renda revertida ao Hospital Pequeno Príncipe, daqui de Curitiba, vou ter que admitir que dessa vez eles pecaram um pouquinho…

O horário divulgado para a largada, era 8h00 para 5K e 8h10 para 10K. Apenas quando chegamos é que primeiro anunciaram que seria 7h55 a largada de 10K e 8h00 a largada dos 5K. E depois mudou, era 7h55 a largada dos 5K e 8h00 a largada dos 10… e, em cima da hora mudou tudo, a largada foi conjunta. E do “funil” não dava pra ouvir direito as caixas de som…

Então não cabia mais nenhum atleta dos 10K no funil quando avisaram… Era gente tentando entrar, “se enfiando”, “se apertando”…  Único “senão” da prova… Eu, na minha TPM braba, reclamei com o cara da staff que passava gritando e ele me colocou pertinho da linha de chegada… depois ainda ouvi dele que “essa mulherada é competitiva… sangue no olho”… pobrezinho… nem sabia que corria risco de vida… onde já se viu se meter com mulher de TPM… kkkk

No fim, devidamente endorfinada, o meu humor até melhorou e o que ficou foi uma grande lição de amizade, parceria e persistência…

Mais uma pra conta. Mais um pouquinho de experiência para fortalecer daqui pra frente…

Obs: Levei um ultimato do técnico para parar com a palhaçada de fazer academia um mês sim, outro não… esse ano ainda não “encaixou” os horários e estou dizendo sempre que “no mês que vem é pra valer”… então podem cobrar… abril…

Halloween Night Run e a expectativa para os 10K

Tá, eu confesso. Andava meio desanimada.

Embora não pensasse em desistir, estava me sentindo um pouco “estagnada”, sem conseguir progredir na corrida. Alguém já passou por isso?

Quando comecei a correr, no início do ano passado, corria 5K em cerca de 33min. Na época que procurei a Trainer Assessoria, a minha meta era ser sub30. Em maio, alcancei o tempo de 25min34seg na Stadium Marathon e fiquei feliz da vida. Mas no mesmo dia comecei a sentir dor.

Quem acompanha o blog sabe que tive uma hérnia inguinal insipiente, que me fez diminuir muito o ritmo, de medo de voltar a sentir dor e ter que ir pra mesa de cirurgia…

Assim, apesar dos 25min07seg da primeira volta na Maratona de Revezamento Beto Carrero (que se discute a distância exata, pois marcou menos de 5K…), nas outras provas que competi de lá pra cá fiz, quando muito, suados 26min, o que estava me desestimulando um tanto quanto…

E meio “contra a vontade”, acabei concordando em me inscrever para correr 9K na Halloween Night Run, prova que aconteceu dia 25 de outubro deste ano, última sexta-feira (face mudança de data em cima da hora –  a prova, na verdade, estava agendada para o sábado, 26).

Mais uma vez, a “I Run” mostrou a que veio e fez uma prova muito bem organizada. Apesar da alteração de data e do frio no Parque Barigui, havia muitos corredores, entre os quais muitos fantasiados,entrando no clima da data. Ainda, muita música e até uma peça (chata, diga-se de passagem) do grupo de teatro do Clube Curitibano no palco. No final, rolou ainda o sorteio de dois pacotes para correr na Disney…

Quanto a prova propriamente dita, até que o uso das três pistas do parque (caminhada, corrida e pedal) comportaram bem o número de corredores.

Havia um pequeno trecho, entre o segundo e o terceiro quilometros, que passava em meio às árvores, totalmente escuro. Algumas bolas coloridas demarcando o caminho (ou seriam abóboras?) e algum “staff” com lanternas, mas se via pouco ou nada ainda assim.

Como o asfalto não era bom por ali, com depressões e remendos, logo de cara bateu o medo de virar o pé ou cair. Meu Deus, que desespero correr sem enxergar!!! E agora, enquanto escrevo, dou mais valor aos atletas com deficiência visual! Que coragem!

Nesse trecho, eu, como acredito que todos os demais corredores, tivemos que diminuir o ritmo (além do escuro e do asfalto irregular, ainda era a única pequena subida do trajeto!). No restante da prova, era só “amassar o chão” como diz meu treinador: Trajeto basicamente plano.

Além de um susto ou outro entre os zumbis, bruxas e vampiros espalhados no caminho, a I Run não economizou no staff, e provavelmente também não economizou também no treinamento do pessoal. Muita gente animada do ínicio ao fim da prova, sinalizando o caminho e incentivando os atletas. Gritos de “É isso aí!”, “Falta pouco”, “Muito bem, tá indo bem!” desde o primeiro quilometro, o que parece que aliviou um pouco o esforço e, palavras de amiga minha: fizeram a gente não sentir o percurso.

Corremos os primeiros 6K todos juntos. Somente no final, pouquíssimos metros da chegada é havia a separação, em que nós, dos 9K teriamos uma voltinha extra – mais 1,5K de ida e 1,5K de volta.

Somente nessa “voltinha” é que tive que me concentrar mais no ritmo e para me focar para continuar. E, sinceramente, acredito que a diferença nem foi por já ter feito outras provas de 6 e ser a primeira de 9K. O problema foi realmente manter o cérebro focado em continuar correndo apesar de já ter passado ao lado da linha de chegada…

Dividi o trajeto,então em duas partes. Era só 1,5K até a curva. Só isso… e, depois da curva (onde tinha um tapete verificador, para ver quem realmente correu o percurso completo), era só mais 1,5K… “Quem não consegue correr 1,5K?”, eu pensava…

Eu, que só tinha como meta terminar a prova sem andar, até pude esbanjar um pouquinho… Nos últimos metros, vi o Rick Nogueira, fotógrafo da Vivo Esportes, posicionado para clicar os concluintes. E eu estava alcançando uma menina que vinha na minha frente, chegariamos praticamente juntas. O que eu fiz? Não tive dúvidas! Reduzi o passo. Eu estava feliz de concluir a prova e queria um bom registro do momento. Não deixaria que braços de outra pessoa saíssem na minha frente. E não é que deu certo?

Poderia ter terminado a prova em 47 minutos redondos, mas fiquei feliz com os meus 47min17segundos e com a melhor foto de chegada que já fizeram de mim até hoje!

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Agora, é partir para os 10K, que serão antes do que eu imaginava! Ganhei inscrição cortesia da loja Procorrer para a prova desta distância que acontecerá dia 17/11, junto com a Maratona de Curitiba!