7 dicas para que seu treino sobreviva ao inverno

Muita gente começa a treinar no fim do verão, início do outono e quando começam os dias mais frios, acaba deixando o edredon vencer a motivação para sair pra correr, tudo por uma horinha a mais na cama e depois fica se perguntando como é que tem “louco” que consegue correr no frio…

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Mas, como vocês já devem ter visto em posts motivacionais por aí, como “corpos de verão são feitos no inverno” e não há “projeto de verão” duradouro sem que se treine durante todo o inverno, seguem abaixo um “guia de sobrevivência na corrida” para a estação mais fria do ano:

1. Seja organizada – Você corre de manhã? Separe sua roupa e tudo que você precisa pra treinar na noite anterior. Você corre no fim da tarde? Leve uma mochila com tudo que precisa para o trabalho e não passe em casa para se trocar. Vá direto. A cama e o sofá são tentadores demais e você precisa ter tudo em ordem para conseguir resistir a eles. Aquele “só um minutinho” a mais na cama enquanto pensa o que vai vestir é o primeiro passo pra desistir. Tocou o despertador, levanta e já se veste!

E a regra é parecida para quem treina no fim do expediente: Não passe perto de casa, pois o sofá vai tentar te convencer a ficar em casa… Terminou o expediente, nem pense duas vezes, se troca e vai direto!

2. Não exagere na roupa – Uma vez li, em alguma edição da Runner’s World Brasil, que “se você não sente frio antes de começar a treinar, certamente está muito agasalhado para correr”. E é verdade. Seu corpo vai se aquecer e você vai começar a suar muito mais rápido do que você pensa, daí você vai ficar molhado e com o vento frio de inverno, já viu, né? Então, a roupa que você deve separar para treinar é, sim, uma calça comprida, uma blusa de mangas longas ou então manguitos se preferir, de tecidos finos e tecnológicos, que joguem o suor pra fora, mas que não te aqueçam demasiado ou que te deixem com a sensação de molhado. Super casacos, mesmo que de fleece, nylon, ou até mesmo corta-ventos que não tenham área “respirável” podem atrapalhar, seja pelo calor (sim!!!) ou por segurar o suor que, uma vez “pra fora” vai ficar gelado com o vento frio…

3. Porém, tenha opções de roupas secas e quente para vestir imediatamente após o treino – e quando eu digo IMEDIATAMENTE, quero dizer IMEDIATAMENTE… Não é 30minutos ou uma hora depois, quando chegar em casa. Conforme falamos no tópico acima, mesmo no frio, provavelmente sua camiseta estará úmida de suor. Troque por outra seca e aí sim, vista o fleece, a jaqueta de nylon, de pluma de ganso, o corta vento, a lã, ou o que preferir. É este momento, quando você pára de correr e o corpo volta a esfriar, que vai fazer a diferença entre você pegar uma super gripe ou não… Todo cuidado é pouco! Se você não for fazer um treino em que comece e termine no mesmo lugar, no qual você pode deixar essa roupa extra no carro ou com a assessoria, por exemplo, cogite ter uma blusa leve amarrada na cintura.

4. Abuse dos acessórios para o inverno – Se o frio for grande mesmo, vale a pena investir em alguns acessórios para se proteger, como luvas, gorros, “headbands” que protejam os ouvidos e “ecoheads” (tipo de polaina para o pescoço), principalmente se houver vento. Proteger os ouvidos, a garganta e extremidades é fundamental.

5. Tenha sempre um plano do que fazer com os acessórios se no meio do treino ou prova começar a sentir calor – No exterior, é comum que as pessoas usem roupas mais velhinhas no dia das provas e depois joguem na beirada da rua, para que a organização passe e recolha pra doação. Como aqui a gente não tem esse costume (nem o dinheiro para comprar sempre roupas e acessórios novos) é bom se preocupar em como carregá-los no auge do aquecimento.

Eu, particularmente, prefiro correr com manguitos a mangas longas pela facilidade de tirá-los, quando ficam enrolados nos punhos, ou mesmo os tiro e amarro no cinto de hidratação que uso nos longões. A mesma coisa com luvas, gorros etc. Certifique-se que terá um bolso ou algo assim para guardá-los até o final.

6. Cuide dos lábios e da pele do rosto –  não é por que os dias muitas vezes estão nublados que podemos descuidar da pele. Os lábios costumam rachar e por isso é essencial que use produtos específicos para protegê-los (já escrevemos sobre alguns existentes no mercado há pouco tempo atrás), mas todo o rosto merece atenção. Continue passando seu protetor solar ou um hidratante específico para a pelo do rosto, mas cuide para que não seja muito oleoso, para não escorrer nos olhos com o suor. O Sol do inverno também pode queimar e a pele já costuma sofrer mais com os ventos gelados, menor umidade do ar e também comumente com a hidratação inadequada.

7. Hidratação é necessária – No verão acabamos bebendo mais líquidos para nos refrescar, mas no inverno o nosso organismo também precisa de água, tanto quanto no verão. Além do suor, há ainda o ressecamento da pele, bem como das as vias respiratórias, principalmente nos dias de baixa umidade relativa do ar, então não interessa o quanto esteja frio, não dispense a água em uma prova nem esqueça de levar sua mochila ou cinto de hidratação nos dias de treinos longos!

Abaixo, algumas fotinhos de peças que uso:

Manga curta e manguito. Se sentir calor, é mais fácil de resolver do que uma manga longa...

Manga curta e manguito. Se sentir calor, é mais fácil de resolver do que uma manga longa…

camiseta extra pra trocar assim que o treino acabar. Nunca fique com a roupa molhada de suor!

camiseta extra pra trocar assim que o treino acabar. Nunca fique com a roupa molhada de suor!

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Também pós treino: Se agasalhe! Uma gripe pode te fazer perder semanas e você não quer isso, não?

Também pós treino: Se agasalhe! Uma gripe pode te fazer perder semanas e você não quer isso, não?

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Uma sopinha para as noites frias

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Tive que vir contar aqui!
Pensa numa coisa boa?
Hoje “inventei” uma sopinha, sem receita, nem nada… para aproveitar o que ainda tenho de uma super sacola de orgânicos que me marido trouxe pra casa outro dia e… Fiquei surpresa com o resultado,  modéstia à parte!
Segue a receita recém criada:
– duas beterrabas pequenas;
– duas cenouras pequenas;
– um tomate;
– dois dentes de alho;
– suco de uma laranja;
– sal e pimenta a gosto;
– cebolinha para salpicar.
▪ corte as beterrabas, cenouras, o tomate e os dentes de alho e coloque para cozinhar com água o suficiente para cobrir tudo levemente. Quando a beterraba estiver mais macia, coloque o suco de laranja e deixe reduzir um pouco.
Tire do fogo, use um mixer ou o liquidificador para transformar tudo em um creme. Após,  volte ao fogo, temperando e acertando a água para ficar na consistência de sopa (e não de purê).
Sirva e salpique a cebolinha por cima…
Hmmmm!
E já viu quanto benefício tem a beterraba? Ótima pra quem corre!

Conselhos para escolher um bom tênis

como-escolher-o-melhor-tenis-para-praticar-esporte-1[1]Na última semana, além de uma palestra, fui fazer um teste de pisada vendido como super top… algumas dicas importantes foram passadas, mas saí de lá ainda mais convencida de que, para o meu pé, o tênis certo é o que já uso, falem o que quiserem… então, baseado em tudo que já ouvi e li, e também na minha experiência de pouco mais de 3 anos de corrida e várias trocas de tênis, resolvi listar aqui alguns conselhos de como escolher o seu tênis de corrida:

 

1. O melhor tênis do mundo é o que é bom para o seu pé:

Não adianta ir simplesmente pela assessoria, pela revista especializada ou pelo blog da Diva Fitness com mais seguidores. Não adianta, também, achar que o modelo mais caro é o melhor. Cada corredor é diferente, com necessidades e pés diferentes, então não necessariamente o que dá certo para uma pessoa, dará certo para a outra.

2. Informe-se, informe-se, informe-se!

Não escolha o tênis pelo preço ou pela cor. Faça teste de pisada (que ajuda mas não é definitivo), experimente, ande com o tênis na loja, faça perguntas, leia sobre as características de cada modelo e veja se é o indicado para o seu tipo físico e para os seus interesses. A indicação do tênis pode mudar se você precisa de mais amortecimento ou se busca performance, por exemplo.

3. Não tenha preconceito

Às vezes, um corredor se prende a uma ideia de que tal marca ou tal modelo é imbatível e não experimenta novos tênis. No entanto, a indústria de calçados esportivos lança cada vez mais modelos novos, com tecnologias novas e, ainda, às vezes o modelo novo daquele tênis “bam-bam-bam” não é tão bom quanto ao seu antecessor, mas a pessoa fica “presa”, achando que já usa o melhor então não adianta mudar… Será que continua, mesmo, sendo o melhor? E se as suas necessidades mudaram? E se agora emagreceu e está assumindo novos desafios? Será que um novo tênis não merece uma chance?

4. Preferencialmente, opte por dois pares diferentes

Se você não é um corredor de final de semana e está levando a sério seus treinos, o ideal é que tenha dois tênis. Por dois motivos: a) mesmo a melhor borracha do melhor tênis, sofre uma “deformação” após cada corrida e, em geral, necessita de cerca de 24horas para voltar ao normal; e b) os treinos, em geral são variados e exigem equipamentos diferentes, o longão pode lhe exigir mais amortecimento, por exemplo, enquanto o treino de tiros requeira um tênis mais leve.

5. Compre seu tênis no final da tarde

No fim do dia, os pés tendem a estar mais inchados e fica mais fácil descobrir se o tênis “pega” em algum lugar. Experimente com meias apropriadas para corrida e repare se as costuras não estão sobre áreas de muito atrito e, se necessário, opte por um tamanho maior do que o de seus sapatos do dia a dia. Deve haver uma folga de cerca de 1cm entre a ponta dos dedos e a ponta do tênis.

Finalmente, após todos os cuidados, é chegada a hora de calçar o escolhido e treinar! Nenhum tênis, sozinho, vai melhorar sua performance, a não ser que você o calce e corra!

Lábios rachados nunca mais!

O dia do beijo já passou, mas mesmo assim é bom falar garantir os lábios suaves, não?

No ano passado, no início do inverno, eu pedi ajuda, pelo blog, para que me indicassem bons protetores labiais, pois meus lábios são super sensíveis e racham, ardem super facilmente e pra piorar, ainda tenho a mania de ficar arrancando as peles soltas e machucando ainda mais.

Então, depois de testar alguns produtos por dois invernos (o do ano passado e o mês de janeiro, nos EUA), cheguei a uma pequena lista, com 4 produtos que têm me ajudado bastante a manter os lábios macios, mesmo pegando o frio da manhã quando saio pra correr. Quem corre sabe que nos dias mais frios a pele sofre e o lábio costuma ser o mais prejudicado, então o ideal é começar a se prevenir desde já, enquanto as temperaturas ainda estão amenas!

Segue abaixo a lista, sem qualquer jabá, só com as minhas reais impressões:

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Nivea Med Protection FPS 15 – Em bastão, foi o primeiro que comprei. É fácil de achar, em farmácias ou até mesmo em supermercados. É bom para o uso diário, preventivo. Como ele tem uma pequena proteção solar, ajuda a manter os lábios em ordem, mas, quando o lábio já está ressecado e machucado, não dá uma sensação de grande melhora. Uso, às vezes, antes do batom. Preço médio de R$ 10,00

Bepantol Derma Regenerador Labial – Em bisnaga, creme de fácil absorção.  Tem um cheirinho e gosto de pomada, mas de leve, nada que encomode e ajuda, realmente, na regeneração do lábio já danificado. Encontra-se em farmácias. Preço médio R$ 25,00

EOS Lip Balm – É o lip balm da modinha, aparece até em clip da Miley Cirus. Com embalagem fofa, redondinha e colorida, com diversos “sabores” diferentes, aparece em vários clipes de divas pops. No entanto, é realmente muito bom. A consistência é boa, dá sensação de que dura na boca e pode ser usado tanto para prevenir, como para recuperar. Se for viajar pra fora, vale a pena trazer vários, inclusive para dar de presente para as amigas, pois lá é baratinho e não tem quem não use! Paguei U$2.99 no Target, em Miami. No Brasil, não é tão fácil encontrar, mas poderá achar em sites especializados entre R$ 17,00 até R$ 29,00.

Carmex – Mais um “das gringas”. Com opções em bastão, creme ou bisnaga, é super econômico. Comprei a embalagem com 3 bisnagas por apenas U$ 2.79, também no Target de Miami. A opção de bisnaga é uma pomada grossa, com cara e cheiro de “Gelol”, dá inclusive aquela sensação de formigamento quando passado no lábio. Mas é, de longe, a melhor opção pro lábio muito machucado. Só passo quando é caso de calamidade e preciso de um “tratamento de choque”. No Brasil, também é possível achar em sites e lojas especializadas a partir de R$ 16,00.

Você já experimentou algum deles? O que achou? Tem outras sugestões? Compartilha suas impressões com a gente! O inverno chega logo e não queremos ninguém de lábio machucado, não?

Desafio Braves – 1ᵃ Etapa 2015

Como eu já havia adiantado por aqui, ontem fui conferir como é uma “MudRace”, ou seja, uma corrida de obstáculos na lama.
Meu marido e colegas de trabalho montaram dois trios (um masculino e outro misto) para participar da prova, que tem 3 etapas programadas para este ano e eu fui junto, para registrar tudo e contar por aqui.
Pra quem acha que eu me convenceria a participar da próxima etapa, já na chegada, vi que realmente não era prova pra mim… logo depois que estacionamos, eu já escorreguei numa descida de estrada de chão e fui com o joelho direito no chão, o qual ficou todo ralado e inchado… Mas, tudo bem… era só o início do dia e eu sabia que não chegaria limpa até o fim!
Ano passado, na primeira edição aberta ao público externo (as primeiras eram para alunos da Academia Be Happy, organizadora), eram 500 inscritos. Desta vez eram 1500, motivo pelo qual a largada foi divida em baterias – Primeiro as baterias individuais, depois em dupla e, por último, em trios.
braves1Meu marido e os amigos, de olho no prêmio de melhor fantasia (que não veio), resolveram correr de camisa e gravata. Imagina se não chamaram a atenção? Entre as explicações do “povo do escritório” ou dos “doutores” como foram chamados, era que estavam fugindo da operação “Lava Jato”, que iam para o culto, que tinham uma reunião importante e – a minha preferida – que eram o Noivo e os padrinhos do casamento que aconteceria logo depois da prova! Foi com certeza uma diversão à mais na prova que por si só já é uma loucura.
braves3Eles largaram já mais pro final, então não tinha como ter pressa. Eram filas para passar para os obstáculos. Embora a opção por não fazer algum obstáculo acarretasse muitas vezes em penalidade de tempo menores do que a espera, em geral os participantes optavam por enfrentar as filas, pois numa prova como essa, muito mais do que concluir rapidamente, o importante era o sentimento de superação.
Eu, de máquina fotográfica em mãos, ficava correndo de um lado pro outro, tentando registrar o máximo possível da participação deles, de forma que acabei a prova super suja de lama e toda vermelha do Sol, pois levaram cerca de 3 horas para vencer todos os obstáculos (e sim, eram muuuuitos!)
braves2O lugar (CT Leandro Silva, um centro de treinamento para motocross) é incrível e o trabalho de meses para construir os obstáculos é de ser valorizado. Muito capricho e segurança para atender os atletas (claro que um outro acaba se machucando, mas o staff estava de prontidão para atender, com ambulâncias dando os primeiros socorros). No entanto, só pecaram um pouco, na minha opinião, em não aumentar a estrutura da prova proporcionalmente ao aumento do número de participantes.
As filas para alguns obstáculos eram gigantescas. E para o público presente – famílias e amigos – faltou água, bebidas em geral, sendo que até mesmo para os atletas das últimas baterias faltou qualquer opção de almoço no local, pois como demoravam muito para concluir a prova, não havia mais costela, não havia mais hamburgueres no FoodTruck presente no local…
Por outro lado, eles tiveram o cuidado de entregar uma camiseta (linda!) de finisher apenas aos concluintes, como tem que ser, junto à medalha e oferecer chuveiros aos participantes (fundamental!).
Para quem participou sem stress de competir, apenas para se superar, as longas filas não estragaram a festa e a prova virou praticamente um evento para o dia todo. Meu marido já disse que participará das demais etapas programadas. Eu? Continuo com meu lema, dos “Pôneis Malditos”: “Odeio barro, odeio lama, não vou sair do lugar!”, mas que foi um dia muito divertido, isso foi!

Mais fotinhos:

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Segue aqui o link para o vídeo no You Tube (eu filmei e meu marido editou…).

“Genética Boa”

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Vou contar uma coisa pra vocês: Antes de eu descobrir a corrida de rua e ficar completamente viciada pela modalidade, eu me apaixonei por outro esporte: Por pouco mais de um ano eu tentei treinar Boxe.

Durante um bom período, cheguei a treinar duas horas por dia, de segunda a sexta.

E por que, então, eu digo apenas que “tentei treinar Boxe”?

Por que eu era, de longe, a pior aluna da academia. Quando entrei, sequer pular corda eu sabia, então nem o aquecimento eu conseguia realizar direito. Com o saco de areia? Super descoordenada! Lutar com alguém? Nem pensar. Jamais tentei.

No entanto, depois de tantos “jab”, “direto” e “cruzados”, eu saía da academia super leve, endorfinada em grau máximo… E por falar em leve, foi o período da minha vida que mais perdi gordura e ganhei massa magra. O Boxe me fazia um bem incrível.

Depois, por algumas mudanças no trabalho, acabei saindo da academia e logo depois comecei a correr. Com a corrida veio a musculação e o boxe não coube mais na rotina, mas de vez em quando ainda tenho vontade de voltar.

Mas por que eu estou falando isso?

Por que eu acho que não interessa o quão bem você corra, nade, pedale ou jogue bola. Não interessa o seu pace, se você leva ou não jeito para corrida. Desde que o esporte lhe faça bem, por que desistir?

Detesto ouvir que “Fulano” não tem biotipo ou genética “boa” para a corrida… Que absurdo! Se estivéssemos tratando de atletas profissionais, de busca por índices olímpicos, se fossemos querer nos comparar com Usain Bolt ou Paula Radclife, ok. Mas não é, definitivamente, o caso da maioria de nós, pobres mortais corredores! Então para que impor barreiras para quem está se esforçando tanto?

Eu era muito ruim no boxe, sou um pouco melhor correndo, mas estou muito, mas muito longe da elite, mesmo. Mas é justamente por isso que pretendo continuar correndo: Para vibrar a cada segundo baixado no relógio, cada vez que o ponteiro da balança baixar um pouquinho, sempre contrariando a tal da genética. Quer vitória maior que essa?

*Texto originalmente redigido para a coluna semanal do Vivo Esportes

Corrida de Obstáculo: Sim ou Nem Pensar?

Desde a minha primeira corrida de rua, há pouco mais de três anos, aumentaram muito as opções de corridas. O calendário de provas, antes restrito, hoje é quase impossível de se decorar.
Para definir minhas metas e não perder o foco entre tantas provas “imperdíveis”, foi preciso um certo estudo e alguns e-mails trocados com meu técnico.
No entanto, entre as novidades, destacam-se as provas com obstáculos. Aqui, na região de Curitiba, tivemos no fim do ano passado a Braves, que terá uma nova edição agora em abril.
Em Santa Catarina, está sendo anunciada nada mais, nada menos do que a maior corrida com obstáculos do mundo, a “Black Trunk Race Apocalipse“, a ser realizada em maio na Serra do Rio do Rastro, na cidade de Lauro Muller, com nada mais, nada menos do que 21K e 30 obstáculos.
Conforme dispõe o realease enviado para a impressa (e para o Corre, Mulher) o organizador do evento, Alessandro Custódio, comenta que não há nenhuma corrida que tenha um percurso tão longo: “Esse tipo de prova é supertradicional nos Estados Unidos e Europa, mas nenhuma é tão longa e com tantos obstáculos quanto a BTR Apocalipse. Nosso público sempre pediu uma prova mais longa, mais desafiadora. Essa corrida está sendo aguardada por muitos atletas desde a primeira edição da Black Trunk Race”.

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Crédito das fotos: assessoria de imprensa Black Trunk Race

Crédito das fotos: assessoria de imprensa Black Trunk Race

Mas, será que nós, acostumados a correr, estamos prontos para essas provas? Ou seriam provas mais voltadas a outro tipo de público, como o do Crossfit, por exemplo?
São provas que além de correr, claro, são dispostos diversos obstáculos espalhados durante todo o percurso, como barras, tanques para se atravessar a nado, paredes a se escalar… Algumas provas incluem ainda piscinas de gelo, arames farpados e, sempre, sempre mesmo, muita lama.
Claro que, como qualquer corrida, o vencedor também é quem chega primeiro, mas a preocupação com o pace se mescla com a superação de vencer cada um dos obstáculos. Quem opta por não fazer algum deles é penalizado com tempo parado.
Alguém já participou de alguma prova assim? O que achou? Vale a pena? Seria apenas uma “modinha”?
Eu, corredora “Pônei Maldito” como já falei aqui, confesso que não tenho muita coragem, mas devo, em breve, ir conhecer (eu não disse correr, viu? CO-NHE-CER)uma dessas provas pra poder contar melhor pra vocês.
– Quanto à Braves, talvez ainda tenham inscrições do último lote, diretamente na academia Be Happy.

– Quer saber mais sobre a Black Trunk Race Apocalipse?

Informações: www.blacktrunkrace.com.br ou telefones (48) 9646-8489 / 8433-7919 Instagram: @blacktrunkrace / Facebook: www.facebook.com/blacktrunkrace

Novo sorteio no Instagram!

Meninas, vocês já conhecem o “Linha de Chegada“?

Muito mais do que um aplicativo para celular para podermos acompanhar nossos treinos e analisar nosso desempenho, o Linha de Chegada é também uma ferramenta super útil por unir num só lugar uma agenda de eventos super completa (e que você pode personalizar informando em quais vai comparecer ou inserindo outros), dados sobre percursos e altimetrias, possibilidade montar grupos e compartilhar seus dados com amigos, desafiá-los…

Eu tenho meu cadastro por lá e sempre dou uma checada nas provas!

Ah, achou pouco? E ainda tem uma versão PRO voltada para uso de Treinadores e Assessorias para envio das planilhas personalizadas, feedback com visualização restrita entre professor/aluno… Muita coisa bacana mesmo!

E o Linha de Chegada é tão bacana, mas tão bacana, que vai presentear uma seguidora do Corre,Mulher! com uma inscrição para a WRUN no Rio de Janeiro!

PicsArt_1427465377993[1]E o que você precisa fazer para ganhar? É simples!

  1. Curtir o @corremulher no Instagram;
  2. Fazer o seu cadastro no http://www.linhadechegada.com;
  3. Indicar 3 amigas(os) na foto oficial no Instagram (igual a esta deste post, mas tem que ser lá!!);
  4. Cruzar os dedos e torcer para ser a corredora sortuda que correrá na faixa uma das provas femininas mais legais do país!

obs 1:. Homens e mulheres poderão participar do sorteio, mas só mulheres poderão correr, então, caso um homem seja sorteado, ele poderá indicar a mulher, namorada, mãe, amiga, vizinha…

obs 2: O sorteio é somente da inscrição, com direito ao kit respectivo. Qualquer gasto necessário com viagem, alimentação ou hospedagem para o Rio de Janeiro será de inteira responsabilidade da atleta sorteada.

DATA DO SORTEIO: 03 DE ABRIL DE 2015

Como cego em tiroteio

Lembra quando ovo era um veneno para o colesterol? E que depois deixou de ser? E depois, ainda, que passou a ser uma das principais fontes de proteína para quem treina?

E o que falar do glúten? Tirando o caso dos celíacos, o que nós, pobres mortais, podemos fazer? Uma hora a gente lê “Barriga de Trigo” e decide cortá-lo totalmente da dieta, daí abre o Instagram e vê algum nutricionista dizendo que não é bem assim…

Adoçantes em vez de açúcar? Você está louca? Sempre tem alguma pesquisa relacionando-o com alguma doença.

Ah, e a frutose? Pode ou não pode? Você fica feliz da vida que conseguiu cortar o açúcar refinado e o adoçante da sua vida e de repente descobre que aquela fruta que você acreditava ser super saudável está repleta de frutose, que é considerada tóxica para o nosso organismo…

Corto ou não corto o carbo? E o suco detox, desintoxica mesmo ou em grande quantidade o consumo de couve afeta a tireoide?

Greve de fome nem pensar, pois temos que comer de três em três horas, mas o que comer se tem pesquisa pra todo lado?

Quem mais se sente perdida entre tanta informação?

PhotoGrid_1427332644600[1]Como gosto de destacar, não sou nutricionista e não estou aqui pra passar dieta pra ninguém, mas tenho acompanhamento de nutrólogos a bastante tempo e se aprendi alguma coisa (além de não fazer dieta “por conta”) é que exageros não fazem bem, nem pra menos nem pra mais.

Eu reaprendi a me alimentar. Há alguns anos, minha dieta era rica em carboidratos simples, pouquíssima salada, pouca carne, várias idas em barzinhos com frituras e bebidas alcoólicas. Tudo isso associado a uma rotina de vida estressante e sedentária. O resultado? Claro que foi alguns bons quilos a mais e um princípio de distúrbio alimentar o qual, graças a Deus, tratei logo.

E foi com o tratamento que comecei aos poucos a reeducação alimentar, com uma preocupação maior em incluir alimentos em minha dieta do que propriamente em tirar, bem como inserir lanches entre as refeições.

Note que se você nunca estiver “morto de fome” a chance de comer exageradamente é menor. E se você se forçar a comer aquele “pratão” de salada e o frango grelhado, por mais que vá se servir também de macarrão, já será em menor quantidade…

Ainda, se tiver em casa tapioca, aveia, bananas, iogurtes, etc por que mesmo eu comeria pão com manteiga pela manhã?

A mudança começa antes na cabeça. Depois reflete no corpo. Se você não fizer as escolhas certas já no super mercado, certo é que não conseguirá seguir dieta alguma.

Ah, mas não precisa tirar nada do cardápio mesmo? Não sei… O ideal é, sim, sempre, buscar um médico ou nutricionista que fará uma avaliação totalmente personalizada para você, mas, em geral, acredito que a moderação é a palavra chave.

No meu caso, depois de abusos de férias, estou voltando ao meu peso normal aos poucos e a orientações do meu médico é de incluir mais peixes de águas frias, gengibre, alho, aveia, brócolis…Cortar? Sim, a ordem é cortar café. Mas por alterações dos meus exames. É uma regra específica.

Por outro lado, lá em casa não entra, em regra, açúcar comum nem lactose e diminuí muito o glúten, optando por produtos feitos a base de arroz, quinoa ou outros. Mas se tenho visita, compro logo os ingredientes e faço uma torta Banoffe com doce de leite, creme de leite etc. Se vou a um barzinho com amigos, o que, pela rotina de treinos é bem mais raro hoje em dia, não deixo de tomar um drink e comer uns petiscos, com glúten, fritura, ou o que seja.

Levo marmita para o trabalho, mas nunca para uma festa. Sem paranoias e sem terrorismo!

Eu não tenho CREF

Quem visita minha página no Instagram vai logo ler que sou “Procuradora, Corredora, Blogueira. Não necessariamente nesta ordem.” Na Vivo Esportes, igualmente, minha definição diz apenas “Procuradora Municipal”. Por aqui não diz, nem em lugar nenhum, Educadora Física, Coach, Nutricionista, Médica ou qualquer outra profissão.

Por isso, caro leitores, vocês jamais lerão em meus posts a prescrição de qualquer treino ou dieta. É por isso, também, que sempre que eu comentar sobre os meus treinos ou sobre as recomendações dos meus médicos, vou destacar que o importante é sempre ter o acompanhamento profissional. E essa será a dica principal quando me consultarem sobre como começar a correr.

Eu, no máximo, poderia dar consultas jurídicas, e nem isso farei via internet, de forma generalizada.

Não interessa quantos milhares (ou milhões) de seguidores na rede tenha um(a) blogueiro(a). Não interessa há quanto tempo ele ou ela treine. Nada, mas nada lhe dará o direito e o conhecimento de um profissional devidamente formado e habilitado (ou seja, que tenha o CREF – o registro perante o Conselho Regional de Educação Física, se treinador, ou CRM – no Conselho Regional de Medicina, se médico e assim por diante).

Ah, mas então eu não devo seguir Fulana ou Beltrano? Não, claro que não é isso que eu estou falando! As ditas “Divas Fitness” do Instagram em geral cumprem seu papel de difundir um estilo de vida mais saudável. Siga, curta, descubra novas modalidades esportivas… mas, para praticá-las, por favor, busque um profissional que lhe orientará, tirará suas dúvidas, às vezes até vai concordar com o treino que se comentou no blog, outras vezes, vai lhe dizer que não serve para você.

Sejamos conscientes. Exercício Ilegal da profissão é crime. E não queremos que o nosso corpo seja a maior vítima.

(texto originalmente publicado no site da Vivo Esportes)