Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo? Em setembro?

Sim, em setembro. Este é o primeiro post do ano. Nem vou dar desculpas pois não há mimimi no mundo que justifique 10 meses sem postar. Muito trabalho? Sim! Muito treino? Sim! Uma resolução de ano novo de ser mais presente no blog totalmente abandonada? Também.

No Instagram, a minha definição consta como “Procuradora, Corredora e Blogueira, não necessariamente neste ordem.” Porém, neste último ano com certeza o lado procuradora e corredora ficaram muito à frente do lado blogueira. Talvez, nessa lista, ainda devesse entrar (pois sempre está bem na frente) o “esposa”, o “estudante” – sim, voltei a uma sala de aula depois de anos…

Aconteceram muitas coisas nesses últimos 10 meses:

Foi nesse período que fiz minha melhor Meia Maratona – Golden Four Brasília, ao lado da minha querida amiga Maiara Sanchez, super corredora, Ninja, que me puxou do início ao fim (e já tinha ido me buscar no aeroporto no dia anterior);

Foi nesse período que tive aula de ski e treinei corrida com sensação térmica de -26° no Canadá;

Foi também quando treinei para uma Meia Maratona em Nova York que foi cancelada com dois dias de antecedência por causa de uma previsão de tempestade de neve;

Foi nesse período que corri a prova mais longa da minha vida até agora – as 15 milhas de São Paulo, inteiramente ao lado do Kiko, que naquele mesmo dia foi promovido do status de amigo para Coach (além de permanecer amigo, claro);

Foi nesse período, também, que decidi correr a minha primeira maratona, me inscrevi e – agora – estou em treinamento…

E esse novo desafio – de pular dos pouco mais de 24K da prova de São Paulo para os míticos 42K tem me tirado o sono, feito com que eu questionasse muita coisa, que realmente eu precisasse me “fechar para balanço”, reavaliando o que a corrida representa na minha vida. Ainda estou nessa fase. Alguns longos animadores, outros que me fizeram chorar, literalmente. Ainda é um capítulo inacabado, mas que tem me feito pensar muito naquelas frases que podem parecer cliché, mas que me parecem muito certeiras, como a de Zatopek: “Quer correr, corra uma milha. Quer mudar a sua vida, corra uma Maratona”. Mas… que mudanças são essas? Ainda não sei, ainda não entendo bem mas algo começou a brotar desde o dia que, tremendo, digitei os números do cartão de crédito naquela inscrição…

Então, amigas, minhas sinceras desculpas pelo tempo afastada do blog e meu muito obrigada a quem permanece no Instagram, que continuo atualizando de forma praticamente diária. Pra terminar, vou citar um dos trechos de um livro que marcou minha adolescência e que agora, de uma forma diferente, me pareceu muito atual e adequada. Aos poucos, volto a escrever por aqui! Prometo!

“… tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração e que tente amar as próprias perguntas como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos. Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver. E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas. Aos poucos, sem o notar, talvez dê por si um dia, num futuro distante, a viver dentro da resposta.

Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada; é esse o rumo que deverá tomar a sua educação; mas aceite o que está por vir com grande confiança, e se ele surgir apenas da sua vontade, de uma qualquer necessidade interior, deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke – Cartas a um Jovem Poeta

Nova Logo!

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Olha a novidade! Depois de cerca de 3 anos, finalmente tenho uma logo feitinha especialmente para o Corre, Mulher!

Eu adorava a antiga, mas era uma menininha de banco de imagem e volte e meia eu a encontrava sendo usada por outras pessoas (algumas com todo o direito, outras nem tanto, pois usavam a imagem já alterada por mim…).

Foi então que por meio de um grupo de facebook eu conheci o trabalho da Marcia e do Carlon… Falei com eles e eles toparam em criar a “Nova Mulher”… e, por que não? Inspirada na blogueira que ora vos escreve!

Cabelo “bicolor” e o 261 no peito, homenagem à Kathrine Switzer e o seu lindo projeto 261 Fearless que tenho a honra de ser embaixadora!

Espero que gostem!

Halloween Night Run

Orgulhosa da minha prova de ontem.
Embora o pace médio ainda seja de 5’04, pois no trecho de bosque, escuro e com asfalto irregular, optei por diminuir o passo, corri boa parte da prova abaixo dos 5′, o que até bem pouco tempo atrás parecia impossível.
Não era prova alvo, corri maquiada de zumbi, com uma seringa na cabeça… a ideia era brincar, mas que brincadeira teria mais graça do que nos superarmos?
A prova foi perfeita (pra variar, como sempre a IRun se supera evento após evento!)

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Dra. Luciana Alves, uma heroína global!

Outro dia recebi por e-mail uma sugestão de pauta. Mais do que qualquer propaganda, no entanto, o que vi foi uma história incrível de vida e é claro que faço questão de divulgar aqui! Obrigada, Camile Freitas pelo e-mail!

Ora, correr longas distâncias já não é pra qualquer um.

Quem corre sabe o quanto tem que treinar para vencer e superar qualquer distância que se proponha a fazer, ainda mais para provas mais longas.

Mas, já imaginou o tamanho da superação daqueles que tiveram diagnosticada alguma condição médica como doença cardíaca, diabetes, doenças da coluna vertebral, dor crônica ou doenças neurológicas?

Pois todo mês de outubro, desde 2006, a Medtronic tem levado pessoas do mundo todo para Minnesota, para uma prova especial, em que todos os corredores tem uma particularidade: todos se beneficiam de tecnologia médica. São os chamados “Medtronic Global Heroes”.

Cada “herói global” representa seu país e a condição médica, mas, como diz no site da empresa, o mais importante é que eles representam um retorno à “vida plena”:

“Heróis globais são pessoas notáveis representando histórias notáveis,”, diz Jacob Gayle, vice-presidente da Medtronic filantropia. “Como podemos honrá-los, também criamos uma plataforma para eles compartilhar essas histórias com o mundo, atingindo outros com condições e circunstâncias similares e esperançosamente, incentivando-os a agir com sua saúde.”

untitledNeste ano, dentre milhares de candidatos em todo o mundo, foram selecionados dois brasileiros para integrar o time: Camilo Cavalcanti (37 anos), de Vitória (ES), ex-jogador profissional de futebol e portador de um cardioversor desfibrilador implantável (CDI) e a Dra. Luciana Alves (41 anos), de Belo Horizonte (MG), que é a fundadora do projeto social PaceMakerUsers e usuária de um marca-passo.

Por toda sua vida, a Dra. Luciana Alves foi uma pessoa cheia de energia – determinação sempre foi seu lema pessoal e a corrida e o exercício físico sempre fizeram parte de sua vida. Aos 30 e poucos anos, no entanto, foi diagnosticada com taquicardia sinusal inapropriada e bradicardia, o batimento lento do coração, o que exigiu o marca-passo.

O que poderia parecer um problema, no entanto,  mudou sua vida. tanto como médica como paciente.

untitled1Com o apoio da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e o departamento de Ritmo Cardíaco Artificial, ela fundou o projeto social PACEMAKERusers, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é ajudar pacientes com dispositivos médicos implantáveis, compartilhando informações relacionadas à saúde e tecnologia, além de facilitar o contato regional e global entre médicos e pacientes. Alves tem orgulho em dizer ao mundo que pessoas com um dispositivo médico podem correr e ter uma vida ativa.

Ela continuou correndo e agora,  participará da Maratona Twin Cities em 4 de outubro, em Minnesota, que é conhecida como uma das mais belas corridas de rua dos Estados Unidos.

Já estamos na torcida!!!

RPG Souchard – Bate Papo com a Dra. Ana Lúcia Motta

Depois que comecei a postar sobre as minhas sessões de RPG, algumas pessoas vieram me pedir mais informações sobre a técnica e por isso resolvi bater um papo e tirar todas as minhas e as suas dúvidas com a Dra. Ana Lucia Motta, fisioterapeuta, responsável por um projeto muito bacana – o Corra com Postura (inclusive com páginas no facebook e no Instagram – vale a pena segui-la por lá!) .

Vamos conferir?

Dra. Alessandra, eu e a Dra. Ana Lucia Motta

Dra. Alessandra, eu e a Dra. Ana Lucia Motta

Eu: Dra. Ana, pode nos contar, inicialmente, um pouquinho sobre você e sua experiência profissional?

Sou fisioterapeuta formada há 15 anos. Quando fui fazer vestibular, eu não  sabia o que eu queria fazer, só tinha certeza que queria área da saúde. Fiquei na dúvida entre odontologia, educação Física e fisioterapia. Optei por fazer fisioterapia por frequentar muitas clínicas sendo paciente, me recuperando de lesões do esporte. Depois de formada, trabalhei 2 anos com fisioterapia convencional, estava desanimada com os resultados, querendo largar. Foi quando uma conhecida falou para eu ir fazer a RPG. Eu não tinha a mínima ideia do que se tratava, só sabia que era uma terapia com as mãos. Fui fazer umas sessões com uma amiga antes de ir para o curso. Nessa época, eu tinha dores terríveis e estalidos dos dois lados na ATM (região da mandíbula). Após  apenas 3 sessões de RPG , já estava com estalido só de um lado. Lá fui eu, então, super animada  para o curso, um intensivo de 2 semanas seguidas.

Para mim foi como se tivesse feito outra faculdade. Conheci o poder das minhas mãos e pensava: “Porque tirar a dor de um paciente com aparelhos se posso tirar com minhas mãos e com ajuda dos pacientes?” Me apaixonei pelo método, voltei do curso encantada e a partir daí nunca mais trabalhei com aparelhos, só com minhas mãos.

Eu: De modo simples, poderia explicar pra gente o que é a RPG, mais especificamente do método Souchard?

RPG quer dizer Reeducação Postural Global. O principal objetivo do método é ajustar a postura para a reorganização dos segmentos do corpo, permitindo assim o reequilíbrio dos músculos e o alívio da dor. Cada pessoa reage de forma diferente a um determinado problema e por isso a maneira de combatê-lo deve ser personalizada. As sessões de RPG consistem em exercícios práticos para evitar e aliviar os diversos tipos de dores com posturas que ajudam a alongar a musculatura e contribuem para dar mais forma ao corpo. O grande diferencial da RPG Souchard é tratar o individuo como um todo, e não somente a patologia apresentada (sintoma). As Mãos dos fisioterapeutas RPGistas modelam o corpo humano, levando saúde globalmente, atingindo áreas muitas vezes esquecidas, corrigindo alterações e principalmente mudando padrões e trazendo não apenas mais saúde à sua vida, mas muita vida à sua saúde. A Reeducação Postural Global  identifica e alonga a musculatura considerada responsável pela alteração postural.

O Método Souchard é o autêntico e verdadeiro método de RPG, diferente de diversos outros métodos que surgiram posteriormente, mas utilizam a mesma sigla. Além disso, diferente do que muitos acreditam, a RPG Souchard não diz respeito apenas à postura correta, mas trata de dores e movimentos do corpo inteiro, além da respiração. Como disse, um dos diferenciais do método está relacionado ao fato de tratar o indivíduo, não só o SINTOMA . Como cada pessoa reage de forma diferente a um determinado problema, por isso, a maneira de combatê-lo deve ser personalizada.

Eu:  Após poucas sessões, eu tenho sentido diferença na minha postura ao sentar, principalmente (quando “me largo” demais, incomoda), bem como tenho sentido que tenho conseguido controlar melhor a respiração durante os treinos de musculação. Posso realmente atribuir isso à prática da Método da RPG?

Esse é o nosso objetivo: a postura errada deve incomodar. Os resultados são perceptíveis desde o primeiro contato com o profissional e um dos primeiros benefícios é o aumento da consciência corporal do paciente.

O alongamento global propiciado pelo método aumenta a flexibilidade e, consequentemente, a amplitude de movimento articular. É capaz de reabilitar lesões incapacitantes, como é o caso da hérnia de disco e dores lombares, bem como alterações oculares, cervicais e do trato urinário. Além disso, é um dos métodos mais eficazes para o controle postural e alterações decorrentes da má postura.   A  respiração diafragmatica que usamos na RPG, ajuda a aliviar as tensões da região de ombro e pescoço, pelo fato de contrair o músculo diafragma e não a musculatura que auxilia na respiração como peitoral, esternocleido, O Fato de você estar sentindo a melhora da respiração é pelo treinamento da respiração diafragmática. Você passou a utilizar um músculo que estava adormecido, e parou de sobrecarregar outros. è sinal que sua consciência corporal está querendo voltar ao normal.

 

Eu: Considerando que nosso público, aqui no Corre, Mulher! é composto em sua maioria de mulheres, atletas amadoras de todos os níveis, quais os benefícios podemos esperar com a RPG Souchard aliada aos treinos específicos de corrida?

Dra. Alessandra em ação. Melhoras sensíveis a cada sessão!

Dra. Alessandra em ação. Melhoras sensíveis a cada sessão!

A prática de esporte enrijece e encurta os músculos, e músculos enrijecidos comprimem as articulações, que por sua vez que limitam movimentos e causam dores, fazendo com que o corpo não funcione bem. Depois de uma atividade física há desgaste, por isso o corpo necessita de alongamento pelo excesso de movimento. Treinamento exagerado leva os músculos ao enrijecimento e consequentemente, a perda de potência. A força muscular está relacionada com a flexibilidade. Atletas possuem alterações posturais pré-existentes que influenciam no equilíbrio corporal, e podem ser agravadas com a prática do gesto específico do esporte se não alinhadas.

A postura correta na hora da realização de qualquer atividade física, desde a musculação até a natação, é de extrema importância para evitar lesões e aumentar o desempenho. É importante entender o gesto específico do esporte praticado. A preparação do gesto irá condicionar sua eficácia.

As sessões de RPG proporcionam para o atleta, profissional ou amador, a melhora da amplitude do movimento, a qualidade elástica dos músculos envolvidos, flexibiliza as compensações, fortalece o músculo o suficiente para manter o corpo ereto contra a gravidade e conscientiza o atleta da maneira correta de realizar cada exercício.

Eu: Qual a sua ligação com o esporte? Pode nos contar um pouco sobre seu projeto “Corra com Postura”? 

Quando era criança sempre gostei de esportes e atividade física. Fui atleta de Handebol dos 10 aos 21 anos. Desde o início da minha carreira com a RPG  Souchard, comecei a acompanhar atletas profissionais de vários esportes, como stock car, atletas de futebol paranaense, triatlon, natação, golf, corrida entre outros. Sempre  estive ligada ao esporte.

Em 2008, tive a oportunidade de acompanhar os ensinamentos do Prof Nuno Cobra que foi preparador físico do Ayrton Sena, autor do livro semente da vitória, e com um Incentivo de um amigo  e paciente, comecei a correr para perder peso. Tinha passado por muitas mudanças na vida pessoal e, depois de anos de corrida nos parques (mais de 3.500km completos), algumas provas de 10k, completei uma meia maratona no Rio de Janeiro, em 2013. Me sentia realizada ao terminar a prova e poder sentir várias sensacões que só quem corre sabe.

Assim, depois de muitos kms rodados observando atletas corredores, com alterações posturais, alterações biomecânicas da corrida, que se corrigidas tem tudo para melhorar o desempenho no esporte, comecei a me interessar cada vez mais por corrida. Assim, em 2013 fiz um curso de avaliação da biomecânica da corrida, com uma francesa, Carine Begoin, atleta de atletismo e dona de uma clínica de corrida, iniciando meu projeto em 2014, com uma avaliação da corrida nos princípios da RPG Souchard.

No próximo dia 19/09 estarei fazendo outro curso de corrida na Biocinetica, no Rio de Janeiro. Eles são referência no Brasil e avaliam atletas de ponta como Medina, entre outros.

Nossa ideia é lançar em 2016 a avaliação da biomecânica da corrida para atender pessoas que já possuem alterações posturais preexistentes que, associados com o movimento repetitivo do esporte, adquirem a alteração daquele esporte específico por sempre encurtarem o mesmo grupo muscular e fortalecerem sempre outro grupo. Percebi que este trabalho é necessário pois é muito difícil para aqueles que amam correr, terem que parar por lesão.

Eu: Mas e você, como corredora, já sofreu alguma lesão?

Graças a Deus, eu nunca tive que parar por lesão. Procuro fazer minhas sessões de RPG semanalmente. E por sentir em mim o efeito das sessões vejo a necessidade de um atleta ter seu corpo alinhado, melhorando sua amplitude de movimento, com a melhora do gesto esportivo, o aumento de percepção e aumento do tempo de vida útil no esporte.

Eu: E as provas, Ana? Quais são as próximas metas?

Atualmente não tenho participado de provas, mas corro 4x por semana. Gosto de sair do consultório no final de tarde e ir correr. É a minha válvula de escape. Se não corro ,chego a ficar de mau humor. Estou querendo me desafiar novamente, e fazer a meia de Pomerode em novembro. Então… Bora correr! mas com Postura! 🙂

Um passo em busca da Curitiba Capital da Corrida – ou Veja como foi nossa participação na Meia de Curitiba

Neste último domingo, dia 16, ocorreu a já tradicional Meia Maratona de Curitiba. Como eu corri a Meia de Pinhais em julho, estava proibida pelo meu técnico de correr outra Meia, mas não queria ficar de fora de uma prova tão importante como essa, ainda mais por que o percurso “abraçava” minha casa, passando nas duas ruas perpendiculares ao meu prédio.

Eu já havia dito que na Meia de Pinhais o público estava em peso nas ruas e que queria retribuir isso, então, bastou uma conversa com meu marido e pronto: Estava decidido! Iríamos fazer nosso ponto de torcida basicamente na frente da minha casa. Se não conseguíssemos apoio, faríamos nós dois. Compraríamos algumas balinhas e iríamos aplaudir os atletas. Nós já tínhamos feito algo assim na Maratona de Curitiba de 2013, mas voltado apenas aos atletas Trainer.

E não é que o apoio veio? Falei com a minha assessoria e lembrei também de uma amiga, a Adriana Dolci, que conheci justamente na época da Maratona de Curitiba do ano passado, quando ela me questionou da mobilização que o Glacymar (outro amigo e super engajado no meio da corrida de rua) estava fazendo para chamar o povo para a rua. Na época ela me questionou sobre por uma faixa de apoio com a logo da Club Doce, distribuidora de doces em que trabalha.

A Trainer nos ofereceu desde logo a estrutura. A Adriana imediatamente, também, comprou a ideia e fez mais… com a Club Doce, foi atrás de outras empresas parceiras e nos trouxe a Docile, que ofereceu as balinhas de goma, e a Santa Helena, que veio divulgar e oferecer aos atletas as deliciosas e proteicas paçoquinhas com whey First!

Mais amigos ajudaram: A Larissa do Saia pra Correr, que iria participar da prova, nos emprestou um cooler gigante para manter a água e o isotônico também oferecidos pela Trainer, bem como os geladinhos comprados por ela na temperatura necessária. A Marli Marques, da Eloy Street, que também correria, nos ajudou com pompons para a torcida e ainda nos presenteou com sainhas lindas da Movimento & Cia!

A própria Nosso Time, organizadora da prova, ajudou a divulgar e fez cartazes bem bacanas para usarmos!

Sem falar de quem acordou cedo e dedicou seu tempo para ficar lá conosco: Ada Valle, super querida, Cristiana Camargo e sua filha, o pessoal todo da Santa Helena e da Club Doce, que foram uniformizados e levaram a família (Hugo, você e sua família foram demais!!!), ainda foram também alguns vizinhos e novos amigos (Regina ajudou muuuuito! Muito bom conhecê-la!).

Foi uma manhã intensa. No meu Polar marcou que durante a manhã, eu corri por 46 minutos! E não, eu nem tinha feito meu treino! Era só a correria para atender bem os atletas. Eu ia até a esquina ver quem estava chegando e perguntar o que queriam para que quando passassem por nosso ponto estivesse tudo na mão. O vídeo que a Fer Klin postou no Instagram dela mostra bem isso, eu correndo e gritando “Água pro Chico!” kkkkkk

Mas era muito bom ver todo mundo, já no km 13,5 da prova, dando o seu melhor mas ainda conseguindo pegar a balinha ou a First, muitos surpresos em nos encontrar ali…

Bom também foi conhecer o Roberto (não sei o nome completo dele, se alguém souber e o tiver em alguma rede social, me avisa!). Quando ele apareceu na reta em que estávamos, ele havia começado a caminhar, então resolvi correr até ele (além de todos gritando, incentivando, com os pompons, megafone etc). Fui, ofereci tudo que tínhamos para oferecer e ele disse que só queria água. Então resolvi que o acompanharia até o fim da reta e ele, que logo voltou a correr, foi me contando que estava correndo solo, todos os 21K e que desde que começou a praticar esportes, já havia perdido nada mais, nada menos do que 70kg! Um super exemplo de superação e de força de vontade!!!

Mas, mesmo falando tudo isso, agradecendo a tanta gente, não tem como explicar o que foi meu domingo… Embora não tenha feito nada pensando em receber algo em troca, foi muito bom receber o carinho de tanta gente, seja pessoalmente, na hora, seja nas redes sociais, em mensagens enviadas… Acho que todos juntos demos um passo importante para a realização de um sonho. Eu não brinco quando digo que quero ajudar a fazer de Curitiba a Capital da Corrida. A “Boston” ou “Berlim” brasileira. Quero mesmo que um dia as pessoas venham correr na cidade por que aqui se “respira corrida”. E neste domingo, vi que não sonho sozinha.

Parafraseando John F. Kennedy: “Não pergunte o que a corrida faz por você mas o que você faz pela corrida”.

E que venham as fotos!

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E tem muito mais fotos…  em breve publico por aqui!

A Meia de Pinhais (um mês depois)

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Ok. Sem desculpas!
Estou mesmo em falta por aqui. Muito trabalho, muito treino e um pouquinho de preguiça na hora de sentar na frente do computador, eu confesso.

 E nesse meio tempo fiz a minha segunda meia maratona! Quem me acompanha no facebook ou no Instagram, com certeza viu que eu fiquei feliz, que fiz meu RP (ou RMP, como diz meu coach de Musculação, Eduardo Arzua – Recorde Mundial Pessoal!).

A prova em Pinhais foi muito bacana, estrutura no Autódromo Internacional de Curitiba (que fica em Pinhais, vai saber!), à noite, percurso predominantemente plano… um pouquinho mal iluminado no trecho de pista do autódromo mas muita, muita gente mesmo no percurso de rua, o que compensou qualquer outro probleminha que pode ter havido.

Os mais de 10km da prova que passavam pelas ruas da cidade estavam repletos de torcida! De todos os tipos: Dos curiosos aos familiares de atletas, dos grupos de amigos em mesas de bar até criancinhas com roupinhas de festa junina estendendo as mãozinhas para o “Hi5”!

O clima também ajudou, uma noite super agradável de inverno… Sei que, quando vi, estava fechando a marca de 10K com o melhor tempo que já tinha feito na vida para a distância: 54min40seg!

Minha estratégica com a suplementação também deu certinho: Dividi a prova em três trechos, cujos marcos entre elas eram onde eu deveria consumir meus géis de carboidratos. Quando eu começava a me sentir cansada, eu pensava só na distância até o próximo ponto, o que não me deixava sentir-me assustada com a quilometragem total… Com o gel, seja efeito placebo ou não, eu me sentia novamente mais disposta a continuar o novo trecho!

O meu Polar marcou o tempo de 02:02:37, na distância de 21,5K, com pace médio de 5’42 e aí entra o meu único “porém” em relação a prova…  Mesmo feliz por ter baixado 8 minutos em relação à minha primeira Meia Maratona, eu queria, sim, fazer a prova abaixo de 2h00. E eu sabia que, matematicamente, com pace de 5’45 aproximadamente era possível fazer em 1h59min.  Eu corri no pace planejado e, face a diferença de quilometragem, fiquei acima do tempo estabelecido.  A prova teve a distância aferida. Convém discutir quem errou? Foi a Federação Paranaense de Atletismo? Foi meu Polar? Fui eu que não tangenciei as curvas? Não sei. Sei que fiquei com um gostinho amargo, de quem “ganhou e não levou”. O que vale é o tempo oficial da prova (2h02m19s) e não vou contestá-lo. Mas no momento que passei a linha de chegada, tive certeza que terei que treinar bem mais para que na próxima eu não dependa da “margem de erro”!

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Agora, por hora (além de continuar treinando, claro) quero retribuir um pouquinho do carinho recebido na prova de Pinhais, então, neste dia 16 – próximo domingo – estarei na rua, perto de casa, saudando e apoiando os atletas que correrão a Meia de Curitiba. Ainda, com a parceria da Trainer que nos cederá estrutura para nossa “base” no local, teremos a Club Doce, da querida maratonista Adriana Dolci, distribuindo balinhas de goma! Vamos torcer conosco? Vamos também pra rua? Uma palavra, um “hi5” ou alguns aplausos fazem toda a diferença para quem está lá correndo e se esforçando para se superar…. Vamos?

“Genética Boa”

vivoesportes

Vou contar uma coisa pra vocês: Antes de eu descobrir a corrida de rua e ficar completamente viciada pela modalidade, eu me apaixonei por outro esporte: Por pouco mais de um ano eu tentei treinar Boxe.

Durante um bom período, cheguei a treinar duas horas por dia, de segunda a sexta.

E por que, então, eu digo apenas que “tentei treinar Boxe”?

Por que eu era, de longe, a pior aluna da academia. Quando entrei, sequer pular corda eu sabia, então nem o aquecimento eu conseguia realizar direito. Com o saco de areia? Super descoordenada! Lutar com alguém? Nem pensar. Jamais tentei.

No entanto, depois de tantos “jab”, “direto” e “cruzados”, eu saía da academia super leve, endorfinada em grau máximo… E por falar em leve, foi o período da minha vida que mais perdi gordura e ganhei massa magra. O Boxe me fazia um bem incrível.

Depois, por algumas mudanças no trabalho, acabei saindo da academia e logo depois comecei a correr. Com a corrida veio a musculação e o boxe não coube mais na rotina, mas de vez em quando ainda tenho vontade de voltar.

Mas por que eu estou falando isso?

Por que eu acho que não interessa o quão bem você corra, nade, pedale ou jogue bola. Não interessa o seu pace, se você leva ou não jeito para corrida. Desde que o esporte lhe faça bem, por que desistir?

Detesto ouvir que “Fulano” não tem biotipo ou genética “boa” para a corrida… Que absurdo! Se estivéssemos tratando de atletas profissionais, de busca por índices olímpicos, se fossemos querer nos comparar com Usain Bolt ou Paula Radclife, ok. Mas não é, definitivamente, o caso da maioria de nós, pobres mortais corredores! Então para que impor barreiras para quem está se esforçando tanto?

Eu era muito ruim no boxe, sou um pouco melhor correndo, mas estou muito, mas muito longe da elite, mesmo. Mas é justamente por isso que pretendo continuar correndo: Para vibrar a cada segundo baixado no relógio, cada vez que o ponteiro da balança baixar um pouquinho, sempre contrariando a tal da genética. Quer vitória maior que essa?

*Texto originalmente redigido para a coluna semanal do Vivo Esportes

Como cego em tiroteio

Lembra quando ovo era um veneno para o colesterol? E que depois deixou de ser? E depois, ainda, que passou a ser uma das principais fontes de proteína para quem treina?

E o que falar do glúten? Tirando o caso dos celíacos, o que nós, pobres mortais, podemos fazer? Uma hora a gente lê “Barriga de Trigo” e decide cortá-lo totalmente da dieta, daí abre o Instagram e vê algum nutricionista dizendo que não é bem assim…

Adoçantes em vez de açúcar? Você está louca? Sempre tem alguma pesquisa relacionando-o com alguma doença.

Ah, e a frutose? Pode ou não pode? Você fica feliz da vida que conseguiu cortar o açúcar refinado e o adoçante da sua vida e de repente descobre que aquela fruta que você acreditava ser super saudável está repleta de frutose, que é considerada tóxica para o nosso organismo…

Corto ou não corto o carbo? E o suco detox, desintoxica mesmo ou em grande quantidade o consumo de couve afeta a tireoide?

Greve de fome nem pensar, pois temos que comer de três em três horas, mas o que comer se tem pesquisa pra todo lado?

Quem mais se sente perdida entre tanta informação?

PhotoGrid_1427332644600[1]Como gosto de destacar, não sou nutricionista e não estou aqui pra passar dieta pra ninguém, mas tenho acompanhamento de nutrólogos a bastante tempo e se aprendi alguma coisa (além de não fazer dieta “por conta”) é que exageros não fazem bem, nem pra menos nem pra mais.

Eu reaprendi a me alimentar. Há alguns anos, minha dieta era rica em carboidratos simples, pouquíssima salada, pouca carne, várias idas em barzinhos com frituras e bebidas alcoólicas. Tudo isso associado a uma rotina de vida estressante e sedentária. O resultado? Claro que foi alguns bons quilos a mais e um princípio de distúrbio alimentar o qual, graças a Deus, tratei logo.

E foi com o tratamento que comecei aos poucos a reeducação alimentar, com uma preocupação maior em incluir alimentos em minha dieta do que propriamente em tirar, bem como inserir lanches entre as refeições.

Note que se você nunca estiver “morto de fome” a chance de comer exageradamente é menor. E se você se forçar a comer aquele “pratão” de salada e o frango grelhado, por mais que vá se servir também de macarrão, já será em menor quantidade…

Ainda, se tiver em casa tapioca, aveia, bananas, iogurtes, etc por que mesmo eu comeria pão com manteiga pela manhã?

A mudança começa antes na cabeça. Depois reflete no corpo. Se você não fizer as escolhas certas já no super mercado, certo é que não conseguirá seguir dieta alguma.

Ah, mas não precisa tirar nada do cardápio mesmo? Não sei… O ideal é, sim, sempre, buscar um médico ou nutricionista que fará uma avaliação totalmente personalizada para você, mas, em geral, acredito que a moderação é a palavra chave.

No meu caso, depois de abusos de férias, estou voltando ao meu peso normal aos poucos e a orientações do meu médico é de incluir mais peixes de águas frias, gengibre, alho, aveia, brócolis…Cortar? Sim, a ordem é cortar café. Mas por alterações dos meus exames. É uma regra específica.

Por outro lado, lá em casa não entra, em regra, açúcar comum nem lactose e diminuí muito o glúten, optando por produtos feitos a base de arroz, quinoa ou outros. Mas se tenho visita, compro logo os ingredientes e faço uma torta Banoffe com doce de leite, creme de leite etc. Se vou a um barzinho com amigos, o que, pela rotina de treinos é bem mais raro hoje em dia, não deixo de tomar um drink e comer uns petiscos, com glúten, fritura, ou o que seja.

Levo marmita para o trabalho, mas nunca para uma festa. Sem paranoias e sem terrorismo!

Eu não tenho CREF

Quem visita minha página no Instagram vai logo ler que sou “Procuradora, Corredora, Blogueira. Não necessariamente nesta ordem.” Na Vivo Esportes, igualmente, minha definição diz apenas “Procuradora Municipal”. Por aqui não diz, nem em lugar nenhum, Educadora Física, Coach, Nutricionista, Médica ou qualquer outra profissão.

Por isso, caro leitores, vocês jamais lerão em meus posts a prescrição de qualquer treino ou dieta. É por isso, também, que sempre que eu comentar sobre os meus treinos ou sobre as recomendações dos meus médicos, vou destacar que o importante é sempre ter o acompanhamento profissional. E essa será a dica principal quando me consultarem sobre como começar a correr.

Eu, no máximo, poderia dar consultas jurídicas, e nem isso farei via internet, de forma generalizada.

Não interessa quantos milhares (ou milhões) de seguidores na rede tenha um(a) blogueiro(a). Não interessa há quanto tempo ele ou ela treine. Nada, mas nada lhe dará o direito e o conhecimento de um profissional devidamente formado e habilitado (ou seja, que tenha o CREF – o registro perante o Conselho Regional de Educação Física, se treinador, ou CRM – no Conselho Regional de Medicina, se médico e assim por diante).

Ah, mas então eu não devo seguir Fulana ou Beltrano? Não, claro que não é isso que eu estou falando! As ditas “Divas Fitness” do Instagram em geral cumprem seu papel de difundir um estilo de vida mais saudável. Siga, curta, descubra novas modalidades esportivas… mas, para praticá-las, por favor, busque um profissional que lhe orientará, tirará suas dúvidas, às vezes até vai concordar com o treino que se comentou no blog, outras vezes, vai lhe dizer que não serve para você.

Sejamos conscientes. Exercício Ilegal da profissão é crime. E não queremos que o nosso corpo seja a maior vítima.

(texto originalmente publicado no site da Vivo Esportes)