DIU de Cobre: Dez meses depois

Conforme o prometido, volto dar o feedback do DIU de cobre.

E quer saber? Quase não poderia ser mais perfeito!

Nos 3 primeiros meses sofri bastante com cólicas e tpm mas depois passou.

O meu fluxo, com anticoncepcional hormonal estava quase nulo então o “aumento” com o DIU não foi nada de outro mundo. Virou um fluxo “normal”.

Baixei um aplicativo pra registrar as datas e ter um certo controle/conhecimento de quanto está durando cada ciclo e em geral está bem reguladinho – com exceção ao mês de setembro que teve um atraso considerável mas totalmente atribuível ao aumento do volume dos treinos e à ansiedade pré maratona.

Esse, por sinal, é o único “senão” do DIU. Ao contrário dos anticoncepcionais hormonais, ele não garante aquele ciclo “redondinho” e artificial. Mas os beneficios compensam.

Minha performance melhorou. Minha libido também. E minha conta bancária agradece não ter um custo fixo de quase cem reais mensalmente.

Sobre a performance e a maratona, falarei em post próprio, ok?

Mas sobre o DIU de cobre, 10 meses depois da inserção, sou só elogios. Se está com dúvidas, converse com seu ginecologista! O SUS coloca de graça… não tem desculpa! Pra mim, foi uma excelente solução!

A saga do DIU

Então tudo começou assim:

Ano passado eu estava insatisfeita com meus resultados e em plena preparação para minha terceira e mais importante maratona. Eu sabia que, mesmo tendo cumprido 100% da planilha, tendo chego ao menor peso da minha vida adulta e ter me recuperado bem dos problemas de saúde anteriores ao ciclo (Leia aqui e aqui), ainda assim, com o pace que estava apresentado nos treinos, somente por um milagre eu atingiria o resultado sonhado.

Exames em dia, nutricionista, musculação… o que estava faltando? Em consulta com um médico do esporte, ouço a seguinte afirmação: “Não existe performance feminina com anticoncepcional hormonal”.

Ok, ok, calma lá! Mas se eu simplesmente parar de usar o anticoncepcional, uma eventual gestação e depois um bebê também influenciarão negativamente nos treinos, não? (e quando melhorar, sem novo anticoncepcional, já corro risco de repetir a dose!) Como resolver a questão?

No fim, a sugestão era DIU de cobre ou que meu marido fizesse vasectomia.

Meu marido se prontificou a fazer a cirurgia se eu quisesse, mas até para “apressar” as coisas, por que uma cirurgia não se faz de um dia para o outro, optei por tentar o DIU que, como descobri, também não se coloca da noite para o dia.

Pra fazer tudo certinho, procurei minha ginecologista, que preferia o DIU Mirena (que é também hormonal), me pediu exames e me deu material informativo sobre os dois métodos. Pesquisei bastante, conversei com várias mulheres, corredoras, pesei os prós e contras e acabei optando pela tentativa de retirar totalmente a utilização de hormônios e passar realmente para o DIU de cobre. Porquê? Só pela “performance”? Também por ela, mas por ver os resultados dos meus exames, como havia muita alteração hormonal e minha recente dificuldade de ganhar massa magra. Massa magra é de fundamental importância para qualquer mulher depois dos 40, não só para corredoras!

Assim, mesmo não sendo a opção da gineco, mas a minha, marcamos o procedimento.

O procedimento de colocação do DIU é relativamente simples e até pode ser feito em consultório. Porém, o meu plano só cobre se feito em ambiente hospitalar. Marcamos a data e achei excelente a opção. Na internet, encontrei vários relatos de mulheres falando da dor da colocação, embora rápida. Fiz com sedação e foi muito, mas muito tranquilo. Como marcamos para um feriado municipal – 25 de janeiro – nem perdi dia de trabalho.

O procedimento ocorreu na sexta de manhã e na sexta à tarde tive alta. No domingo, tinha uma prova de 10K. Havia sido alertada que poderia ter cólicas fortes, mas foi tudo tranquilo também nos dias seguintes. Por recomendação da médica, mantive o anticoncepcional até o fim do ciclo que já havia sido iniciado e fiquei realmente surpresa de não ter nenhum dos efeitos colaterais que tinha lido.

Pois bem, na sexta-feira seguinte, era a hora de dizer adeus aos hormônios. Final de semana ainda ok, até que na segunda-feira “desceu” litros e vieram as cólicas homéricas que haviam anunciado!

Eu estava ainda iniciando trabalho novo e ia para o escritório mal, com dor, sono, caindo sobre o computador, sem conseguir me concentrar. Foi uma semana horrível. E o que eu ouvia? Tá tudo dentro da normalidade.

Passou o “período” e tudo ficou bem. Vamos esperar a próxima, pensei. O mês de fevereiro seguiu e mais perto da data prevista, meu humor foi piorando. Uma sensação de “saco cheio” tomando conta e a vontade de comer doces e me jogar na frente da tv era cada vez maior…. alerta de TPM ligado! porém, a menstruação não descia.

Pra quem estava a tantos anos acostumada com a regularidade conferida pelos anticoncepcionais hormonais, pareceu uma eternidade a expectativa entre o 28° ao 35° dia, quando finalmente menstruei. Dia legal esse: Dia de longão. Óbvio que não rolou. Tentei. Fui até a USP, comecei a correr e fiz apenas 5K “na marra”. Conscientemente eu queria, mas não ia. Não tinha cabeça e as pernas pareciam pesar 2 toneladas cada uma. Bateu o desespero! Como posso ficar tão refém dos meus próprios hormônios?

Neste segundo fluxo, as coisas foram mais controladas. Sem grandes cólicas, sem maiores contratempos. E na terça-feira seguinte, os ânimos já estavam normalizados e os treinos retomados.

Ainda é cedo é pra fazer uma avaliação precisa quanto ao acerto ou não da troca de método. Se vou correr melhor ou não? Não sei. Mas resolvi contar por aqui a minha “saga” por que foi bem difícil encontrar informação de qualidade a respeito. Quais as reações? A vantagem é mesmo real? O que muda no corpo? São perguntas que acabarei tendo que observar responder mês a mês. E, claro, como dizem por aí: “O nosso corpo não é ciência de foguete” – não existem respostas objetivas e certas pra todo mundo. Nosso corpo, na verdade, é muito mais complexo que qualquer máquina construída pelo ser humano. Com um equilíbrio bem mais tênue. Assim, minha pretensão é apenas de abrir o diálogo com quem mais possa estar com tantas dúvidas como eu estava (e ainda estou).

Vamos falar mais sobre isso? Conte-me sua experiência! Eu prometo voltar aqui e contar mais como tem sido a adaptação e se realmente livrar-me dos hormônios artificiais melhorará minha vida e meus treinos!

Rua, Parque, Pista ou Esteira?

Acho que quem me acompanha nas redes sociais deve estar cansado de saber que eu gosto mesmo é de correr na rua.

A sensação de liberdade, de desbravar sua cidade (e às vezes, até a cidade vizinha) e até mesmo de fazer turismo correndo pelas cidades que se visita, não tem igual.

Porém, quando o objetivo na corrida aumenta e, além do prazer em correr, almeja-se alcançar algo mais, como um RP, aumentar a distância etc, muitas vezes alterar o estímulo e mesmo fazer treinos “mais chatos” podem contribuir favoravelmente para o resultado.

Todo mês, quando minha planilha chega, minha primeira reação é ver qual treino é ideal pra cada uma das minhas opções. Treinos longos? Rua. Treinos intervalados com trechos de distâncias relativamente curtas ou tiros? Pista. Intervalados com trechos em poucos minutos? Esteira. Parque? Em geral, só os recreativos, com amigos.

Acho a rua fundamental por que as provas são na rua. A pista de atletismo é bacana pois é um “ambiente controlado”, plano, demarcado e em geral, pelo menos, sem obstáculos mas cada volta tem apenas 400m, então o ideal, para melhor controle é que os trechos sejam de 200, 400, 800m… fica mais fácil de controlar por voltas. O parque, independente do tamanho, terá gente passeando, cachorro, crianças, bicicletas… então embora possa ser uma alternativa pra quem tem receio de correr na rua por questões de segurança, em geral não é minha opção.

Mas… e a esteira? Depois de mais de 6 anos correndo, acho que finalmente me entendi com ela. Ainda não nos amamos, mas já conseguimos não brigar.

Além daquela opção de ser o plano B pro dia que chove canivete ou que a gripe pega de jeito, tenho optado pela esteira naqueles treinos com intervalos curtos de estímulo forte.

Na esteira, a possibilidade de se controlar o pace no simples clique de um botão, é ótimo pra ajudar a ganhar velocidade. É pra correr a pace de 5′? Mete 12km/h e manda ver! É pra correr sub-5? Aumenta essa velocidade e aguenta! Quando o mesmo tipo de treino é na rua, minha tendência é começar o trecho muito forte e “quebrar” no meio, então tenho realmente aproveitado pra treinar velocidade.

Tem lugar melhor ou pior? Olha, até tem, mas tudo depende muito de tantas coisas… conheço gente que só treina em esteira pois tem medo de treinar sozinha em rua ou parque. E o que eu acho? Que pra ela, é sim melhor esteira por que não tem sensação pior e que nos paralisa mais do que o medo, então não tem como o treino render de outra forma.

E eu já fiz muito treino ruim na chuva por preconceito de esteira.

Hoje, acredito que não tem certo ou errado. Não sou profissional de educação física pra fazer teoria sobre as vantagens e desvantagens de cada treino mas não acho que alguém seja melhor ou pior que o outro, “raiz” ou “nutella” pela forma como treina. A gente se adapta ao que tem, nos horários que pode e tenta fazer o melhor.

E se temos possibilidade de otimizar o treino no local mais adequado pra cada tipo, por que se privar disso?

Rotina e planejamento

Quando a gente segue as “divas fitness” no Instagram, parece que a vida é sempre um eterno “Glamour”, que todas acordam com seu suco verde fresquinho, em copo de cristal, fazem seus treinos no horário, conforme a planilha, em paisagens espetaculares, almoçam em restaurantes incríveis e à noite ainda são convidadas para eventos mais incríveis ainda com outras celebridades da net… mas daí pensamos… “na vida real, a coisa é mais embaixo! Ah, se eu tivesse esse tempo!”

Então, eu que não sou diva nenhuma e estou no WordPress e Instagram por pura insistência de divulgar o que acredito, te digo que sim, que na vida real, realmente a coisa é mais embaixo, mas que isso não pode é motivo pra não tomarmos as rédeas da nossa vida, do nosso tempo.

Já falei por aqui dos probleminhas de saúde que andei enfrentando e saúde não é “mimimi”. É coisa séria e temos que tratar. Sem saúde, não adianta emprego nem filho com roupa nova ou viagem pra Disney. Saúde é prioridade.

Por outro lado, para a organização do tempo, cada um elege suas prioridades conforme preferir. E, nesse momento, é que entendo que cada um se torna responsável pelos resultados que atinge.

Temos que trabalhar? Claro! Se não somos do grupo de ricas e herdeiras, ou se não recebemos tudo em “permuta” por divulgação em redes sociais como os “top youtubers” talvez recebam, temos contas pra pagar.

Temos que cuidar da casa? Dos filhos? Dar atenção pro marido? Tomara que sim! Quer dizer que temos casa, filhos e marido, que fazem nossa vida mais feliz e completa!

Mas será que não temos aquele tempo pra fazer algo só pra gente?

Hoje está sendo um dia fora da minha rotina. Tenho horário pra trabalhar, mas ele muda de acordo com alguns compromissos. Hoje, por que eu que moro em Osasco (zona oeste de São Paulo, pra quem não conhece), precisava chegar antes das 8h00 da manhã em um compromisso na Zona Sul, tive que sair muito cedo de casa. Pra piorar, hoje, quinta, é meu dia de rodízio, o que quer dizer que não posso circular com meu carro de placa final 7 na região do “centro estendido de SP das 7h00 às 10h00 e das 17h às 20h00. Ou seja, tinha que ir de ônibus + trem.

Ah, então quer dizer que não deu tempo pra treinar? Claro que não! Quer dizer que olhei a planilha, vi que era curto o treino (período de base/retorno) e acordei às 4h00 da manhã pra correr cedo.

Ainda deu tempo de preparar o café da manhã, os lanches do dia e os almoços, meu e de meu marido, conforme as duas dietas específicas de cada um.

E cheguei no meu compromisso de trabalho com 15min de antecedência.

Isso quer dizer que sou melhor que outra pessoa? The Flash? Mulher Maravilha? Que suporto tudo? Claro que não! Só que estou estabelecendo prioridades.

O treino é importante por que me faz bem. Física e mentalmente. A dieta é importante pra atingir meus resultados no treino e tentar evitar novos problemas de saúde. Então eu me organizo.

Preparo porções individuais e separadas de carbo, de proteínas, tenho sempre opção pré congelada. Caseira. Cozinho ovos orgânicos enquanto tomo café, lavo a salada logo quando saio do banho, na correria… e aos poucos, naquele tempinho de “enrolar no facebook”, tudo fica pronto…

Mas nem sempre tudo dá certo! E aí a gente improvisa…

Hoje mesmo, apesar da dieta estar inteira na bolsa térmica, meu compromisso se prolongou… e eu não tinha como, com cliente, dizer “deu meu horário, vou almoçar aqui, minha porção individual e equilibrada, de acordo com a minha nutri. Licença, por favor…”

Então, hoje mesmo fiz um “jejum intermitente forçado” de oito horas, totalmente fora da dieta, do programa… Acontece.

Imprevistos acontecem. Na primeira oportunidade que fiquei sozinha, tirei a porção de castanhas e frutas secas da bolsa. Era o que dava. “O que tinha pra hoje”. Mas ainda assim, vou feliz pra casa mais tarde. Não usei a desculpa do trabalho, da correria, pra comprar um pão de queijo ou uma coxinha, nem um chocolate pelo caminho. Furei a dieta por que não deu para encaixá-la no dia de hoje? Furei. Nos que diz respeito aos horários, “readequei do meu jeito”. Mas… acontece!

Somos falíveis, sim. Nossa vida é corrida. Mas gosto de pensar que estou fazendo o melhor. Minha auto estima e disposição melhorou muito depois que descobri e passei a tratar os problemas hormonais mas ainda não me verão de “mulher maravilha”. E nem vou fazer parecer que tudo é fácil e que podemos ser um unicórnio, que basta acreditar. Sou do contra, sim.

Defendo que somos humanas. Vamos nos organizar e nos cuidar. Não vamos salvar o mundo. Nem vencer tudo e todos. Só quero ser feliz e saber que hoje sou e fiz um pouquinho melhor que ontem.

Fartos

Nesse momento estou num vôo Latam, indo a trabalho para São Luis, no Maranhão. O vôo só serve comidas pagas, dispostas no cardápio “Mercado Latam”, e eu penso, juro “ainda bem! Não terei lixo literalmente empurrado ‘goela abaixo’ só por que estou sentada sem ter o que fazer por cerca de 3 horas” mas sinto cheiro de comida e ouço o barulho de embalagens sendo abertas a todo instante ao meu redor. As pessoas, ainda assim compram uma infinidade de porcarias.

Abro o “Latam Entertainment” e procuro um filme para assistir. Tento Almodovar, não consigo prestar atenção. Troco para o nacional “o candidato honesto” e a sátira política mais me irrita do que diverte, então acho o documentário americano “Fed Up”, traduzido para o português como “Fartos”. Um documentário sobre como o governo americano não tem coragem de enfrentar o real inimigo que está matando seus jovens: a indústria alimentícia. Não trouxe nenhuma novidade para mim, que já li e já falei no Instagram sobre o excelente livro “Sal, Açúcar, Gordura” do vencedor do Pulitzer Michael Moss, mas ainda assim, é chocante por mostrar principalmente adolescentes travando lutas injustas com a balança, com a diabetes e tantas outras doenças, enquanto são bombardeados cada vez mais com lixo disfarçado de comida, com apoio ou ao menos conivência de governos. É fácil por a culpa no gordo. Chama-lo de preguiçoso. Mas por que, então, os índices de obesidade nos EUA crescem junto com os números recordes de inscritos em academias (dados do documentário)? A conta não fecha. No Brasil, embora eu tenha certeza que a realidade não seja a mesma que a dos EUA, certo é que também estamos caminhando cada vez mais para o junk food e para as comidas processadas, com os mesmos engodos do “light”, “menos gorduras”, “Açúcar da própria fruta”, “sem glúten”, sem isso ou aquilo. E a nossa população também está cada dia mais gorda. E mais aficcionada em musas fitness…

O que está errado? Cada vez mais estamos nos distanciando da comida de verdade. A minha geração, diferente da dos meus pais, já cresceu com refrigerantes (“o novo tabaco” pra dar mais um ‘spoiler’ do documentário que acabo de assistir) e estamos passando isso para nossas crianças. E quando tentamos ser saudáveis agora, o que fazemos? Em vez de ir pra feira, trocamos o cereal açucarado e o refrigerante por suplementos e bebidas esportivas com listas de ingredientes que talvez precisasse me formar em química pra ter uma ideia do que tem dentro… Nunca quis ser radical, já enfrentei sim alguns distúrbios alimentares anos atrás, suplementei bastante e não sou dona da verdade, mas ando pensando muito no assunto. Vamos comer bem de verdade? Comida de verdade, que vem da natureza e não de laboratório? Vamos pensar no que estamos fazendo de verdade com nossa vida, com nosso corpo? Assista “Fed Up”. Leia sobre os efeitos do açúcar. Informe-se de verdade. Lá no início do blog, quando a Fer escrevia aqui, ela falou sobre outro livro, o “Sugar Blue – o gosto amargo do açúcar”. Outra boa indicação. Pense antes do próximo gole de refrigerante.

Bem vindo 2018!

(Desconheço a autoria)

imagem recebida via whatsapp


Vamos cumprir as metas de 2018 de uma vez?

A meta deixada de lado nos dois últimos anos tem sido a de novamente ter um compromisso com o blog. Eu AMO escrever mas tenho deixado de lado pela correria da vida. Mas agora vai…  Prometo! Pelo menos um texto por semana!

Quero trazer mais conteúdo, talvez algumas parcerias pra trazer mais do que a minha opinião de leiga… vamos ver o que 2018 nos trará!

O legal do “ano novo” é isso, não? Esse “renovar-se de esperanças” que cada ciclo de 12 meses nos traz. 

Para a corrida, ainda não defini minhas metas. Sei o que quero mas para fechar o calendário estou na dependência de respostas que definam outras áreas da minha vida, por assim dizer. 

Quais são as suas metas? E o que está, de coração, disposta a fazer para alcança-las?

Feliz Ano Novo!

Feliz Ano Novo? Em setembro?

Sim, em setembro. Este é o primeiro post do ano. Nem vou dar desculpas pois não há mimimi no mundo que justifique 10 meses sem postar. Muito trabalho? Sim! Muito treino? Sim! Uma resolução de ano novo de ser mais presente no blog totalmente abandonada? Também.

No Instagram, a minha definição consta como “Procuradora, Corredora e Blogueira, não necessariamente neste ordem.” Porém, neste último ano com certeza o lado procuradora e corredora ficaram muito à frente do lado blogueira. Talvez, nessa lista, ainda devesse entrar (pois sempre está bem na frente) o “esposa”, o “estudante” – sim, voltei a uma sala de aula depois de anos…

Aconteceram muitas coisas nesses últimos 10 meses:

Foi nesse período que fiz minha melhor Meia Maratona – Golden Four Brasília, ao lado da minha querida amiga Maiara Sanchez, super corredora, Ninja, que me puxou do início ao fim (e já tinha ido me buscar no aeroporto no dia anterior);

Foi nesse período que tive aula de ski e treinei corrida com sensação térmica de -26° no Canadá;

Foi também quando treinei para uma Meia Maratona em Nova York que foi cancelada com dois dias de antecedência por causa de uma previsão de tempestade de neve;

Foi nesse período que corri a prova mais longa da minha vida até agora – as 15 milhas de São Paulo, inteiramente ao lado do Kiko, que naquele mesmo dia foi promovido do status de amigo para Coach (além de permanecer amigo, claro);

Foi nesse período, também, que decidi correr a minha primeira maratona, me inscrevi e – agora – estou em treinamento…

E esse novo desafio – de pular dos pouco mais de 24K da prova de São Paulo para os míticos 42K tem me tirado o sono, feito com que eu questionasse muita coisa, que realmente eu precisasse me “fechar para balanço”, reavaliando o que a corrida representa na minha vida. Ainda estou nessa fase. Alguns longos animadores, outros que me fizeram chorar, literalmente. Ainda é um capítulo inacabado, mas que tem me feito pensar muito naquelas frases que podem parecer cliché, mas que me parecem muito certeiras, como a de Zatopek: “Quer correr, corra uma milha. Quer mudar a sua vida, corra uma Maratona”. Mas… que mudanças são essas? Ainda não sei, ainda não entendo bem mas algo começou a brotar desde o dia que, tremendo, digitei os números do cartão de crédito naquela inscrição…

Então, amigas, minhas sinceras desculpas pelo tempo afastada do blog e meu muito obrigada a quem permanece no Instagram, que continuo atualizando de forma praticamente diária. Pra terminar, vou citar um dos trechos de um livro que marcou minha adolescência e que agora, de uma forma diferente, me pareceu muito atual e adequada. Aos poucos, volto a escrever por aqui! Prometo!

“… tenha paciência quanto a tudo o que está ainda por resolver no seu coração e que tente amar as próprias perguntas como se fossem salas fechadas ou livros escritos numa língua muito diferente das que conhecemos. Não procure agora respostas que não lhe podem ser dadas porque ainda não as pode viver. E tudo tem de ser vivido. Viva agora as perguntas. Aos poucos, sem o notar, talvez dê por si um dia, num futuro distante, a viver dentro da resposta.

Talvez traga em si a possibilidade de criar e de dar forma e talvez venha a senti-la como uma forma de vida particularmente pura e bem-aventurada; é esse o rumo que deverá tomar a sua educação; mas aceite o que está por vir com grande confiança, e se ele surgir apenas da sua vontade, de uma qualquer necessidade interior, deixe-o entrar dentro de si e não odeie nada.”

Rainer Maria Rilke – Cartas a um Jovem Poeta

Nova Logo!

cropped-carla3.jpg

Olha a novidade! Depois de cerca de 3 anos, finalmente tenho uma logo feitinha especialmente para o Corre, Mulher!

Eu adorava a antiga, mas era uma menininha de banco de imagem e volte e meia eu a encontrava sendo usada por outras pessoas (algumas com todo o direito, outras nem tanto, pois usavam a imagem já alterada por mim…).

Foi então que por meio de um grupo de facebook eu conheci o trabalho da Marcia e do Carlon… Falei com eles e eles toparam em criar a “Nova Mulher”… e, por que não? Inspirada na blogueira que ora vos escreve!

Cabelo “bicolor” e o 261 no peito, homenagem à Kathrine Switzer e o seu lindo projeto 261 Fearless que tenho a honra de ser embaixadora!

Espero que gostem!

Halloween Night Run

Orgulhosa da minha prova de ontem.
Embora o pace médio ainda seja de 5’04, pois no trecho de bosque, escuro e com asfalto irregular, optei por diminuir o passo, corri boa parte da prova abaixo dos 5′, o que até bem pouco tempo atrás parecia impossível.
Não era prova alvo, corri maquiada de zumbi, com uma seringa na cabeça… a ideia era brincar, mas que brincadeira teria mais graça do que nos superarmos?
A prova foi perfeita (pra variar, como sempre a IRun se supera evento após evento!)

image

image

image

image

 

Dra. Luciana Alves, uma heroína global!

Outro dia recebi por e-mail uma sugestão de pauta. Mais do que qualquer propaganda, no entanto, o que vi foi uma história incrível de vida e é claro que faço questão de divulgar aqui! Obrigada, Camile Freitas pelo e-mail!

Ora, correr longas distâncias já não é pra qualquer um.

Quem corre sabe o quanto tem que treinar para vencer e superar qualquer distância que se proponha a fazer, ainda mais para provas mais longas.

Mas, já imaginou o tamanho da superação daqueles que tiveram diagnosticada alguma condição médica como doença cardíaca, diabetes, doenças da coluna vertebral, dor crônica ou doenças neurológicas?

Pois todo mês de outubro, desde 2006, a Medtronic tem levado pessoas do mundo todo para Minnesota, para uma prova especial, em que todos os corredores tem uma particularidade: todos se beneficiam de tecnologia médica. São os chamados “Medtronic Global Heroes”.

Cada “herói global” representa seu país e a condição médica, mas, como diz no site da empresa, o mais importante é que eles representam um retorno à “vida plena”:

“Heróis globais são pessoas notáveis representando histórias notáveis,”, diz Jacob Gayle, vice-presidente da Medtronic filantropia. “Como podemos honrá-los, também criamos uma plataforma para eles compartilhar essas histórias com o mundo, atingindo outros com condições e circunstâncias similares e esperançosamente, incentivando-os a agir com sua saúde.”

untitledNeste ano, dentre milhares de candidatos em todo o mundo, foram selecionados dois brasileiros para integrar o time: Camilo Cavalcanti (37 anos), de Vitória (ES), ex-jogador profissional de futebol e portador de um cardioversor desfibrilador implantável (CDI) e a Dra. Luciana Alves (41 anos), de Belo Horizonte (MG), que é a fundadora do projeto social PaceMakerUsers e usuária de um marca-passo.

Por toda sua vida, a Dra. Luciana Alves foi uma pessoa cheia de energia – determinação sempre foi seu lema pessoal e a corrida e o exercício físico sempre fizeram parte de sua vida. Aos 30 e poucos anos, no entanto, foi diagnosticada com taquicardia sinusal inapropriada e bradicardia, o batimento lento do coração, o que exigiu o marca-passo.

O que poderia parecer um problema, no entanto,  mudou sua vida. tanto como médica como paciente.

untitled1Com o apoio da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e o departamento de Ritmo Cardíaco Artificial, ela fundou o projeto social PACEMAKERusers, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é ajudar pacientes com dispositivos médicos implantáveis, compartilhando informações relacionadas à saúde e tecnologia, além de facilitar o contato regional e global entre médicos e pacientes. Alves tem orgulho em dizer ao mundo que pessoas com um dispositivo médico podem correr e ter uma vida ativa.

Ela continuou correndo e agora,  participará da Maratona Twin Cities em 4 de outubro, em Minnesota, que é conhecida como uma das mais belas corridas de rua dos Estados Unidos.

Já estamos na torcida!!!