Nike Epic React – minhas impressões

Antes de mais nada, queria deixar claro que a escolha do tênis é algo muito pessoal. Volte e meia vejo pessoas questionando em grupos de facebook se um tênis é melhor que outro e até algumas “brigas” como se fossem torcedores rivais, dizendo que tal marca é a melhor de todas e que os outros tênis são “lixo” ou culpados por lesões.

Não acredito nisso.

Acredito, por experiência própria, depois de pesquisar um pouco e até de conversar com gente da área, que existe, sim, o tênis que é melhor pra cada um. Sem uma regra geral. Cada pé é diferente do outro, cada pisada, estrutura corporal etc.

Quem me acompanha sabe que seguindo as “dicas”, no início insisti na Asics, depois me descobri na Adidas, virei referência entre amigos pra dar dicas sobre a linha Boost (E tive muitos mesmo) mas agora, pelo segundo ano consecutivo, estou experimentando outras marcas. Em agosto do ano passado, comprei o Kinvara 8, da Saucony, e agora acabo de adquirir o Nike React.

Só me convenci a comprar um tênis de outra marca por que a Adidas fez o favor de parar de comercializar meu modelo favorito no Brasil. Desde o fim de 2016, não acho mais o Adizero Tempo feminino para vender. Comprei o último já em promoção, “modelo antigo” e depois não achei mais. Só masculino, em tamanhos grandes. Assim, vi-me obrigada a buscar novas alternativas.

A Saucony não teve sorte… Não me conquistou mas a culpa não foi dela. Quando comprei o Kinvara, por problemas de saúde eu já estava com os pés e tornozelos inchados e não tinha percebido, então, embora tenha gostado do tênis, não me apaixonei, senti algumas dores e reservei-o para os treinos de pista, por seu drop mais baixo e menor amortecimento.

Agora, recentemente, estava andando pelo shopping quando passei na frente de uma loja Nike e vi o Nike Epic React Flyknit na vitrine. Na hora, comentei da propaganda e que, pela descrição, lembrava-me muito dos boost. Então, por curiosidade, entrei na loja pra experimentar.

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O excelente atendimento “dos Thiagos” da Nike do Bourbon Shopping era o que faltava para me convencer a comprar. Explicaram sem pressa sobre o tênis, confirmaram minhas impressões e falaram das comparações com a linha Boost da Adidas…Tiveram uma super paciência em me atender…

A marca promete leveza e amortecimento macio e responsivo. Pra saber mais sobre as inovações que a Nike trouxe pro tênis, vale a pena ler aqui.

Agora, depois de um mês de testes próprios, posso dizer que o Nike Epic React Flyknit  está aprovado. Nesse meio tempo, já corri duas provas (uma de 8 e outra de 10K) e já fiz um longo de 14 e outro de 16K.

Em todas estas oportunidades, o tênis não me incomodou, não machucou e, o que realmente importa pra eu aprovar um tênis de corrida, não me fez lembrar dele em nenhum momento enquanto estou correndo.

Pra mim, tênis bom é aquele que “faz parte de você” então você não precisa ficar lembrando dele o tempo todo. Ele “funciona” como tem que funcionar, ele “responde” o que tem que responder e você corre “no automático”, sem ter que pensar no equipamento, sem se incomodar com ele, sem ouvir barulho, sem sentir dor…

E o Nike React atingiu com louvor as minhas expectativas de me esquecer dele durante a corrida!

Ele é um tênis pra pisada neutra (embora eu tenha minhas dúvidas se essa informação é realmente importante), tem o drop de 10mm, semelhante ao Adizero Tempo Boost da Adidas, que eu usava antes e o peso, no tamanho 38 é de 187g. Sei que algumas pessoas reclamaram da forma pequena, mas pra mim ele foi perfeito. Uso 37, comprei 37 e não me incomoda em nada.

índiceA única dó é que ele é lindo… Atualmente, existem oito opções de corres. Mesmo sabendo do risco iminente, fiquei com o rosa, que é um tom lindo, bem claro. E claro, na primeira prova, a ponta já ficou preta. Cheguei em casa e já no primeiro uso (sim, eu sei que isso não se faz, mas a estreia foi em prova)  já fui lavá-lo com todo o cuidado.

Muito legal também é a campanha da Nike, pra quem mora aqui em Sampa, é que com o tênis vem um mapa da cidade com rotas de corridas e pontos em que, se você for com o tênis no pé, você tem alguns benefícios (entre eles, comida, sorvete… KKKK #agentepira!) A gente corre, descobre a cidade e ainda tem mimos! Achei muito bacana mesmo!

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A Maratona mais divertida do Brasil

Eu sei que no dia primeiro de agosto acontecia em Santa Catarina a maratona mais temida do país, a Mizuno Uphill, com todos seus 42km de subida em plena Serra do Rio do Rastro… mas do outro lado do Estado, pertinho do mar, tinha outra Maratona, que pode não ser temida, mas com certeza é a mais divertida do Brasil: A Maratona Beto Carrero.

A prova noturna de revezamento, com percurso de 8 voltas em um circuito de 5km aproximadamente, quase integralmente dentro do parque, obrigatoriamente em equipe (duplas, quartetos ou octetos), tem atrações espalhadas por todo o caminho, desde as personagens da Dreamworks, música, luzes…  É o que mais se aproxima do que vemos na Disney em terras tupiniquins, mas ouso dizer que se o que procura é DIVERSÃO, a prova catarina é superior… sim! As provas na Disney são perfeitas, mas são individuais… e o revezamento traz uma energia extra, de estar com amigos, dependendo dos amigos e querendo correr pelos amigos que a torna ainda mais especial.

Iniciei o blog em 2012 contando como foi a minha primeira experiência no Beto Carrero, com um octeto.

Voltei em 2013 com 6 quartetos. Este ano, organizamos com a ajuda do grupo de corrida Saia pra Correr e com patrocínio do Bamboo Health Food, várias equipes, totalizando 46 atletas, divididos entre octetos, quartetos e duplas… Não preciso dizer que foi incrível, não?

Mas como uma imagem diz mais do que mil palavras e já estou me alongando por aqui, abaixo seguem algumas fotos para que tenham melhor ideia do que é a Maratona!

Claro que em 2016 estarei lá de novo! Vamos juntos?

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Desafio Braves – 1ᵃ Etapa 2015

Como eu já havia adiantado por aqui, ontem fui conferir como é uma “MudRace”, ou seja, uma corrida de obstáculos na lama.
Meu marido e colegas de trabalho montaram dois trios (um masculino e outro misto) para participar da prova, que tem 3 etapas programadas para este ano e eu fui junto, para registrar tudo e contar por aqui.
Pra quem acha que eu me convenceria a participar da próxima etapa, já na chegada, vi que realmente não era prova pra mim… logo depois que estacionamos, eu já escorreguei numa descida de estrada de chão e fui com o joelho direito no chão, o qual ficou todo ralado e inchado… Mas, tudo bem… era só o início do dia e eu sabia que não chegaria limpa até o fim!
Ano passado, na primeira edição aberta ao público externo (as primeiras eram para alunos da Academia Be Happy, organizadora), eram 500 inscritos. Desta vez eram 1500, motivo pelo qual a largada foi divida em baterias – Primeiro as baterias individuais, depois em dupla e, por último, em trios.
braves1Meu marido e os amigos, de olho no prêmio de melhor fantasia (que não veio), resolveram correr de camisa e gravata. Imagina se não chamaram a atenção? Entre as explicações do “povo do escritório” ou dos “doutores” como foram chamados, era que estavam fugindo da operação “Lava Jato”, que iam para o culto, que tinham uma reunião importante e – a minha preferida – que eram o Noivo e os padrinhos do casamento que aconteceria logo depois da prova! Foi com certeza uma diversão à mais na prova que por si só já é uma loucura.
braves3Eles largaram já mais pro final, então não tinha como ter pressa. Eram filas para passar para os obstáculos. Embora a opção por não fazer algum obstáculo acarretasse muitas vezes em penalidade de tempo menores do que a espera, em geral os participantes optavam por enfrentar as filas, pois numa prova como essa, muito mais do que concluir rapidamente, o importante era o sentimento de superação.
Eu, de máquina fotográfica em mãos, ficava correndo de um lado pro outro, tentando registrar o máximo possível da participação deles, de forma que acabei a prova super suja de lama e toda vermelha do Sol, pois levaram cerca de 3 horas para vencer todos os obstáculos (e sim, eram muuuuitos!)
braves2O lugar (CT Leandro Silva, um centro de treinamento para motocross) é incrível e o trabalho de meses para construir os obstáculos é de ser valorizado. Muito capricho e segurança para atender os atletas (claro que um outro acaba se machucando, mas o staff estava de prontidão para atender, com ambulâncias dando os primeiros socorros). No entanto, só pecaram um pouco, na minha opinião, em não aumentar a estrutura da prova proporcionalmente ao aumento do número de participantes.
As filas para alguns obstáculos eram gigantescas. E para o público presente – famílias e amigos – faltou água, bebidas em geral, sendo que até mesmo para os atletas das últimas baterias faltou qualquer opção de almoço no local, pois como demoravam muito para concluir a prova, não havia mais costela, não havia mais hamburgueres no FoodTruck presente no local…
Por outro lado, eles tiveram o cuidado de entregar uma camiseta (linda!) de finisher apenas aos concluintes, como tem que ser, junto à medalha e oferecer chuveiros aos participantes (fundamental!).
Para quem participou sem stress de competir, apenas para se superar, as longas filas não estragaram a festa e a prova virou praticamente um evento para o dia todo. Meu marido já disse que participará das demais etapas programadas. Eu? Continuo com meu lema, dos “Pôneis Malditos”: “Odeio barro, odeio lama, não vou sair do lugar!”, mas que foi um dia muito divertido, isso foi!

Mais fotinhos:

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Segue aqui o link para o vídeo no You Tube (eu filmei e meu marido editou…).

Já escolheu sua meta para 2015?

Para quem já está pensando em se organizar para as provas de 2015, a Prefeitura de Curitiba dá uma mão e divulga o calendário com todas as provas já agendadas para a cidade no próximo ano (segundo o próprio documento, alguns eventos ainda estão sob análise e por isso ainda não foram incluídos).

Mas duas novidades me chamaram a atenção:

Serão duas etapas da Track & Field Run Series na capital paranaense! Já no início de fevereiro teremos a nova etapa Shopping Pátio Batel!

E, além disso, teremos não só uma prova, mas um circuito de corridas com obstáculos militarizados organizado pela Nosso Time Eventos Esportivos – para quem quer se divertir, com certeza será uma boa pedida!

Veja o calendário e se defina suas próximas corridas neste link!

3ª Etapa do Circuito Beneficente de Corridas Óticas Winnikes – Etapa Gui Darin

Hoje, domingo, 23, fui prestigiar a etapa de encerramento do Circuito Beneficente patrocinado pelas Óticas Winnikes.

A corrida ocorreu no Parque Barigui, com provas de aproximadamente 5 e 10K e mais uma vez mostrou-se muito bem organizada pelo pessoal da Brasil Runner’s.

A instituição beneficiada nesta etapa é o instituto Guilherme Darin – Gui Darin, entidade filantrópica de âmbito nacional, beneficente, voltado à defesa dos direitos e ao atendimento social e educacional gratuitos de segmentos mais vulneráveis da população constituída por crianças, jovens, adultos e idosos, em situação de risco social ou com deficiências. A prova arrecadou mais de R$4.000, segundo informação divulgada pelo locutor da prova!

Como minha meta é a Meia Maratona, optei por não correr tendo em vista que acabei de participar do desafio de 18K na Maratona de Curitiba, mas mesmo assim, fui conferir a prova.

Adorei encontrar amigos e principalmente conhecer algumas amigas até então apenas “virtuais”.

Seguem algumas fotinhos!

Troféus e Medalhas. Esta prova ainda premia os primeiros colocados com óculos Nike e os primeiros de cada categoria dos 10K com tênis

Troféus e Medalhas. Esta prova ainda premia os primeiros colocados com óculos Nike e os primeiros de cada categoria dos 10K com tênis

Com a Ana Paula, do grupo "Loucas por Corridas" - Pensa em uma mulher que corre  rápido!

Com a Ana Paula, do grupo “Loucas por Corridas” – Pensa em uma mulher que corre rápido!

As sempre super animadas meninas do "The Running Mons"

As sempre super animadas meninas do “The Running Mons”

Com a linda Chris, que aproveitou pra conhecer e encomendar um CoolBelt pra ela!

Com a linda Chris, que aproveitou pra conhecer e encomendar um CoolBelt pra ela!

E o papai Michel, que sempre corre com o super especial Gabriel. Eles estão se preparando para a São Silvestre!

E o papai Michel, que sempre corre com o super especial Gabriel. Eles estão se preparando para a São Silvestre!

Maratona de Curitiba 2014

Finalmente consegui um tempo pra falar da prova de domingo!

Dia 16 ocorreu a principal corrida de rua do calendário curitibano. Conforme esperado, o evento foi uma enorme festa. As provas paralelas garantiram muita gente no Centro Cívico, além dos milhares de guerreiros que enfrentariam os 42K, o que deixava o clima de endorfina ainda mais evidente.

Além da prova principal, havia também uma caminhada de 3K e provas de 5 e 10K. Ou seja, qualquer que fosse seu condicionamento físico, você poderia participar!

Eu, que corri a convite da Latin, optei por participar da prova principal, da Maratona, mas apenas como parte do meu treinamento para estrear em uma Meia, prevista para janeiro. Assim, mesmo ciente da minha desclassificação, optei por largar do km 24 e correr os dezoito quilômetros finais da prova, participando de um desafio organizado pela minha assessoria.

km24

Para não atrapalhar a prova, a assessoria montou um ponto de apoio na Rua Guilherme Pugsley, bem ao lado da placa do km 24.

Primeiro, ficamos na torcida pela passagem da elite e dos amigos mais rápidos. Depois, os técnicos  foram liberando os atletas para correr somente na medida em que os maratonistas já passavam mais ou menos no pace que haviam se preparado para correr. Assim, não atrapalhavamos a passagem dos maratonistas, pois não havia um “bolo” para começar a correr e também não havia chance de, por exemplo, alguém chegar antes ou junto com a elite…

Assim, calculando-se pelo meu pace, larguei apenas às 9h20, com Sol forte.

Apesar de ter passado protetor solar, o Sol estava queimando e confesso que tive medo de quebrar pelo calor. Mas a organização da prova estava impecável e não faltou água (a cada 3,5K) e nos 18 km finais, dois pontos, ainda, de isotônico.

Além disso, em alguns pontos havia a distribuição de água e/ou Coca-Cola por expectatores, torcedores… em vários pontos haviam grupos, ou até mesmo uma pessoa sozinha aplaudindo, incentivando… Se isso ajudou muito a mim que corri menos da metade da prova, imagina para quem correu toda a maratona!

Quanto ao meu medo de quebrar, nos últimos treinos eu vinha experimentando diversas marcas de géis de carboidrato, tudo para obedecer a estratégia definida pelo meu técnico. Deu certo: achei alguns bem gostosinhos e perto dos km 6 e 12 (aproximadamente 40 min de prova), eu retirava o gel do meu Coolbelt (sim! “Merchand” mas que merece ser feito! use o cupom de desconto CORREMULHER !), tomava o gel assim que via o ponto de hidratação para poder descartar a embalagem onde seria facilmente recolhido e também para ter a água logo em seguida, e bem hidratada, com água na nuca… não quebrei!

chegada

Consegui terminar os meus 18.610m em ritmo constante – variando de 6:04 a 6:25, terminei em 01:56:24 e ainda tive forças pra fazer mais uns 200metros pra chegar (de novo!) com meu marido, que largou depois de mim e por isso chegou 10minutos mais tarde.

Mas impressionante, mesmo, é acompanhar os maratonistas… 42k não é pra qualquer um. Correr ao lado de quem está realmente se superando a cada passo, vencendo uma enorme batalha… Como disse meu marido, que também participou do desafio, às vezes, por mais que inscritos na prova, até dava uma certa vergonha de estar ali… se passávamos alguém, não tinha mérito algum.  E, que força todos aqueles que nos passaram! Esses sim mereciam todos os aplausos!

A única coisa chata, a única coisa que estragou um pouco a festa, foi saber, logo que cheguei na barraca da assessoria, que o Eduardo França, único cadeirante a participar da prova, havia sido chamado ao palco e recebido um cheque simbólico de R$ 340,00, mas no final disseram que ele teria que devolver o cheque e que não tinha direito ao prêmio, posto que o prêmio previsto para PNE (Portador de Necessidade Especial) seria apenas para deficientes visuais… situação bem chata…

Mas fico feliz em poder dizer que em contato com a Prefeitura Municipal de Curitiba, a situação parece que foi resolvida e o Eduardo vai, sim, receber o prêmio em dinheiro!

☆Em tempo: hoje, 19 de novembro, recebi ligação da Latin Sports confirmando a informação acima. Apesar do equívoco na hora da premiação no palco, já entraram em contato com o Eduardo e farão o depósito bancário do prêmio. Ainda, informaram que estão desde já discutindo com a Secretaria de Esportes de Curitiba as alterações necessárias do regulamento para que se inclua a premiação para cadeirantes nos próximos anos.
Latin Sports, fica aqui registrada a minha admiração pela pronta solução do problema! ♡♡♡

A Maratona de Curitiba

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Mal a gente começa postar uma foto de corrida nas redes sociais, sempre aparece aquele amigo que te apresenta para outra pessoa e diz “Ela corre maratonas”, ou ainda aquele que te pergunta de quantos quilometros são as “maratonas” que você corre, não?

 Maratona para os leigos acaba mesmo sendo sinônimo de corrida de rua. E não adianta a gente responder que só corre 5 ou 10K… a pessoa vai lhe chamar de maratonista!

Pois bem: Seja qual for seu condicionamento físico e seu grau de treinamento, que tal participar da Maratona Caixa de Curitiba?

No dia 16 de novembro, acontecerá a prova que é a maior da Capital Paranaense e esse ano, além da prova principal (a Maratona de verdade, com todos os seus 42.095m), terão ainda provas paralelas de 3K de caminhada, 5 e 10K de corrida.

Ou seja, todo mundo pode participar!

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Ano passado, estreei na distância de 10K justamente nesta prova e foi emocionante. Realmente, os corredores lotam o Centro Cívico e o clima e a endorfina  impressionam.

Esse ano, aceitei um desafio maior. Regularmente inscrita na prova principal, largarei no km 24 da prova, apenas depois que os corredores que estejam em pace semelhante ao que pretendo correr passarem. Serei obviamente desclassificada, mas farei o meu “longão” em ritmo de prova, o que me ajudará a me preparar para os meus primeiros 21K que deverão ocorrer em breve…

Mas além disso, a Maratona ainda deverá ser, novamente, uma grande festa. Já começaram as articulações do movimento “Vem pra rua – Maratona”, cujo um dos cordenadores é o figuraça Glacymar, buscando divulgar a prova e o convite para que a população de Curitiba compareça durante todo o percurso com torcida aos atletas.

Que tal participar? Correndo, caminhando ou torcendo – o importante é ir pra rua e fazer de Curitiba a Capital da Corrida de Rua no País! Topa?

Quase como se fosse a primeira…

Como estou vindo de lesão, todo mundo sabe, estava tentando pegar leve e não iria me inscrever para muitas provas este semestre… Ocorre que outro dia vi um post num Facebook de um sorteio para uma prova… Inscrevi-me para o sorteio e…pronto! Neste último sábado, corri  2a Etapa do Circuito de Corridas Óticas Winnikes – Etapa CVV, no Parque Tingui.

A boa impressão já começou na retirada de kit nas Óticas Winnikes. Povo animado, educado, cafézinho… se me deixassem (os compromissos de trabalho, claro!), acho que ficava o dia todo batendo papo. Kit lindo, me mostraram a foto da medalha, os óculos da premiação dos primeiros lugares gerais…

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No sábado, dia da prova, já acordei ansiosa… fui ao Barigui acompanhar o treino do meu marido, mas não corri, poupando-me para a noite. Fui ao salão à tarde e… adivinhe o assunto? Vou correr à noite… “Não vou fazer escova por que vou sair daqui e prender o cabelo pra correr”… Tudo era motivo pra falar da prova…

Fui pra casa, descansei um pouco e me arrumei… Conferi a bolsa três vezes… faixa pro cabelo, viseira, carteira, blusa pra por no pós prova… Pronto! #PartiuTingui… Bora atravessar a cidade inteira pra chegar… Quando estava quase ao lado do parque, me “cai a ficha” e falo pro meu marido que estava indo comigo, apenas para acompanhar e ser meu “personal staff”: – “Amor, você vai me matar… Esqueci o chip e o número de peito!”

Sério… eu, corredora há quase 3 anos, super ansiosa, acostumada a, antigamente, fazer provas semanalmente… consegui esquecer o chip em casa!!! Ah! Primeira coisa que veio na cabeça foi que a prova estava perdida… Imagina o humor do meu marido? Fez a volta e nos colocamos a atravessar a cidade de novo. Espero que não chegue nenhuma multa em casa!

Em casa, peguei o envelope, corri de novo pro carro e já comecei a me ajeitar pra largada pelo caminho, colocando o chip no tênis, prendendo o número de peito… E fomos indo pro parque seguindo as orientações do aplicativo Waze que costuma indicar os caminhos com menos trânsito… Só que nos levou para o outro lado do parque!!! Mais correria para conseguir chegar ao lugar da largada…

Bom, cheguei faltando cerca de 5 minutos. Fui direto ao funil e meu marido foi estacionar… A prova atrasou cerca de 5 minutinhos ainda, até a Guarda Municipal confirmar o bloqueio das ruas próximas. Nada demais e tempo para eu baixar a adrenalina da confusão e fazer um pequeno alongamento/aquecimento ali mesmo, no funil.

Dada a largada, até comecei um pouco forte, no impulso e acompanhando os demais, mas percebi e resolvi segurar.

O marido, além de motorista, vira fotógrafo

O marido, além de motorista, vira fotógrafo

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Como a prova era de duas voltas em um percurso de pouco mais de 5.200m, resolvi que a primeira seria de reconhecimento e na segunda, se possível, tentaria pegar mais pesado. Mantive então um pace entre 5’40” e 6′, olhando no relógio em toda a primeira volta pra não baixar demais, mesmo nas descidas. Fui sendo meu próprio “coach”, falando pra mim mesma segurar, fazer a minha prova, esquecer os outros, aproveitar as descidas para respirar… Virei a primeira volta na casa dos 29min e vi que terminaria a prova dentro do pretendido se conseguisse manter o mesmo ritmo, então foi o que fiz. Também não forcei na segunda volta.

O percurso inteiro estava muito bem iluminado (um único trecho mais escuro, com um pouco de lama, mas acho que não dava nem 50m), as ruas bem sinalizadas e os pouquissimos cruzamentos a serem atravessados tinham a guarda municipal controlando o tráfego, com agentes atentos e bem educados. Os pontos de hidratação também bem distribuídos, tapete de verificação no meio do trajeto, muitos staffs no percurso, tudo certinho, como a gente espera de uma prova!

Nota 10 a organização, de verdade! Como não haviam tantos corredores assim (alguém sabe o número exato?) o funil de chegada fluiu tranquilo, com staffs educados, que destacavam a parte destinada à medalha e o isotônico, que pude até escolher o sabor! Nada, mas nada mesmo a reclamar!

pódio

Como eu tenho o costume de dar pequenos goles d’água, apenas, durante a prova, e usar a água pra jogar na nuca, cheguei completamente encharcada e a noite estava um pouco fria, então, mesmo trocando de blusa na chegada, ainda assim estava com muito frio e acabei não ficando até o fim da premiação, não encontrando com amigos que estavam também na prova, mas saí de lá com uma excelente impressão do Circuito e da Brasil Runner’s, organizadora do evento. Nenhuma parceria, nada. Ganhei uma inscrição por sorteio aberto a todos no Facebook, mas realmente me surpreendeu a prova, a preocupação com a segurança, geradores enormes para garantir a iluminação dentro do parque, a premiação nas categorias…

Tudo muito bom mesmo!

Mais uma do marido staff, motorista e fotógrafo. Deu tudo certo graças a ele!!

Mais uma do marido staff, motorista e fotógrafo. Deu tudo certo graças a ele!!

Fiquei em 25˚ lugar geral, entre 40 inscritas, e 5˚lugar na categoria… Mais um pouco, até subia ao pódio, que era até o 4˚ lugar! Mas as meninas que ficaram na minha frente mereceram o pódio! O primeiro lugar na minha categoria terminou a prova na casa dos 44min… merecido o prêmio (um tênis Skechers Go Run!), não? Eu fico satisfeita com minha medalha, meu prêmio por ter voltado a correr sem dor!

EM TEMPO: Após a publicação do post, a organização entrou em contato comigo me avisando que eu estava enganada… o pódio era até o 5o. lugar de cada categoria. Eu fui chamada e não estava lá… Mais um erro de principiante!!! Mas fiquei feliz com a notícia e vou buscar minha medalha de 5o. lugar daqui a pouco, que terá, com certeza, lugar de honra entre as minhas conquistas!

Parar ou não parar: Eis a questão.

Ontem à tarde, corri minha primeira prova depois da lesão no meu pé esquerdo. Quando foi diagnosticada a sesamoidite, eu estava me preparando para correr uma Meia Maratona. Ontem, eu estava inscrita para uma prova de 10K (10.400m na verdade), na 6ª Etapa do Esquenta Panturrilha, Circuito de 10 provas organizado pela Nosso Time Eventos Esportivo, a mesma empresa responsável pela Meia de Curitiba, que seria a minha prova alvo do ano, que tive que desistir.

A organização estava perfeita. No Parque Náutico de Curitiba, lindo, com uma pista grande, larga, ótima para correr. O dia, também lindo, apenas muito quente e seco para os padrões curitibanos e o horário inusitado para uma prova de corrida: 16h00.

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Apenas para registrar, vi algumas reclamações de quem não conseguiu retirar seu kit. Os kits estavam sendo entregues na sexta-feira e no sábado, até o meio-dia, na loja Procorrer da Augusto Stresser. Tal informação foi amplamente divulgada nas redes sociais (páginas da Nosso Time, do Esquenta e até da Meia Maratona de Curitiba) além de constar do regulamento e de mais de um e-mail enviado aos inscritos (eu recebi ao menos dois nesse sentido). No entanto, alguns corredores queriam retirar na hora, dizendo que em outras etapas foi possível…

Pois bem, deixo que cada um faça o julgamento que quiser, se foi falha da organização ou dos corredores…

 

Eu e meu marido, na frente, e o Cédric mostrando a língua atrás (pensa em um amigo pra todas as horas? Ele e a esposa, Mel, são assim!)

Eu e meu marido, na frente, e o Cédric mostrando a língua atrás (pensa em um amigo pra todas as horas? Ele e a esposa, Mel, são assim!)

Porém, quanto a mim, quando o médico me liberou para voltar a correr, as ordens foram claras. Iniciar devagar, a partir dos 3K, aumentando gradativamente e sem forçar no ritmo nos primeiros 30 dias, quando então deveria retornar para uma reconsulta para a liberação definitiva (ou não). Expressamente o médico determinou: Sem treinos de tiros, intervalados e muito menos provas nesse período.

Não resisti e, como sempre, solicitei minha inscrição para a prova de 10K. Meu marido, que sempre corria a prova de 5, estava inscrito pela primeira vez na prova de 10K também, depois de tantas lesões (desde que começou a correr há dois anos e meio, já se acidentou de moto e depois fratura por stress nas duas tíbias).

Com o calor (ouvi dizer 27⁰, que é temperatura de alto verão por aqui, jamais esperada para o inverno…), confesso que ambos pensamos em nem ir… mas fomos. E lá, o dilema era completar ou não a prova. Ele, que queria estrear na distância, não sabia se era o ideal com aquele calor todo… eu, desobedecendo técnico e médico, não sabia como lidaria com a questão: O que seria pior? Insistir e fazer os 10K pelo simples motivo de que “sou brasileira e não desisto nunca?”, correndo o risco de ir ao médico na segunda-feira (consulta já agendada) e escutar que devo parar novamente,  ou aceitar as ordens, fazer apenas os 6K da planilha, em ritmo leve, ser desclassificada da prova, não pontuar no ranking do Circuito mas pelo menos não levar bronca de ninguém e  ficar com a consciência tranquila de que fiz tudo que era possível para me recuperar?

Pois então… Dada a largada, decidimos correr juntos, meu marido e eu. Avisei que correria o tempo todo dentro do pace determinado pelo meu técnico para o treino estabelecido na planilha: 6K em 6min/km. A prova era de duas voltas numa pista de 5.200m.

Apesar do calor, consegui manter de forma tranquila o pace determinado (antes da lesão, corria em torno de 5’20”min/km, mas 6 estava bom…) O calor exigiu que nos dois pontos de hidratação por volta, eu desse pequenos goles d’água e o resto fosse jogado na nuca (#ficaadica para quem está começando…), mas a dúvida sobre parar ou não dominava o meu pensamento…

Ah, faltando um km para concluir a volta, consegui engolir um mosquitinho… kkkkkk Não parei, não diminui… tossi um pouco mas depois brinquei com meu marido que estava ao lado: “Tudo bem! É proteína extra pra dar força na prova!”….

Pois bem, ao concluir a primeira volta (5.200m) eu estava bem, inteira, e sabia que podia correr mais. Mas por isso mesmo, resolvi parar. Tentei incentivar meu marido a continuar, destacando que mesmo ele não tendo corrido no ritmo mais forte dele, ele estava muito melhor do que muita gente que ficou pra trás e soltei um “Taca-le pau!” para fazê-lo rir, avisando que pararia quando completasse os 6K da minha planilha.

Ele, então, finalmente acelerou, me deixando pra trás e eu fiquei de olho no relógio. Quando marcou 5.700m, eu simplesmente dei meia volta e corri os outros 300m pela grama, sentido contrário da prova (quem me viu, deve ter me achado louca… eu não estava mal, eu não parei, só corri no sentido contrário…).

A sensação foi estranha. Primeira prova que não completo na vida. E decidi por isso bem, sem dor. O “treino” estava completo. A prova não. Missão cumprida por um lado, um gostinho amargo por outro… Levei um tempo pra ter certeza que tomei a decisão certa. Terei a consciência tranquila na segunda-feira ao fazer o meu feedback, tanto para o Coach, como para o médico.

Fui fazer uma massagem no stand da Ademilar e depois aguardar, ansiosa, pelo maridão na chegada…

Massagem pós prova é tudo de bom!

Massagem pós prova é tudo de bom!

Com cerca de uma hora de prova (considerando que a primeira volta foi comigo) e debaixo de Sol forte, meu amor terminando a primeira prova de 10K (10.400m)

Com cerca de uma hora de prova (considerando que a primeira volta foi comigo) e debaixo de Sol forte, meu amor terminando a primeira prova de 10K (10.400m)

“Sou brasileira e não desisto nunca”, sim. Eu não desisto de correr e por isso optei por parar, de acordo com o estabelecido pelo meu treinador…

2ª Corrida Unidos pela Vida – Rebouças – Como foi:

Quem me acompanha no Facebook ou no Instagram sabe que não fiquei feliz com o resultado da prova do último domingo.

Por mais que eu não admitisse que a Corrida do Rebouças fosse uma “prova-alvo”, eu a via com bastante expectativa, por ser uma das mais planas de Curitiba (que é uma cidade que não tem muito lugar plano, não…).

Dessa forma, eu a via como uma boa oportunidade de buscar inicialmente um sub55 – posto que meu melhor tempo nos 10K é 00:55:10…

Só que não foi dessa vez. Sabe quando parece que tudo vem contra os nossos planos? Ok, ok… sem desculpas, mas a verdade é que não consegui treinar direito durante a semana, tive vários compromissos que não me deixaram descansar, ainda tinha a maldita TPM e no dia anterior, não parei em casa e comi fora (leia-se: sem respeitar horários e nem tudo assim tão saudável) o dia todo.

No domingo, prova às 8h00 da manhã – bem mais tarde do que costumo treinar – e ainda Sol e calor. E isso não é bom pra Curitiba. Ou melhor, não é habitual em Curitiba. E curitibanos não estão acostumados com isso… Resultado? Quebrei.

E quebrei feio aos 6K. Andava, dava uns três ou quatro passos trotando e voltava a andar, com vontade de chorar, de parar, de voltar… E ficava pensando como contar no blog que desisti… que vergonha… e ainda conseguiria postar #rumoameiamaratona depois de largar na metade uma prova de 10K?

Mas então veio um amigo, colega de assessoria, o Giovani, que apareceu do meu lado dizendo que ia me acompanhar até o fim… “Levanta o rosto”, “Esquece o relógio”, “Relaxa um pouco os braços”… ele falava e eu só obedecia… E não é que voltei a correr e terminei a prova? O tempo oficial ficou em 58’43” – 74ª Colocada geral (180 inscritas nos 10K) e 13ª colocada na minha categoria (32 inscritas).

Os quase 4 minutos de diferença do meu RP foram os que perdi caminhando e pensando em desistir…  E poderia ter sido mais tempo, se não fosse alguém pra não me deixar mais pensar em nada e me fazer correr, mostrar que minhas pernas aguentavam, sim, e que era só minha cabeça me sabotando…

Aqui, algumas fotinhos da Vivo Esportes:

Ainda nos primeiros metros...

Ainda nos primeiros metros…

Ainda tentando sorrir

Ainda tentando sorrir

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Metros finais, com a ajuda do Giovani

578YD0293

Chegada. Até feliz pela “recuperação” e com o resultado em menos de 1h.

Quanto à organização, da Procorrer, com parte da renda revertida ao Hospital Pequeno Príncipe, daqui de Curitiba, vou ter que admitir que dessa vez eles pecaram um pouquinho…

O horário divulgado para a largada, era 8h00 para 5K e 8h10 para 10K. Apenas quando chegamos é que primeiro anunciaram que seria 7h55 a largada de 10K e 8h00 a largada dos 5K. E depois mudou, era 7h55 a largada dos 5K e 8h00 a largada dos 10… e, em cima da hora mudou tudo, a largada foi conjunta. E do “funil” não dava pra ouvir direito as caixas de som…

Então não cabia mais nenhum atleta dos 10K no funil quando avisaram… Era gente tentando entrar, “se enfiando”, “se apertando”…  Único “senão” da prova… Eu, na minha TPM braba, reclamei com o cara da staff que passava gritando e ele me colocou pertinho da linha de chegada… depois ainda ouvi dele que “essa mulherada é competitiva… sangue no olho”… pobrezinho… nem sabia que corria risco de vida… onde já se viu se meter com mulher de TPM… kkkk

No fim, devidamente endorfinada, o meu humor até melhorou e o que ficou foi uma grande lição de amizade, parceria e persistência…

Mais uma pra conta. Mais um pouquinho de experiência para fortalecer daqui pra frente…

Obs: Levei um ultimato do técnico para parar com a palhaçada de fazer academia um mês sim, outro não… esse ano ainda não “encaixou” os horários e estou dizendo sempre que “no mês que vem é pra valer”… então podem cobrar… abril…