A Maratona mais divertida do Brasil

Eu sei que no dia primeiro de agosto acontecia em Santa Catarina a maratona mais temida do país, a Mizuno Uphill, com todos seus 42km de subida em plena Serra do Rio do Rastro… mas do outro lado do Estado, pertinho do mar, tinha outra Maratona, que pode não ser temida, mas com certeza é a mais divertida do Brasil: A Maratona Beto Carrero.

A prova noturna de revezamento, com percurso de 8 voltas em um circuito de 5km aproximadamente, quase integralmente dentro do parque, obrigatoriamente em equipe (duplas, quartetos ou octetos), tem atrações espalhadas por todo o caminho, desde as personagens da Dreamworks, música, luzes…  É o que mais se aproxima do que vemos na Disney em terras tupiniquins, mas ouso dizer que se o que procura é DIVERSÃO, a prova catarina é superior… sim! As provas na Disney são perfeitas, mas são individuais… e o revezamento traz uma energia extra, de estar com amigos, dependendo dos amigos e querendo correr pelos amigos que a torna ainda mais especial.

Iniciei o blog em 2012 contando como foi a minha primeira experiência no Beto Carrero, com um octeto.

Voltei em 2013 com 6 quartetos. Este ano, organizamos com a ajuda do grupo de corrida Saia pra Correr e com patrocínio do Bamboo Health Food, várias equipes, totalizando 46 atletas, divididos entre octetos, quartetos e duplas… Não preciso dizer que foi incrível, não?

Mas como uma imagem diz mais do que mil palavras e já estou me alongando por aqui, abaixo seguem algumas fotos para que tenham melhor ideia do que é a Maratona!

Claro que em 2016 estarei lá de novo! Vamos juntos?

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Já escolheu sua meta para 2015?

Para quem já está pensando em se organizar para as provas de 2015, a Prefeitura de Curitiba dá uma mão e divulga o calendário com todas as provas já agendadas para a cidade no próximo ano (segundo o próprio documento, alguns eventos ainda estão sob análise e por isso ainda não foram incluídos).

Mas duas novidades me chamaram a atenção:

Serão duas etapas da Track & Field Run Series na capital paranaense! Já no início de fevereiro teremos a nova etapa Shopping Pátio Batel!

E, além disso, teremos não só uma prova, mas um circuito de corridas com obstáculos militarizados organizado pela Nosso Time Eventos Esportivos – para quem quer se divertir, com certeza será uma boa pedida!

Veja o calendário e se defina suas próximas corridas neste link!

3ª Etapa do Circuito Beneficente de Corridas Óticas Winnikes – Etapa Gui Darin

Hoje, domingo, 23, fui prestigiar a etapa de encerramento do Circuito Beneficente patrocinado pelas Óticas Winnikes.

A corrida ocorreu no Parque Barigui, com provas de aproximadamente 5 e 10K e mais uma vez mostrou-se muito bem organizada pelo pessoal da Brasil Runner’s.

A instituição beneficiada nesta etapa é o instituto Guilherme Darin – Gui Darin, entidade filantrópica de âmbito nacional, beneficente, voltado à defesa dos direitos e ao atendimento social e educacional gratuitos de segmentos mais vulneráveis da população constituída por crianças, jovens, adultos e idosos, em situação de risco social ou com deficiências. A prova arrecadou mais de R$4.000, segundo informação divulgada pelo locutor da prova!

Como minha meta é a Meia Maratona, optei por não correr tendo em vista que acabei de participar do desafio de 18K na Maratona de Curitiba, mas mesmo assim, fui conferir a prova.

Adorei encontrar amigos e principalmente conhecer algumas amigas até então apenas “virtuais”.

Seguem algumas fotinhos!

Troféus e Medalhas. Esta prova ainda premia os primeiros colocados com óculos Nike e os primeiros de cada categoria dos 10K com tênis

Troféus e Medalhas. Esta prova ainda premia os primeiros colocados com óculos Nike e os primeiros de cada categoria dos 10K com tênis

Com a Ana Paula, do grupo "Loucas por Corridas" - Pensa em uma mulher que corre  rápido!

Com a Ana Paula, do grupo “Loucas por Corridas” – Pensa em uma mulher que corre rápido!

As sempre super animadas meninas do "The Running Mons"

As sempre super animadas meninas do “The Running Mons”

Com a linda Chris, que aproveitou pra conhecer e encomendar um CoolBelt pra ela!

Com a linda Chris, que aproveitou pra conhecer e encomendar um CoolBelt pra ela!

E o papai Michel, que sempre corre com o super especial Gabriel. Eles estão se preparando para a São Silvestre!

E o papai Michel, que sempre corre com o super especial Gabriel. Eles estão se preparando para a São Silvestre!

7 coisas que aprendi correndo

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1. O CORPO HUMANO É UMA MÁQUINA PERFEITA

Nós, humanos, temos a máquina top de linha, o ápice da evolução. Não só pelos polegares opositores, pela fala… Nosso corpo todo é o mais desenvolvido de todos os seres vivos. Garanto que poucos sabem, mas nós somos o único animal que transpira pelo corpo todo. Nosso sistema de arrefecimento é o melhor que existe. Só nós podemos correr por horas e horas sem parar, por que suamos e nos resfriamos. Se forçarmos um cavalo ou um cachorro, por exemplo, a correr sem parar, eles superaquecerão e morrerão. Isso nos ajudou na época que dependíamos da caça para nos alimentar e nos possibilita hoje participar de maratonas e ultramaratonas.

2. PACIÊNCIA É FUNDAMENTAL PARA ATINGIR SEUS OBJETIVOS

Como uma boa máquina, nosso corpo exige cuidados e deve ser usado adequadamente. Se forçarmos, quebra. Não é por que, como eu disse, temos uma “máquina perfeita”, que podemos sair agora mesmo e correr 42km ou num pace incrível. Até uma Ferrari precisa ser “amaciada” antes de testar seus limites.

3. NOSSOS LIMITES SÃO IMPOSTOS MAIS PELA MENTE DO QUE PELO CORPO

Querer vencer significa já ter percorrido metade do caminho.” A frase de Paderewsky é verdadeira.

Em regra, uma vez respeitado e “ouvido” o nosso corpo, os maiores limites são enfrentados dentro de nossa cabeça. Os “eu não posso”, “eu não consigo” em geral nos prendem muito mais do que eventuais problemas físicos. Na corrida, histórias de superação de atletas que enfrentaram graves limitações físicas e as venceram são constantes. Agora, se o problema for falta de vontade, falta de confiança em si mesmo… bom, daí fica mais difícil, mesmo. Trabalhar a mente também é importante.

4. NENHUM TREINO É EFICIENTE SE NÃO ESTIVER ALIADO À DIETA

Se muita gente começa a correr para emagrecer, quem continua sempre chega ao ponto em que percebe que terá que prestar mais atenção para a alimentação para poder correr melhor. Nem corrida, nem nenhuma atividade física no mundo fará resultado se a dieta for baseada em massas, açúcar e álcool… Seus resultados serão compatíveis com seus esforços.

5. O CLIMA DE CURITIBA NEM É TÃO RUIM ASSIM

Segundo o divulgado pela própria prefeitura, em 2013, Curitiba teve mais dias nublados do que Londres, na Inglaterra.
Corro há cerca de 2 anos e meio. Posso contar nos dedos de uma única mão quantas as vezes deixei de treinar por que o tempo não permitiu. Uma só vez, nesse meio tempo, o Barigui esteve alagado.
É certo que já corri debaixo de chuva (e é bom!), corri no dia da neve em 2013, mas em geral, o clima curitibano é bem agradável, com temperaturas amenas, é o ideal para correr.

6. NINGUÉM É UMA ILHA

Apesar da corrida ser um esporte individual, todo corredor acaba precisando de outras pessoas. Você não precisa estar em uma assessoria (embora o trabalho de profissionais da área ajude muito), mas seja nos parques, seja nas provas, a gente acaba sempre tendo contato com mais gente e acaba criando laços, apoiando-se mutamente, torcendo um pelo outro…e…

7. SIM, É POSSÍVEL SE DIVERTIR COM AMIGOS SEM ESTAR EM VOLTA DE UMA MESA

Antigamente, eu costumava achar que diversão estava ligada à comida. Qual o sedentário nunca ouviu o discurso “ninguém faz amigo na academia” ou “quem convida alguém pra correr no parque?”. Pois então, desde que comecei a correr, embora alguns amigos “de balada” tenham se afastado, descobri que sim, se faz muitos e bons amigos correndo, e que a gente convida os amigos pra correr no parque às 6h00, às 7h00 da manhã. E nem precisa beber pra eventualmente querer dar “abraço coletivo”. A endorfina se encarrega disso!

Parar ou não parar: Eis a questão.

Ontem à tarde, corri minha primeira prova depois da lesão no meu pé esquerdo. Quando foi diagnosticada a sesamoidite, eu estava me preparando para correr uma Meia Maratona. Ontem, eu estava inscrita para uma prova de 10K (10.400m na verdade), na 6ª Etapa do Esquenta Panturrilha, Circuito de 10 provas organizado pela Nosso Time Eventos Esportivo, a mesma empresa responsável pela Meia de Curitiba, que seria a minha prova alvo do ano, que tive que desistir.

A organização estava perfeita. No Parque Náutico de Curitiba, lindo, com uma pista grande, larga, ótima para correr. O dia, também lindo, apenas muito quente e seco para os padrões curitibanos e o horário inusitado para uma prova de corrida: 16h00.

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Apenas para registrar, vi algumas reclamações de quem não conseguiu retirar seu kit. Os kits estavam sendo entregues na sexta-feira e no sábado, até o meio-dia, na loja Procorrer da Augusto Stresser. Tal informação foi amplamente divulgada nas redes sociais (páginas da Nosso Time, do Esquenta e até da Meia Maratona de Curitiba) além de constar do regulamento e de mais de um e-mail enviado aos inscritos (eu recebi ao menos dois nesse sentido). No entanto, alguns corredores queriam retirar na hora, dizendo que em outras etapas foi possível…

Pois bem, deixo que cada um faça o julgamento que quiser, se foi falha da organização ou dos corredores…

 

Eu e meu marido, na frente, e o Cédric mostrando a língua atrás (pensa em um amigo pra todas as horas? Ele e a esposa, Mel, são assim!)

Eu e meu marido, na frente, e o Cédric mostrando a língua atrás (pensa em um amigo pra todas as horas? Ele e a esposa, Mel, são assim!)

Porém, quanto a mim, quando o médico me liberou para voltar a correr, as ordens foram claras. Iniciar devagar, a partir dos 3K, aumentando gradativamente e sem forçar no ritmo nos primeiros 30 dias, quando então deveria retornar para uma reconsulta para a liberação definitiva (ou não). Expressamente o médico determinou: Sem treinos de tiros, intervalados e muito menos provas nesse período.

Não resisti e, como sempre, solicitei minha inscrição para a prova de 10K. Meu marido, que sempre corria a prova de 5, estava inscrito pela primeira vez na prova de 10K também, depois de tantas lesões (desde que começou a correr há dois anos e meio, já se acidentou de moto e depois fratura por stress nas duas tíbias).

Com o calor (ouvi dizer 27⁰, que é temperatura de alto verão por aqui, jamais esperada para o inverno…), confesso que ambos pensamos em nem ir… mas fomos. E lá, o dilema era completar ou não a prova. Ele, que queria estrear na distância, não sabia se era o ideal com aquele calor todo… eu, desobedecendo técnico e médico, não sabia como lidaria com a questão: O que seria pior? Insistir e fazer os 10K pelo simples motivo de que “sou brasileira e não desisto nunca?”, correndo o risco de ir ao médico na segunda-feira (consulta já agendada) e escutar que devo parar novamente,  ou aceitar as ordens, fazer apenas os 6K da planilha, em ritmo leve, ser desclassificada da prova, não pontuar no ranking do Circuito mas pelo menos não levar bronca de ninguém e  ficar com a consciência tranquila de que fiz tudo que era possível para me recuperar?

Pois então… Dada a largada, decidimos correr juntos, meu marido e eu. Avisei que correria o tempo todo dentro do pace determinado pelo meu técnico para o treino estabelecido na planilha: 6K em 6min/km. A prova era de duas voltas numa pista de 5.200m.

Apesar do calor, consegui manter de forma tranquila o pace determinado (antes da lesão, corria em torno de 5’20”min/km, mas 6 estava bom…) O calor exigiu que nos dois pontos de hidratação por volta, eu desse pequenos goles d’água e o resto fosse jogado na nuca (#ficaadica para quem está começando…), mas a dúvida sobre parar ou não dominava o meu pensamento…

Ah, faltando um km para concluir a volta, consegui engolir um mosquitinho… kkkkkk Não parei, não diminui… tossi um pouco mas depois brinquei com meu marido que estava ao lado: “Tudo bem! É proteína extra pra dar força na prova!”….

Pois bem, ao concluir a primeira volta (5.200m) eu estava bem, inteira, e sabia que podia correr mais. Mas por isso mesmo, resolvi parar. Tentei incentivar meu marido a continuar, destacando que mesmo ele não tendo corrido no ritmo mais forte dele, ele estava muito melhor do que muita gente que ficou pra trás e soltei um “Taca-le pau!” para fazê-lo rir, avisando que pararia quando completasse os 6K da minha planilha.

Ele, então, finalmente acelerou, me deixando pra trás e eu fiquei de olho no relógio. Quando marcou 5.700m, eu simplesmente dei meia volta e corri os outros 300m pela grama, sentido contrário da prova (quem me viu, deve ter me achado louca… eu não estava mal, eu não parei, só corri no sentido contrário…).

A sensação foi estranha. Primeira prova que não completo na vida. E decidi por isso bem, sem dor. O “treino” estava completo. A prova não. Missão cumprida por um lado, um gostinho amargo por outro… Levei um tempo pra ter certeza que tomei a decisão certa. Terei a consciência tranquila na segunda-feira ao fazer o meu feedback, tanto para o Coach, como para o médico.

Fui fazer uma massagem no stand da Ademilar e depois aguardar, ansiosa, pelo maridão na chegada…

Massagem pós prova é tudo de bom!

Massagem pós prova é tudo de bom!

Com cerca de uma hora de prova (considerando que a primeira volta foi comigo) e debaixo de Sol forte, meu amor terminando a primeira prova de 10K (10.400m)

Com cerca de uma hora de prova (considerando que a primeira volta foi comigo) e debaixo de Sol forte, meu amor terminando a primeira prova de 10K (10.400m)

“Sou brasileira e não desisto nunca”, sim. Eu não desisto de correr e por isso optei por parar, de acordo com o estabelecido pelo meu treinador…

2014 chegou! Hora de fazer um balanço do ano que passou e definir novas metas!

2014

Fim de ano normalmente é sinônimo de correria (e não de corrida) pra mim. Sempre trabalhando, sempre com presentes pra comprar, ceia para preparar… Então, apesar de 2013 ter sido um ano muito bom e as expectativas para 2014 sejam ainda melhores, confesso que já comecei o ano um pouquinho cansada.

Não foi ainda em 2013 que corri a São Silvestre, embora fosse uma das promessas do último Revéillon. O combinado era que fossemos correr eu, meu marido e mais um casal de amigos. No entanto, meu marido e a Mel, minha amiga, tiveram lesões que os impediram de treinar por algum tempo, o que fez com que renovássemos a promessa para o próximo dia 31.

Eu também enfrentei uma pequena lesão e um batalhão de exames e consultas médicas… A “rasgadura” no abdômen atrasou meus planos de recordes pessoais nos 5K mas foi um pouco a responsável pela mudança de foco – nem tanto baixar tempo, mas aumentar a quilometragem.

No entanto, durante o ano baixei meu tempo nos 5K. Se em 2012 terminei o ano tentando sair da casa dos 30min, consegui 25m07 em uma das minhas voltas da Maratona Beto Carrero (depois da lesão) e antes disso, 25m34 na Stadium Marathon.

Apesar de não ter chego nos sonhados e dificílimos 23min mas estreei em distâncias maiores, concluindo 9K em 47min e 10K na casa dos 55min (55m29 na estréia, prova realizada com a Maratona de Curitiba, e 55m10 na Prova Rústica de Pinhais).

Se inicialmente pretendia correr uma prova por mês, corri um pouco mais… Finalizei o ano com 18 medalhas e um troféu: O 4˚ lugar na Categoria Advogada na Corrida do Tingui.

O saldo, foi, sim, positivo em 2013. Agora, para 2014, quais os meus planos?

Mais pódium, sim, nos 5K, mais corridas de 10K e, se tudo der certo, minha estréia na Meia Maratona. Data, clima e percurso ideal? Buenos Aires, quem sabe! Mas tem Florianópolis também… definições somente após uma boa conversa com o Técnico para ver o tempo de preparação, e com o marido para organizar a viagem.

Calendário_Corrida_Lua_Cheia_2014Fora a meia, o que quero mesmo é continuar promovendo “O Barato da Corrida”, com a divulgação e participação das provas mais em conta ou cuja inscrição se reverta em doação. Quero provar que dá pra correr, divertir-se e pagar pouco. Começo já nesse mês de janeiro correndo, depois de um ano, novamente uma etapa do Circuito da Lua Cheia.

Esse Circuito é muito legal pois acontece em absolutamente toda quarta-feira de lua cheia (doze provas por ano), com um valor super acessível e você só paga (e leva) a camiseta se quiser e, no final, tem uma mesa de frutas enorme e tudo é muito bem organizado. Em janeiro, a prova ocorrerá no dia 15, mas vale a pena ver o calendário completo – no final do ano tem premiação para os melhores de todo o Circuito! Para maiores informações, acesse o link clicando na foto ao lado!

A excelente prova realizada em Pinhais/PR

Pouco tempo atrás, ressurgiu no facebook do Corre, Mulher! a discussão da “pipoca” e acredito que até perdi leitoras por expor minha opinião contrária à participação em eventos esportivos sem a devida inscrição.

Mas, como o famoso argumento do  alegado valor abusivo das inscrições é bastante frequente (embora duvidoso, pois embora tenha realmente gente com dificuldades financeiras, conheço gente que dirige carro que vale mais do que meu apartamento e vai correr de pipoca mesmo assim), resolvi  tentar, dentro do meu alcance, fazer algo para mudar essa situação, mostrando que é possível participar de provas legais, tendo seu tempo devidamente aferido, eventualmente com kits bacanas, sem que tenhamos que gastar fortunas pra isso.

A primeira prova divulgada por aqui foi a realizada este domingo e foi realmente muito boa, para reforçar a idéia de que vale a pena participar dessas provas e me dar motivação extra pra levar pra frente o projeto “O Barato da Corrida” por aqui!

Estacionamento fechado. Segurança garantida!

Estacionamento fechado. Segurança garantida!

A 4ᵃ Corrida Rústica de Pinhais já começou nos surpreendendo:  A largada seria no Kartódromo Raceland, o qual cedeu o espaço de estacionamento fechado de forma gratuita. Não houve assim, qualquer preocupação com segurança ou qualquer extorsão por “flanelinhas” como ocorre em toda etapa do Circuito Adidas no Jóquei Clube, que tentam cobrar R$ 5,00 ou R$ 10,00 adiantados para “cuidar do carro” na rua e nunca encontramos ninguém por perto quando vamos embora.

Banheiro de verdade!!!

Banheiro de verdade!!!

Entrando no kartódromo já outra boa surpresa: os banheiros estavam liberados. Note-se que na Maratona Beto Carrero, em Penha/SC, embora tenha uma super estrutura no kartódromo e seja a inscrição mais cara que já paguei até hoje, os banheiros ficam interditados para os atletas, disponibilizando-se apenas banheiros químicos. Só quem já precisou de banheiro antes da prova tem noção do quão bom é ter um vaso sanitário de verdade e uma pia pra usar…. Então é sim de se destacar este ponto positivo da prova.

A prova teve largada pontual às 7h30, percurso totalmente plano e o único trecho (de aproximadamente 1,5km) que a rua não era asfaltada estava em boas condições e contava ainda com uma ciclovia de asfalto ao lado, para quem quisesse utilizar.

Durante todo o percurso, boa sinalização e bom controle pela organização e pela guarda municipal do Município nos cruzamentos, evitando buzinaços e/ou carros “tocando em cima” dos atletas.

O clima também ajudou. Embora quente, a manhã estava nublada. O único ponto negativo que posso afirmar foi quanto a distribuição de água. Havia 3 pontos de hidratação bem distribuídos nos 10K. Porém, talvez por falta de experiência do staff ou por falta de staff mesmo, não sei ao certo, a entrega dos copos d’água estava um pouco demorada.

A limitação em 1000 atletas garantiu a boa estrutura da prova

A limitação em 1000 atletas garantiu a boa estrutura da prova

No primeiro ponto, não consegui pegar água pois estavam tentando tirar a fita adesiva que lacra a caixa de papelão. Um amigo que passou por lá pelo menos 3 minutos antes relatou o mesmo problema. Quanto tempo se leva pra abrir uma caixa? E por que a caixa estava lacrada? Águas todas quentes também, o que eu nem reclamo, pois pelo que sei água muito gelada é ótima pra “quebrar” o atleta… mas no verão, na nuca, até que vai bem…

Durante a prova, segui as orientações do meu técnico que mandou pegar leve e lembrar que não se tratava de prova alvo. Embora estivesse com um dos técnico e dois colegas de assessoria que queriam aproveitar o percurso plano pra fazerem tempo, optei por largar de leve, um pouquinho pra trás deles para não cair na tentação de largar forte e acabar quebrando no final… Inicialmente, estava um pouco assustada, achando que o nível de todos era muito alto. Fiquei com medo de me ver muito ultrapassada e que isso me desestimulasse… mas ficando um pouco mais pra trás e ouvindo uma conversa ou outra das atletas, já me acalmei. Eu não era a única amadora por lá.

Minha chegada registrada pelo Tiago!

Minha chegada registrada pelo Tiago!

O percurso plano realmente ajudou e garantiu muitos recordes pessoais (do Tiago – técnico da Trainer, do Ricardo, do Luizz). Fiz a prova num ritmo mais ou menos constante e, quando pude avistar o relógio na chegada, já mudando do minuto 54 pro 55, apenas, é que dei um sprint final, garantindo também o meu melhor tempo: Passei na linha de chegada exatamente no tempo bruto de 55’29”, que era o meu tempo líquido da minha primeira prova. Terminei, assim, com 55’10” líquido, em 49˚ lugar geral e 10˚ na minha categoria – super feliz e orgulhosa dessa vez!

Mais fotinhos!

Com o Luiz, do blog Corridas do Luizz

Com o Luiz, do blog Corridas do Luizz

Galera Trainer

Galera Trainer

O resultado! 55'10"!
O resultado! 55’10”!

 

O barato da corrida (ou em busca da corrida barata)

Vamos lá, mais uma vez, enfrentar o assunto polêmico…

PIPOCASou contra, sim, à “pipoca” em corrida.

E o argumento que mais ouço de quem é a favor é de que o preço é abusivo. Então não corra as provas caras, oras!

Eu não frequento restaurante que acho muito caro, e se a comida valer muito a pena, eu economizo e vou, de vez em quando.

Eu não compro nada que não tenho dinheiro pra pagar, não ando de ônibus pela porta de trás, então por que eu me daria o direito de utilizar de uma estrutura pela qual não paguei?

Daí fulano diz que a prova da Adidas é cara… se pensar bem, nem  é não… vai comprar uma boa camiseta para correr para ver quanto custa…  Ah, mas daí me responde que dispensa a camiseta… Nas provas mais baratas não tem kit. Por que, então, o mesmo fulano não corre nessas?

E não venham me dizer que pipoca não atrapalha. Atrapalha sim e eu vou dizer por quê:

1. Não tem como precisar o número de pipocas que aparecerão. Como saber se o local escolhido comporta tanta gente? Terá estacionamento próximo? E o staff, conseguirá manter tudo em ordem? Depois reclamam de má organização da prova, mas as empresas não têm bola de cristal…

2. Mentira de quem diz que “pipoca” não bebe água. Bebe sim. E das duas, uma. Ou faltará água, ou a organização comprou mais água do que seria suficiente para quem está inscrito, já considerando o número maior de pessoas. Neste caso, qual o resultado? Aumento de preço da inscrição pra quem pagou. Ah, só pra constar, já vi, de verdade, em prova, faltar medalha. E “pipoca” sair se achando o esperto por que conseguiu uma. Daí vai me dizer que é um ou outro que aceita a água? Ah, tá! Faz de conta que alguém acredita.

3. Desculpa se parece preconceito, mas pela minha mera observação, a maioria dos “pipocas” não tem comprometimento com o esporte. E, pelo que vejo, nunca são os que treinam sério. Logo, sim, eles estarão lá prejudicando aqueles que se preparam para a prova e querem bater suas metas. Serão muitas vezes aqueles que a gente tem que pedir licença para passar por que estão correndo (ou até andando) em linha, batendo papo… Quem treina sério, quer seu tempo registrado oficialmente, até por que há provas que exigem índice para inscrição.

4. E quando o pipoca até corre pra valer, atrapalha também na hora da chegada, quando precisa ficar um monte de staff gritando para que saiam pelas laterais. No mínimo tira a concentração e confunde muitos dos inscritos…

 

Então, se você era (por que espero, do fundo do coração, que pare para pensar e veja que não é legal) da turma da pipoca, eu faço uma promessa e um desafio para você:

Lancei outro dia a idéia no Instagram e no facebook: Em 2014 vamos dizer não à pipoca e prestigiar as provas mais baratas ou gratuitas? Eu prometo divulgá-las por aqui sempre e também participar mais delas… Vamos comigo?

Ainda, quem souber de provas acessíveis em qualquer lugar do Brasil (ou lá fora, por que não?) e quiser ver divulgadas por aqui, pelo facebook ou pelo Instagram do Corre, Mulher! é só me avisar, por e-mail, mensagem, comentário e até por sinal de fumaça… chegando, eu divulgo… Topa?Pelo Instagram, basta marcar #corremulher e #obaratodacorrida

Já no dia 15/12/2013, ainda este ano,  participarei da prova de 10K em Pinhais/PR, cuja inscrição exige apenas a doação de uma lata de leite e tem percurso predominantemente plano. Bora correr?