Lábios rachados nunca mais!

O dia do beijo já passou, mas mesmo assim é bom falar garantir os lábios suaves, não?

No ano passado, no início do inverno, eu pedi ajuda, pelo blog, para que me indicassem bons protetores labiais, pois meus lábios são super sensíveis e racham, ardem super facilmente e pra piorar, ainda tenho a mania de ficar arrancando as peles soltas e machucando ainda mais.

Então, depois de testar alguns produtos por dois invernos (o do ano passado e o mês de janeiro, nos EUA), cheguei a uma pequena lista, com 4 produtos que têm me ajudado bastante a manter os lábios macios, mesmo pegando o frio da manhã quando saio pra correr. Quem corre sabe que nos dias mais frios a pele sofre e o lábio costuma ser o mais prejudicado, então o ideal é começar a se prevenir desde já, enquanto as temperaturas ainda estão amenas!

Segue abaixo a lista, sem qualquer jabá, só com as minhas reais impressões:

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Nivea Med Protection FPS 15 – Em bastão, foi o primeiro que comprei. É fácil de achar, em farmácias ou até mesmo em supermercados. É bom para o uso diário, preventivo. Como ele tem uma pequena proteção solar, ajuda a manter os lábios em ordem, mas, quando o lábio já está ressecado e machucado, não dá uma sensação de grande melhora. Uso, às vezes, antes do batom. Preço médio de R$ 10,00

Bepantol Derma Regenerador Labial – Em bisnaga, creme de fácil absorção.  Tem um cheirinho e gosto de pomada, mas de leve, nada que encomode e ajuda, realmente, na regeneração do lábio já danificado. Encontra-se em farmácias. Preço médio R$ 25,00

EOS Lip Balm – É o lip balm da modinha, aparece até em clip da Miley Cirus. Com embalagem fofa, redondinha e colorida, com diversos “sabores” diferentes, aparece em vários clipes de divas pops. No entanto, é realmente muito bom. A consistência é boa, dá sensação de que dura na boca e pode ser usado tanto para prevenir, como para recuperar. Se for viajar pra fora, vale a pena trazer vários, inclusive para dar de presente para as amigas, pois lá é baratinho e não tem quem não use! Paguei U$2.99 no Target, em Miami. No Brasil, não é tão fácil encontrar, mas poderá achar em sites especializados entre R$ 17,00 até R$ 29,00.

Carmex – Mais um “das gringas”. Com opções em bastão, creme ou bisnaga, é super econômico. Comprei a embalagem com 3 bisnagas por apenas U$ 2.79, também no Target de Miami. A opção de bisnaga é uma pomada grossa, com cara e cheiro de “Gelol”, dá inclusive aquela sensação de formigamento quando passado no lábio. Mas é, de longe, a melhor opção pro lábio muito machucado. Só passo quando é caso de calamidade e preciso de um “tratamento de choque”. No Brasil, também é possível achar em sites e lojas especializadas a partir de R$ 16,00.

Você já experimentou algum deles? O que achou? Tem outras sugestões? Compartilha suas impressões com a gente! O inverno chega logo e não queremos ninguém de lábio machucado, não?

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Desafio Braves – 1ᵃ Etapa 2015

Como eu já havia adiantado por aqui, ontem fui conferir como é uma “MudRace”, ou seja, uma corrida de obstáculos na lama.
Meu marido e colegas de trabalho montaram dois trios (um masculino e outro misto) para participar da prova, que tem 3 etapas programadas para este ano e eu fui junto, para registrar tudo e contar por aqui.
Pra quem acha que eu me convenceria a participar da próxima etapa, já na chegada, vi que realmente não era prova pra mim… logo depois que estacionamos, eu já escorreguei numa descida de estrada de chão e fui com o joelho direito no chão, o qual ficou todo ralado e inchado… Mas, tudo bem… era só o início do dia e eu sabia que não chegaria limpa até o fim!
Ano passado, na primeira edição aberta ao público externo (as primeiras eram para alunos da Academia Be Happy, organizadora), eram 500 inscritos. Desta vez eram 1500, motivo pelo qual a largada foi divida em baterias – Primeiro as baterias individuais, depois em dupla e, por último, em trios.
braves1Meu marido e os amigos, de olho no prêmio de melhor fantasia (que não veio), resolveram correr de camisa e gravata. Imagina se não chamaram a atenção? Entre as explicações do “povo do escritório” ou dos “doutores” como foram chamados, era que estavam fugindo da operação “Lava Jato”, que iam para o culto, que tinham uma reunião importante e – a minha preferida – que eram o Noivo e os padrinhos do casamento que aconteceria logo depois da prova! Foi com certeza uma diversão à mais na prova que por si só já é uma loucura.
braves3Eles largaram já mais pro final, então não tinha como ter pressa. Eram filas para passar para os obstáculos. Embora a opção por não fazer algum obstáculo acarretasse muitas vezes em penalidade de tempo menores do que a espera, em geral os participantes optavam por enfrentar as filas, pois numa prova como essa, muito mais do que concluir rapidamente, o importante era o sentimento de superação.
Eu, de máquina fotográfica em mãos, ficava correndo de um lado pro outro, tentando registrar o máximo possível da participação deles, de forma que acabei a prova super suja de lama e toda vermelha do Sol, pois levaram cerca de 3 horas para vencer todos os obstáculos (e sim, eram muuuuitos!)
braves2O lugar (CT Leandro Silva, um centro de treinamento para motocross) é incrível e o trabalho de meses para construir os obstáculos é de ser valorizado. Muito capricho e segurança para atender os atletas (claro que um outro acaba se machucando, mas o staff estava de prontidão para atender, com ambulâncias dando os primeiros socorros). No entanto, só pecaram um pouco, na minha opinião, em não aumentar a estrutura da prova proporcionalmente ao aumento do número de participantes.
As filas para alguns obstáculos eram gigantescas. E para o público presente – famílias e amigos – faltou água, bebidas em geral, sendo que até mesmo para os atletas das últimas baterias faltou qualquer opção de almoço no local, pois como demoravam muito para concluir a prova, não havia mais costela, não havia mais hamburgueres no FoodTruck presente no local…
Por outro lado, eles tiveram o cuidado de entregar uma camiseta (linda!) de finisher apenas aos concluintes, como tem que ser, junto à medalha e oferecer chuveiros aos participantes (fundamental!).
Para quem participou sem stress de competir, apenas para se superar, as longas filas não estragaram a festa e a prova virou praticamente um evento para o dia todo. Meu marido já disse que participará das demais etapas programadas. Eu? Continuo com meu lema, dos “Pôneis Malditos”: “Odeio barro, odeio lama, não vou sair do lugar!”, mas que foi um dia muito divertido, isso foi!

Mais fotinhos:

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Segue aqui o link para o vídeo no You Tube (eu filmei e meu marido editou…).

“Genética Boa”

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Vou contar uma coisa pra vocês: Antes de eu descobrir a corrida de rua e ficar completamente viciada pela modalidade, eu me apaixonei por outro esporte: Por pouco mais de um ano eu tentei treinar Boxe.

Durante um bom período, cheguei a treinar duas horas por dia, de segunda a sexta.

E por que, então, eu digo apenas que “tentei treinar Boxe”?

Por que eu era, de longe, a pior aluna da academia. Quando entrei, sequer pular corda eu sabia, então nem o aquecimento eu conseguia realizar direito. Com o saco de areia? Super descoordenada! Lutar com alguém? Nem pensar. Jamais tentei.

No entanto, depois de tantos “jab”, “direto” e “cruzados”, eu saía da academia super leve, endorfinada em grau máximo… E por falar em leve, foi o período da minha vida que mais perdi gordura e ganhei massa magra. O Boxe me fazia um bem incrível.

Depois, por algumas mudanças no trabalho, acabei saindo da academia e logo depois comecei a correr. Com a corrida veio a musculação e o boxe não coube mais na rotina, mas de vez em quando ainda tenho vontade de voltar.

Mas por que eu estou falando isso?

Por que eu acho que não interessa o quão bem você corra, nade, pedale ou jogue bola. Não interessa o seu pace, se você leva ou não jeito para corrida. Desde que o esporte lhe faça bem, por que desistir?

Detesto ouvir que “Fulano” não tem biotipo ou genética “boa” para a corrida… Que absurdo! Se estivéssemos tratando de atletas profissionais, de busca por índices olímpicos, se fossemos querer nos comparar com Usain Bolt ou Paula Radclife, ok. Mas não é, definitivamente, o caso da maioria de nós, pobres mortais corredores! Então para que impor barreiras para quem está se esforçando tanto?

Eu era muito ruim no boxe, sou um pouco melhor correndo, mas estou muito, mas muito longe da elite, mesmo. Mas é justamente por isso que pretendo continuar correndo: Para vibrar a cada segundo baixado no relógio, cada vez que o ponteiro da balança baixar um pouquinho, sempre contrariando a tal da genética. Quer vitória maior que essa?

*Texto originalmente redigido para a coluna semanal do Vivo Esportes