Quase como se fosse a primeira…

Como estou vindo de lesão, todo mundo sabe, estava tentando pegar leve e não iria me inscrever para muitas provas este semestre… Ocorre que outro dia vi um post num Facebook de um sorteio para uma prova… Inscrevi-me para o sorteio e…pronto! Neste último sábado, corri  2a Etapa do Circuito de Corridas Óticas Winnikes – Etapa CVV, no Parque Tingui.

A boa impressão já começou na retirada de kit nas Óticas Winnikes. Povo animado, educado, cafézinho… se me deixassem (os compromissos de trabalho, claro!), acho que ficava o dia todo batendo papo. Kit lindo, me mostraram a foto da medalha, os óculos da premiação dos primeiros lugares gerais…

kit

No sábado, dia da prova, já acordei ansiosa… fui ao Barigui acompanhar o treino do meu marido, mas não corri, poupando-me para a noite. Fui ao salão à tarde e… adivinhe o assunto? Vou correr à noite… “Não vou fazer escova por que vou sair daqui e prender o cabelo pra correr”… Tudo era motivo pra falar da prova…

Fui pra casa, descansei um pouco e me arrumei… Conferi a bolsa três vezes… faixa pro cabelo, viseira, carteira, blusa pra por no pós prova… Pronto! #PartiuTingui… Bora atravessar a cidade inteira pra chegar… Quando estava quase ao lado do parque, me “cai a ficha” e falo pro meu marido que estava indo comigo, apenas para acompanhar e ser meu “personal staff”: – “Amor, você vai me matar… Esqueci o chip e o número de peito!”

Sério… eu, corredora há quase 3 anos, super ansiosa, acostumada a, antigamente, fazer provas semanalmente… consegui esquecer o chip em casa!!! Ah! Primeira coisa que veio na cabeça foi que a prova estava perdida… Imagina o humor do meu marido? Fez a volta e nos colocamos a atravessar a cidade de novo. Espero que não chegue nenhuma multa em casa!

Em casa, peguei o envelope, corri de novo pro carro e já comecei a me ajeitar pra largada pelo caminho, colocando o chip no tênis, prendendo o número de peito… E fomos indo pro parque seguindo as orientações do aplicativo Waze que costuma indicar os caminhos com menos trânsito… Só que nos levou para o outro lado do parque!!! Mais correria para conseguir chegar ao lugar da largada…

Bom, cheguei faltando cerca de 5 minutos. Fui direto ao funil e meu marido foi estacionar… A prova atrasou cerca de 5 minutinhos ainda, até a Guarda Municipal confirmar o bloqueio das ruas próximas. Nada demais e tempo para eu baixar a adrenalina da confusão e fazer um pequeno alongamento/aquecimento ali mesmo, no funil.

Dada a largada, até comecei um pouco forte, no impulso e acompanhando os demais, mas percebi e resolvi segurar.

O marido, além de motorista, vira fotógrafo

O marido, além de motorista, vira fotógrafo

largada1

Como a prova era de duas voltas em um percurso de pouco mais de 5.200m, resolvi que a primeira seria de reconhecimento e na segunda, se possível, tentaria pegar mais pesado. Mantive então um pace entre 5’40” e 6′, olhando no relógio em toda a primeira volta pra não baixar demais, mesmo nas descidas. Fui sendo meu próprio “coach”, falando pra mim mesma segurar, fazer a minha prova, esquecer os outros, aproveitar as descidas para respirar… Virei a primeira volta na casa dos 29min e vi que terminaria a prova dentro do pretendido se conseguisse manter o mesmo ritmo, então foi o que fiz. Também não forcei na segunda volta.

O percurso inteiro estava muito bem iluminado (um único trecho mais escuro, com um pouco de lama, mas acho que não dava nem 50m), as ruas bem sinalizadas e os pouquissimos cruzamentos a serem atravessados tinham a guarda municipal controlando o tráfego, com agentes atentos e bem educados. Os pontos de hidratação também bem distribuídos, tapete de verificação no meio do trajeto, muitos staffs no percurso, tudo certinho, como a gente espera de uma prova!

Nota 10 a organização, de verdade! Como não haviam tantos corredores assim (alguém sabe o número exato?) o funil de chegada fluiu tranquilo, com staffs educados, que destacavam a parte destinada à medalha e o isotônico, que pude até escolher o sabor! Nada, mas nada mesmo a reclamar!

pódio

Como eu tenho o costume de dar pequenos goles d’água, apenas, durante a prova, e usar a água pra jogar na nuca, cheguei completamente encharcada e a noite estava um pouco fria, então, mesmo trocando de blusa na chegada, ainda assim estava com muito frio e acabei não ficando até o fim da premiação, não encontrando com amigos que estavam também na prova, mas saí de lá com uma excelente impressão do Circuito e da Brasil Runner’s, organizadora do evento. Nenhuma parceria, nada. Ganhei uma inscrição por sorteio aberto a todos no Facebook, mas realmente me surpreendeu a prova, a preocupação com a segurança, geradores enormes para garantir a iluminação dentro do parque, a premiação nas categorias…

Tudo muito bom mesmo!

Mais uma do marido staff, motorista e fotógrafo. Deu tudo certo graças a ele!!

Mais uma do marido staff, motorista e fotógrafo. Deu tudo certo graças a ele!!

Fiquei em 25˚ lugar geral, entre 40 inscritas, e 5˚lugar na categoria… Mais um pouco, até subia ao pódio, que era até o 4˚ lugar! Mas as meninas que ficaram na minha frente mereceram o pódio! O primeiro lugar na minha categoria terminou a prova na casa dos 44min… merecido o prêmio (um tênis Skechers Go Run!), não? Eu fico satisfeita com minha medalha, meu prêmio por ter voltado a correr sem dor!

EM TEMPO: Após a publicação do post, a organização entrou em contato comigo me avisando que eu estava enganada… o pódio era até o 5o. lugar de cada categoria. Eu fui chamada e não estava lá… Mais um erro de principiante!!! Mas fiquei feliz com a notícia e vou buscar minha medalha de 5o. lugar daqui a pouco, que terá, com certeza, lugar de honra entre as minhas conquistas!

7 coisas que aprendi correndo

sete

1. O CORPO HUMANO É UMA MÁQUINA PERFEITA

Nós, humanos, temos a máquina top de linha, o ápice da evolução. Não só pelos polegares opositores, pela fala… Nosso corpo todo é o mais desenvolvido de todos os seres vivos. Garanto que poucos sabem, mas nós somos o único animal que transpira pelo corpo todo. Nosso sistema de arrefecimento é o melhor que existe. Só nós podemos correr por horas e horas sem parar, por que suamos e nos resfriamos. Se forçarmos um cavalo ou um cachorro, por exemplo, a correr sem parar, eles superaquecerão e morrerão. Isso nos ajudou na época que dependíamos da caça para nos alimentar e nos possibilita hoje participar de maratonas e ultramaratonas.

2. PACIÊNCIA É FUNDAMENTAL PARA ATINGIR SEUS OBJETIVOS

Como uma boa máquina, nosso corpo exige cuidados e deve ser usado adequadamente. Se forçarmos, quebra. Não é por que, como eu disse, temos uma “máquina perfeita”, que podemos sair agora mesmo e correr 42km ou num pace incrível. Até uma Ferrari precisa ser “amaciada” antes de testar seus limites.

3. NOSSOS LIMITES SÃO IMPOSTOS MAIS PELA MENTE DO QUE PELO CORPO

Querer vencer significa já ter percorrido metade do caminho.” A frase de Paderewsky é verdadeira.

Em regra, uma vez respeitado e “ouvido” o nosso corpo, os maiores limites são enfrentados dentro de nossa cabeça. Os “eu não posso”, “eu não consigo” em geral nos prendem muito mais do que eventuais problemas físicos. Na corrida, histórias de superação de atletas que enfrentaram graves limitações físicas e as venceram são constantes. Agora, se o problema for falta de vontade, falta de confiança em si mesmo… bom, daí fica mais difícil, mesmo. Trabalhar a mente também é importante.

4. NENHUM TREINO É EFICIENTE SE NÃO ESTIVER ALIADO À DIETA

Se muita gente começa a correr para emagrecer, quem continua sempre chega ao ponto em que percebe que terá que prestar mais atenção para a alimentação para poder correr melhor. Nem corrida, nem nenhuma atividade física no mundo fará resultado se a dieta for baseada em massas, açúcar e álcool… Seus resultados serão compatíveis com seus esforços.

5. O CLIMA DE CURITIBA NEM É TÃO RUIM ASSIM

Segundo o divulgado pela própria prefeitura, em 2013, Curitiba teve mais dias nublados do que Londres, na Inglaterra.
Corro há cerca de 2 anos e meio. Posso contar nos dedos de uma única mão quantas as vezes deixei de treinar por que o tempo não permitiu. Uma só vez, nesse meio tempo, o Barigui esteve alagado.
É certo que já corri debaixo de chuva (e é bom!), corri no dia da neve em 2013, mas em geral, o clima curitibano é bem agradável, com temperaturas amenas, é o ideal para correr.

6. NINGUÉM É UMA ILHA

Apesar da corrida ser um esporte individual, todo corredor acaba precisando de outras pessoas. Você não precisa estar em uma assessoria (embora o trabalho de profissionais da área ajude muito), mas seja nos parques, seja nas provas, a gente acaba sempre tendo contato com mais gente e acaba criando laços, apoiando-se mutamente, torcendo um pelo outro…e…

7. SIM, É POSSÍVEL SE DIVERTIR COM AMIGOS SEM ESTAR EM VOLTA DE UMA MESA

Antigamente, eu costumava achar que diversão estava ligada à comida. Qual o sedentário nunca ouviu o discurso “ninguém faz amigo na academia” ou “quem convida alguém pra correr no parque?”. Pois então, desde que comecei a correr, embora alguns amigos “de balada” tenham se afastado, descobri que sim, se faz muitos e bons amigos correndo, e que a gente convida os amigos pra correr no parque às 6h00, às 7h00 da manhã. E nem precisa beber pra eventualmente querer dar “abraço coletivo”. A endorfina se encarrega disso!