Quem tem medo de correr na rua?

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Volte e meia ouço alguma amiga comentando que “queria tanto correr” mas não consegue pois não tem nenhum parque perto de casa. Outras correm apenas na esteira, quando queriam treinar no asfalto… O motivo? Medo de correr na rua.

Não vou dizer que a violência não existe. Existe, sim. Nem vou dizer que nunca nenhum corredor foi atropelado… Não vou dizer que o medo é besteira. Não é.

Eu mesma, quando comecei a correr, travava de medo ao pensar em sair à noite e só cogitava treinar em parque, mesmo de dia.

Hoje, no entanto, acho que a “coragem”  foi um dos efeitos colaterais que a corrida me trouxe.  Acredito que com o hábito e alguns cuidados básicos, a gente consegue se virar mesmo sendo mulher, mesmo correndo sozinha, mesmo muito cedo ou à noite…

A seguir, então, algumas dicas que, embora pareçam bobinhas, serviram para mim e podem, quem sabe, ajudar a dar coragem a mais alguma menina que queria treinar na rua:

1)    Busque correr em locais com boa iluminação e com movimento:

Quando corro pela manhã, entre 5h30 e 6h00 da manhã, não vejo problema em correr perto de casa. A região é bem iluminada e tem bastante movimento de carros e pedestres. Como a região é bem abastecida de linhas de ônibus, tem muita gente acordando cedo e indo trabalhar. Por outro lado, à noite, a região predominantemente residencial “morre” à noite. Então, quando o treino é noturno, prefiro correr em outros locais (como por exemplo nos arredores da Praça do Japão, que já citei em posts no Facebook e Instagram). Regiões onde há mais comércio, bares ou restaurantes, tem mais vida noturna e consequentemente mais segurança.

2)    Deixe a carteira e objetos de valor em casa

Além de ser melhor correr sem bagagem, quanto menos coisas tiver a mostra, menos medo de ser assaltada terá. Eu sei que meu Polar não é lá tão barato, mas acredito que não seja um artigo de fácil comercialização no “mercado paralelo”, então é a única coisa que vai comigo. Quem vê uma pessoa correndo de shorts e regata, vê que não tem bolsa pra ter carteira ou celular… Ah, você corre com o celular que acabou de lançar? Nem tudo está perdido… mas quando eu corria com celular preferia uma manguinha curta mais larguinha pra cobri-lo um pouco. Eu, pelo menos, sentia menos medo assim…  O ideal é carregar só a chave (de casa ou do carro).

3)    Deixe o fone de ouvido em casa

Se vai correr na rua, o ideal é estar bastante atenta ao trânsito. Aqui em Curitiba, muita gente (inclusive eu, às vezes) usa a canaleta exclusiva de ônibus para correr. Como não quero ser surpreendida pelo maior ônibus do mundo (sim, ele roda por aqui…), eu prefiro não me distrair. Se você não corre sem música, pelo menos deixe num volume razoável, que não te deixe alheia a todo o resto do mundo…

Observação: Por outro lado, o fone de ouvido até ajuda você a fingir que não ouviu alguma cantada barata de alguém por quem você passou. Sim, elas acontecem. Tem homem que parece que nunca viu uma perna feminina… É só seguir em frente…

4)    Não pense duas vezes antes de parar em um cruzamento

O treino não vai ser perdido se você parar um pouquinho. Melhor dar uns pulinhos no lugar  ou fazer pequenos círculos na calçada por alguns minutinhos do que ser atropelada! O tempo de um semáforo mal deixa a frequência cardíaca cair e tem que lembrar que treino é treino, prova é prova. Você e seu técnico, principalmente, saberão avaliar o pace tirando os tempos dos intervalos. Fique tranquila!!!

5)    Deixe as roupas pretas pra outra hora

O que emagrece não é a cor da roupa de treino, é o treino em si! Principalmente se vai correr muito cedo, quando ainda está escuro, ou à noite, use roupas claras e se possível com detalhes refletivos. Você quer ser vista pelos motoristas, ciclistas e quem mais estiver no trânsito.

6)    Parece óbvio, mas… Atravesse nas faixas de pedestre!

Regras de trânsito são para todos, não só para quem está dirigindo. Os riscos de acidente serão minorados se você fizer a sua parte.

7)    Corra com amigos

Se ainda assim não se sentir segura, tente combinar com amigos nas primeiras vezes. Em grupo, os riscos de assalto são ainda menores. E também, mais fácil de ser visto. Só tem que cuidar com as regrinhas básicas de trânsito, pra não querer alcançar o grupo e passar num cruzamento sem olhar pros lados… melhor ficar para trás por alguns minutinhos, né? E certeza que os amigos diminuirão o passo um pouquinho para esperar quem ficou pra trás…

Já fez seu check-up?

Coincidentemente, na semana em que se comemora o Dia Mundial da Saúde (foi dia 07/04) e o Dia Mundial de Combate ao Câncer (hoje, dia 08), vemos a mídia especializada discutindo sobre o atendimento aos corredores em grandes provas.

De quem é a culpa pelo grande número de atletas necessitando de atendimento? Qual seria o número razoável de profissionais da saúde numa prova com milhares de inscritos?
Sem buscar defender qualquer empresa – que sim, tem obrigação de bem atender e garantir o bem estar de seus clientes durante o serviço por elas prestado – façamos o “mea culpa”…
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Quantos dos milhares de atletas que correm nas tantas provas de todas as semanas estão com seus exames em dia e seguindo as planilhas de um profissional de educação física?
Saúde é coisa séria.
Eu comecei a correr “na louca” mas, em um mês já fazia minha primeira consulta médica para ter certeza que eu podia correr e com seis meses já estava devidamente assessorada.
Correr é bom, sim. Faz bem à saúde, sim. Mas não devemos dar chance ao azar.
Devemos fazer a nossa parte. Check-up é sempre necessário. A prática de qualquer atividade física necessita de orientação para não causar mais problema do que benefício.
O famoso “prevenir é melhor do que remediar” vale muito.
Não sei vocês, mas eu quero correr muito ainda. A corrida faz bem não só pro corpo, mas pra mente… é a hora que relaxo, que esqueço do trabalho, que esqueço da vida… e não quero perder isso.
 Então, independente da exigência real da minha Assessoria de corrida, não deixo meus exames vencerem… Preciso ter a certeza que serei uma velhinha sarada e corredora, aquela que os novinhos vão ficar de cara ao me ver passar mais rápida que eles!
Foto "roubartilhada" do facebook da Paula Narvaez - do "Corre Paula"

Foto “roubartilhada” do facebook da Paula Narvaez – do “Corre Paula

Amanhã, dia 09, é dia de check-up cardiológico e ergoespirometria. Já falei deste exame ano passado e estou ansiosa para comparar os resultados e ver se houve alguma evolução no meu condicionamento…

Sobre o exame, como não sou médica, indico estes dois sites (clique aqui e aqui) para que vocês entendam um pouquinho melhor… depois eu conto dos meus resultados!

Pão de Batata Doce com Chia

Embora esta não seja uma receita com calorias reduzidas, muito menos para intolerantes, celíacos ou veganos,  é uma receita com escolhas saudáveis.

Eu resisti um pouco para comprar uma máquina de pão, mas optamos por comprá-la, lá em casa, por dois motivos:

1. Acordar com cheirinho de pão, quentinho. Não tem despertador melhor! Normalmente o pão é feito para os dias que não treinamos cedo, já para podermos pular da cama e comer o pão tão logo fique pronto, mas já programei algumas vezes para o horário da volta do treino… também funciona bem, embora a gente tenda a exagerar…

2. Poder saber exatamente o que e a qualidade do que estamos consumindo, sem conservantes, sem açúcar, pães verdadeiramente integrais ou sem glúten…

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No entanto, algumas vezes me dou ao luxo de fazer receitas um pouco mais calóricas, mesmo não abrindo mão de “agregar valor” nutricional a elas, pra diminuir ao menos o peso da consciência… o pão de hoje foi o seguinte (já com minhas adaptações)

Ingredientes para um pão de 600

  • 1 copo (medida da máquina) de leite com 1 ovo: Coloque o ovo no copo e complete com o leite
  • 2 colheres (sopa) de óleo de coco. A receita original era de margarina.
  • 1 copo de batata doce cozida e bem amassada.
  • 1 colher (chá) de sal (eu sempre coloco só uma pitada, sem medida exata)
  • 2 colheres (chá) de calda de agave (a receita original era de açúcar)
  • 3 copos de farinha de trigo especial – aqui, usei 2 copos de farinha branca (às vezes uso, quando quero muito conseguir uma massa fofinha… e 1 copo de farinha integral)
  • um punhado de chia
  • 2 colheres (chá ) de fermento biológico seco ou 1/2 tablete de fermento fresco esfarelado.

Siga as instruções da máquina (primeiro os ingredientes líquidos, depois a farinha, por último o fermento). Opte pelo ciclo sanduiche para uma casquinha mais macia. Por levar leite e ovo, não programe para começar a bater a massa horas depois. Eu coloquei tudo na máquina e liguei imediatamente e fui dormir. Perdi o pão quentinho ao acordar, mas não deixei o ovo e o leite em temperatura ambiente por horas para não correr o risco de fermentar e estragar… Embora frio, o pão estava super macio e uma delícia pela manhã!

Olha, se não exagerar nos pães “gordinhos” e nas misturas prontas, a máquina de pão pode, sim, ser uma super aliada na alimentação, viu? Eu adoro!