Promessa é dívida: Receitas

Vamos passar as receitinhas da semana passada?

Quem me acompanha no facebook ou no Instagram deve ter notado que a ordem atual é cuidar da alimentação, mais do que nunca!

Nos preparativos para a minha primeira meia maratona, que deverá ocorrer no segundo semestre, o combinado com meu técnico é que primeiramente eu perca peso e diminua meu tempo na distância de 10K, para apenas em junho começar a aumentar o volume de treinamento.

Então, tenho tentado caprichar nas receitinhas e principalmente nas marmitinhas, pois se tem uma coisa que detesto é comer algo que não seja gostoso… Light, diet, vegano, seja o que for, o importante é ser bom para o paladar!

No domingo, testei uma receita de waffles veganos e foram aprovadíssimos! Gostosos, embora a massa tenha ficado mais pesada que a tradicional, com ovos.

Explico que como ovos. Ovo é algo que não pretendo cortar da alimentação, posto que uma fonte prática de proteína, mas como não os tinha em casa, procurei uma receita sem eles mesmo… Aí vai:

Os waffles cresceram bem, só não ficaram tão fofinhos como a versão com ovos

Os waffles cresceram bem, só não ficaram tão fofinhos como a versão com ovos



Waffles Veganos
Ingredientes:
– 2 xícaras (chá) de farinha de trigo
– 3 colheres (sopa) de fermento em pó
– 1 colher de (chá) de sal
– 2 xícaras (chá) de leite de aveia
– 1 colher (chá) de essência de baunilha
– 3 colheres (sopa) de óleo
Modo de preparo:
1. Misture todos os ingredientes secos, menos o fermento em pó.
2. Adicione o leite de aveia e o óleo e misture bem com o fouet.
3. Coloque o fermento em pó e misture novamente, por 3 minutos, até que fique bem encorpado.
4. Aqueça a máquina de waffles.
5. Coloque um pouco de massa e siga as instruções do fabricante.

Pra manter o clima “vegan”, cobri com pasta de amendoim, banana e calda de agave… Amo!

A foto é da marmita do dia seguinte... fico devendo a foto dela inteira, bonita...

A foto é da marmita do dia seguinte… fico devendo a foto dela inteira, bonita…

Outra receitinha que fez sucesso quando postei, foi a de Cheesecake com Calda de Frutas Vermelhas… Já achei essa receita como “Torta de Ricota”, mas chame como quiser, o que eu sei é que adoro, é prática, rápida e saudável.

Aqui vai leite. Só não tem glúten nem açúcar. Fiz no dia que recebi um casal de amigos em casa. Como ele é diabético, aproveitei a desculpa para servir uma das minhas sobremesas preferidas.

O pouco que sobrou, virou marmita do dia seguinte…

Ingredientes

1 copo de iogurte desnatado

2 unidade(s) de ovo

350 gr de ricota em pedaços médios

3 colheres (sopa) de adoçante em pó do tipo “Forno e Fogão”

1 colher (sopa) de amido de milho

1 colher (sobremesa) de fermento químico em pó

quanto baste de raspas de limão (opcional)

Misture os ingredientes da massa no liquidificador. Bata bem, até formar uma massa cremosa. Despeje numa forma e leve para assar em forno médio, em banho-maria por cerca de 40 minutos.

Calda:

Simplesmente cortei morangos frescos  (aproximadamente meia caixinha), misturei com cerejas congeladas que tinha no congelador, coloquei um pouquinho de água (aproximadamente uma xícara) e uma colher de geléia de frutas vermelhas diet que tinha na geladeira (pra apressar o ponto). Deixei cozinhando e mexendo aos poucos por todo o tempo em que fiz o jantar, até ficar naquele ponto de calda, mesmo, não tão grossa como uma geléia, mas não líquida.

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Estamos na quarta-feira e mantenho que a palavra da semana é #foco. Sucos verdes, sucos rosas, “low carb”… O jeito é carregar menos kg em forma de gordura pra aguentar mais km no asfalto…

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Esquenta Panturrilha 2014

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O Esquenta Panturrilha, da Nosso Time Eventos Esportivos, nasceu no ano passado, não como um Circuito de Corridas, propriamente dito, mas como um evento, como o próprio nome diz, de “aquecimento” para as provas mais famosas de Curitiba. Marcado sempre na semana que antecedia aos eventos (Circuito das Estações, Meia Maratona, Maratona de Curitiba…), era uma corrida de “brincadeira”, embora ainda assim se pudesse optar pela cronometragem, chip e medalha. Haviam diversos tipos de inscrição, com preços diferenciados. Nada de pipoca: Quem queria correr de graça, podia se inscrever, apenas não teria o tempo registrado. Ah, queria chip e medalha? A inscrição era baratinha… Chip, medalha e camiseta? Pagava-se um pouco mais.

Este ano, parece que o Esquenta vem reformulado e as mudanças parecem boas. Virou um real circuito de corridas, com 10 provas com datas já definidas. Pelo que me parece, terá até um ranking anual.

A primeira, no Parque Barigui, ocorrerá no dia 19 de março de 2014, às 20h30, com provas de 10 e 5K.

Haverá premiação com troféu para os três primeiros colocados gerais masculino e feminino em cada distância e ainda para os 5 (cinco) primeiros colocados de cada categoria de idade.

As inscrições? Apenas R$ 19,90, sem direito a camiseta, e R$ 39,90 com direito a camiseta do evento.

Eu, sinceramente, acho este evento a cara do nosso projeto #obaratodacorrida de divulgação de provas boas, bonitas e baratas? Um circuito inteiro, com uma super estrutura e o valor de cada etapa? Basta deixar de ir um dia no Mc Donald’s por mês, ou parar de comprar aquele docinho pro lanche da tarde (leva uma fruta ou uma marmitinha pro trabalho!) que já economizou o valor! Bem mais saudável, não?

Para maiores informações e inscrições, clica na foto lá em cima ou aqui!

Encontramo-nos lá?

A mágica da Unimed

Sim, existe uma mágica na prova da Unimed… Não sei explicar.

Ano passado, fui fazer a prova sem muita pretensão. Já haviam me assustado bastante a respeito das subidas da região do Ecoville (ou Mossunguê, como preferirem… Pra quem não sabe, alguns bairros de Curitiba tem seus nomes oficiais e seus nomes “chiques” pra valorizar os apartamentos de luxo à venda…) onde ocorre a prova, que tem largada dentro da Universidade Positivo. Pra melhorar, descobri na hora da largada que estava sem meu fone de ouvido e eu só corria com música… Não teve jeito… Foi a primeira prova que corri sem som e gosto de dizer que “não vi a prova”. Comecei a correr e quando dei por mim já estava atravessando os portões da UP. E as subidas onde estavam? Já havia passado por elas. Na época, terminei os 5K em cerca de 29min50, o que estava muito bom pro meu condicionamento, mas lembro que cheguei comemorando com meu técnico, dizendo que era a prova em que melhor eu me sentia até então.

Esse ano, era pior. Não que eu fosse sem pretensão. Eu fui para a prova no sábado sem motivação.

Eu tinha ido mal na Barigui Race. Meus treinos não estavam lá grande coisa nessas últimas semanas quentes e eu tinha em mãos o resultado de uma ressonância magnética de joelho sem levar ainda ao médico. Mas… vamos lá, eu estava inscrita, o kit era legal, tanto a Unimed como a Vapza, que apoiava o evento estavam interagindo bastante nas redes sociais… não tinha como desistir.

Coloquei a minha saia de corrida nova, com a bandeira do Brasil estilizada, a regata da assessoria, maquiei-me (o básico, de sempre, lápis e máscara a prova d’água, um gloss…), coloquei até brinco que nunca coloco… Tudo pra ver se eu me sentia mais animada pra enfrentar o frio que eu tanto pedi que viesse…

Ainda no "funil", aguardando a largada

Ainda no “funil”, aguardando a largada

Ainda no funil da largada, além de “Meu Deus, quanta gente!” eu já pensava “O que eu estou fazendo aqui?”… mas então a prova começou… Consegui passar pela linha de largada 2 minutos depois e tentei desviar o mundo de gente correndo – quase dei de cara em uma câmera – havia um cinegrafista andando contra a corrente filmando. Por pouco não filmou dentro do meu nariz… Xinguei-o em pensamento (apenas em pensamento, juro…) e continuei correndo…

Ainda no primeiro quilómetro, uma menina de regata branca e shorts rosa passa muito forte por mim. “Ela vai quebrar”, pensei. “ou corre muuuuuito” completei… Continuei correndo.  Daí aquela velha mágica aconteceu… De repente eu estava a poucos metros de entrar novamente na Universidade. Eu não tinha visto a prova novamente e olha quem estava ali, correndo novamente na minha frente! A menina de regata branca! Opa! Será que consigo ultrapassá-la? Esqueci da minha saia justa que não parava de subir e não é que consegui? Agora é só não deixar ela me passar de novo… E se estiver mostrando um pouquinho mais do que devia, já era…

Já dentro da universidade, em um trecho havia, acredito, familiares dos corredores torcendo. Muita criancinhas gritando e torcendo para todos, esticando os bracinhos para um “Hi Five”. Calculei em poucos segundos se perderia tempo em tocar as mãozinhas… Decidi que não faria grande diferença no cronometro e me aproximei… Meu Deus que energia boa em mãozinhas tão pequenas!!! Certeza que o sorriso no meu rosto no quilometro final da prova foi graças a elas!

Mais uma subidinha e lá estava a linha de chegada… Vou chegando perto e vejo um 26 no relógio… Ei!!! Eu estou bem!! Então aperto o passo, dou um Sprint final e passo nos 27min18 brutos. São 25min16seg líquidos oficialmente! Finalmente consegui voltar à casa dos 25!!!!  Nem olhei a quilometragem exata, só sabia que estava feliz!

A chegada, alegria e microsaia

A chegada, alegria e microsaia

Claro que depois veio gente chata sem dar parabéns e falando “ah, mas o percurso ficou menor, só teve 4700m…” mas independente disso, eu voltei a acreditar em mim, que eu consigo correr e melhorar! E até queria ver se o que tal gente chata diz que tem como seu melhor tempo é mesmo em provas perfeitamente aferidas… Juro que queria…

E se o que vale é a colocação, sei que entre quase mil mulheres que correram a prova de “quase” 5K, fui a 33ª. E a 5ª na minha categoria de idade. Tá bom, não?

Logo em seguida chegou meu marido, depois de um ano sem participar de uma prova. Depois de tanto tempo afastado, por fratura nas duas tíbias, conseguiu completar a prova sem caminhar e ainda fechar na casa dos 27min! Ele estava emocionadíssimo e eu também fiquei. Ainda mais feliz do que já estava, agora por ele! É… a prova da Unimed é mágica!

Casal que corre unido...

Casal que corre unido…

E se “todo mundo espera alguma coisa de um sábado à noite”, lá tinha estrutura impecável, animação, tinta que brilha no escuro pra pintar os rostos (muita fila… não fui.)… Tudo perfeito! Sim… era uma noite especial! Certamente, não podiamos ter escolhido “balada” melhor pra comemorar nosso aniversário de casamento!

Crédito das fotos: Vivo Esportes

Alimentos inflamatórios e anti-inflamatórios

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Em meio a sucos e dietas “detox”, a livros defendendo uma vida sem glúten ou sem açúcar e tantos artigos falando dos benefícios e/ou malefícios do leite, quem mais já se viu perdida entre o que é ou não saudável?

Por alguns anos, tive acompanhamento médico para uma reeducação alimentar e meu nutrólogo defendia apenas o equilíbrio, nunca proibindo alimentos específicos, uma vez que eu não apresentava sintomas de qualquer intolerância.

Porém, “por conta própria”, optei por diminuir alguns alimentos tidos como inflamatórios, na tentativa de evitar sensações de inchaço e até mesmo para tentar garantir uma melhor recuperação de lesões em decorrência da corrida.

Não sou nutricionista, mas pelo que pesquisei, existem alimentos que possuem substancias irritantes, que fazem com que nosso sistema imunológico passe a atuar para tentar eliminá-las do organismo, o que viria a causar inflamações e, logo, mal estar, inchaço etc. Por outro lado, os Alimentos tidos como Anti-Inflamatórios seriam os que, ao contrário, ajudam a combater as inflamações. Estes, além de diminuir a sensação de inchaço, uma vez fazendo nosso organismo funcionar melhor, teriam, “colateralmente”, efeitos positivos no combate à celulite, ao acúmulo de gordura, prevenção de algumas doenças e até mesmo nos sinais de envelhecimento, como rugas.

Ainda, dores de cabeça, diabetes e doenças auto-imunes em geral (reumatismo, artrite, psoríase entre outras) estariam também de alguma forma ligadas ao grau de inflamação dos alimentos ingeridos, de forma que uma dieta menos inflamatória poderiam, segundo especialistas, ajudar no controle das enfermidades.

Para saber o grau de inflamação de um alimento, há hoje uma uma tabela. Quanto menor o Fator de Inflamação (“FI negativo”), maior o grau inflamatório. Por outro lado, quanto maior, mais propriedades antiinflamatórias (e logo mais saudáveis o alimento).

Segundo texto publicado no site português “Desportos de Ginásio” , foi a pesquisadora americana Monica Reinagel que em 2006 apresentou o sistema de classificação dos alimentos baseados em seu potencial inflamatório ou anti-inflamatório, no livo ” The inflammation Free Diet Plan”, em 2006.

Óleo de fígado de bacalhau (FI+) 7587 7587
Gengibre (raiz) (FI+) 6450 6450
Alho cru (FI+) 4939 4939
Salmão (FI+)  601 601
Atum (FI+) 464 464
Cebola (FI+) 387 387
Acerola (FI+) 340 340
Amêndoa sem sal (FI+) 312 312
Pimentão vermelho (FI+) 276 276
Bacalhau (FI+) 212 212
Batata-doce (FI+) 210 210
Cenoura (FI+) 193 193
Castanha (FI+) 146 146
Nabo (FI+) 136 136
Lentilha (FI+) 105 105
Goiaba vermelha (FI+) 104 104
Espinafre (FI+) 78 78
Azeite virgem (FI+) 73 73
Óleo canola (FI+) 72 72
Brócolos (FI+) 56 56
Uva rubi (FI+) 53 53
Abacate (FI+) 52 52
Tomate (FI+) 52 52
Limão (FI+) 38 38
Filet pescada, badejo, namorado (FI+) 31 31
Soja (FI+)29 29
Sementes de Linhaça (FI+) 26 26
Rabanete (FI+) 24 24
Feijão (FI+) 18 18
Peito de peru (FI+) 11 11
Vagem (FI+) 11 11
Camarão (FI+) 10 10
Leite de soja (FI+) 10 10
Presunto magro (FI+) 9 9
Queijo cottage (FI+) 9 9
Clara do ovo (FI+)  5 5
Cereal matinal light rico em fibras (FI+) 4 4
Chá verde 0 0
Chá branco 0 0
Chá de cidreira 0 0
Chá de camomila 0 0
Café 0 0
Papaia (FI-) 3 -3
Melão (FI-) 3 -3
Morango (FI-) 3 -3
Iogurte desnatado (FI-) 4 -4
Pera (FI-) 4 -4
Damasco (FI-) 7 -7
Hambúrguer de carne magra (FI-) 8 -8
Frango sem pele (FI-) 9 -9
Figo (FI-) 13 -13
Queijo Mussarella (FI-) 14 -14
Cream cheese light (FI-) 21 -21
Abacaxi (FI-) 22 -22
Kiwi (FI-) 26 -26
Ervilha (FI-) 30 -30
Esparguete integral cozido (FI-) 33 -33
Maionese (FI-) 33 -33
Ovo cozido (FI-) 43 -43
Leite  (FI-) 45 -45
Laranja (FI-) 45 -45
Pêssego (FI-) 45 -45
Ameixa (FI-) 46 -46
Gema do ovo (FI-) 48 -48
Maçã (FI-) 50 -50
Queijo branco (FI-) 69 -69
Batata com casca (FI-) 70 -70
Pão de forma integral (FI-) 72 -72
Bacon (FI-) 99 -99
Arroz integral (FI-) 103 -103
Bebidas isotónicas (FI-) 119 -119
Ovo frito  (FI-) 124 -124
Carne de porco (FI-) 133 -133
Leite com chocolate (FI-) 156 -156
Nozes (FI-) 158 -158
Arroz branco (FI-) 172 -172
Banana (FI-) 215 -215
Refrigerantes (FI-) 215 -215
Cereais matinais comuns (FI-) 238 -238
Batata sem casca (FI-) 253 -253
Pão francês (FI-) 261 -261
Batata Frita (FI-) 336 -336
Manteiga (FI-) 716 -716

alimentos-que-sao-antiinflamatorios-7Olha que lista deliciosa de alimentos no topo da lista, os “muito positivos” (Tirando, claro, o óleo de fígado de bacalhau, que nunca experimentei mas não me parece apetitoso… Se bem que vende-se em cápsulas também!) Repara quantos “pontos” tem o gengibre e o alho!!! E o Atum e o Salmão, também! Até o camarão está na parte superior da tabela!

Deu pra perceber que todos os ingredientes típicos das dietas detox tem “FI” positivo, não? Já os carboidratos simples, são bem negativos…

Mais do que buscar uma dieta de baixa caloria, tenho buscado uma dieta mais saudável, mais equilibrada e, embora não tenha tirado do cardápio a lista toda de alimentos inflamatórios, tenho reduzido bastante o glúten (e quando o consumo, opto pelas versões integrais de pães e massas – ter uma máquina panificadora ajuda muito!), tentado encontrar versões com menos lactose, mas sobretudo, tenho tentado eliminar o açúcar da dieta, por que ele é o principal problema da parte de baixo da tabela, posto que tanto o açúcar propriamente dito, como os carboidratos de alto indice glicêmico (que se convertem rapidamente em… açúcar!) fazem disparar grande quantidade de insulina no sangue para controlar a “infecção” causada pela substância e, sempre que aumenta os níveis de insulina no corpo, gordura é acumulada… Acho que não ninguém quer isso, não?

Para saber mais, clique aqui ou aqui! Mas o ideal, mesmo, é consultar um nutrólogo ou um nutricionista, hein?

Barigui Race

No domingo dia 09 ocorreu a Barigui Race, prova realizada pela Thomé e Santos Eventos Esportivos, com patrocínio da Decatlhon, no Parque Barigui.

Como é verdade que tem jacarés no parque (um deles até era muito “saidinho” e estava direto pelas pistas de corrida e caminhada do parque, motivo pelo qual foi capturado pela Prefeitura no ano passado e levado para o zoológico), a corrida é quase temática, com a camisa e a medalha estampando o bichinho (da “Lacoste”, segundo minha amiga Thais…)

569AS0028Como todo corredor curitibano que se preze já correu alguma vez na vida no Parque Barigui, foi fácil subestimar a prova. A pista do parque é bastante plana, porém o percurso da prova utilizou-se na maior parte as pistas de veículos no entorno e ainda teve o último quilometro dentro do mesmo bosque que reclamei na prova de 9K realizada em outubro… com asfalto ruim e subida, de forma que a prova foi mais difícil do que eu pensava.

O calor também não ajudou. Embora a largada tenha sido cedo, na semana em que a temperatura bateu recordes históricos na capital paranaense , às 7h20 já estava bem quente.

A largada foi tranquila, com cerca de 500 inscritos e mais alguns pipocas (eles estão sempre lá… ). Um ponto de hidratação apenas no percurso de 5K, que eram 5200m, pelo menos mais um nos 10 (que eram 10.400m).

Uma curiosidade nessa prova é que ela era inicialmente apenas de 5K. A decisão de incluir uma prova de 10K em paralelo veio depois, motivo pelo qual na camiseta e na medalha de todos os participantes constava a inscrição “Correndo com o Jacaré 5K” e a premiação por categorias era apenas entre os corredores da distância menor, também.

Eu estou longe do meu melhor condicionamento e sei que minha maior adversária é a minha cabecinha funcionando contra durante a prova… Hipocondríaca que sou, correr sem o resultado da ressonância magnética feita um dia antes não ajuda… Mas, desculpas a parte, acabei a prova em 29min34seg, tempo que me deixava feliz há um ano atrás, mas agora é quase 5 minutos a mais do que meu recorde pessoal… No entanto, a colocação não foi tão ruim. 36a. no geral feminino e 8a. na categoria.

Agora, quem merece todos os parabéns, pra variar, é a minha enteada! A Giullia, de 13 anos, tem se mostrado uma guerreira, apesar da pouca idade ela já enfrentou corrida de baixo de tempestade (a primeira etapa do Circuito da Lua Cheia desde ano) e agora, na prova de domingo, ela torceu o pé nos primeiros 500 metros de prova… E sabe o que ela fez? Chorou, é claro, mancou um bocado… mas continuou correndo! E terminou a prova com cerca de 34min, que lhe renderam o segundo lugar até 13 anos (e ainda teria pódium mesmo que estivesse na categoria até 19 anos…)

Aqui, neste quesito da premiação,está a minha única ressalva quanto a organização da prova, embora tenham resolvido bem a situação…

Depois da prova, estavamos na barraca da Trainer, a Giullia chateada pois achava que podia ter ido melhor (e iria, com certeza) se não fosse a dor no tornozelo, quando de repente escutamos o nome dela no sistema de auto-falante, ela estava em 2o. lugar na categoria e deveria se posicionar para a entrega da premiação.

Claro que ela, com seus 13 anos (e quem não?) ficou super animada. Nós e alguns amigos que estavam já indo embora, fomos para perto do palco esperar a premiação. Ocorre que começaram a entrega das medalhas (não era troféu, era um super medalhão – ouro,prata ou bronze) pela categoria 14-19… Ei, mas e as menores? Fui perguntar e me disseram que chamaram, mas depois viram que não seriam premiadas posto que, de acordo com o regulamento, só havia categoria a partir de 14…

Poxa, então não chamassem no auto-falante, ou nem deixassem se inscrever…  Mas rapidamente foi resolvido. Chamaram um dos responsáveis da prova e ele optou por fazer a premiação “especial” para a Giullia, que subiu ao palco e recebeu sua medalha prateada!

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Agora, é esperar o resultado da ressonância feita no sábado passado e pegar leve na corrida da Unimed, já dia 15…

Verde que te quero Rosa

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Entrando em ritmo de carnaval, o título de hoje vem parafrasear o grande Cartola, mas na verdade, não falarei da Mangueira (minha escola preferida!), mas sim da “onda” dos sucos detox.

Já falei no facebook e no Instagram do Suco Verde, tanto o industrializado (da simpática marca carioca Do Bem), quanto o caseiro – cuja minha receita é justamente a lista de ingredientes constante da caixinha do suco comprado pronto, mas agora, finalmente, tive a coragem de fazer o Suco Rosa.

Desde que comecei a correr, ouço falar dos benefícios da beterraba, mas não sei porque, sempre tive um certo preconceitos e nunca consegui inclui-la na minha alimentação.

Agora, finalmente, resolvi experimentar, fazendo o suco da moda para o café da manhã. E não é que é bom?

Mas qual escolher?

O suco verde, que costuma ter por base a couve, segundo o site do “Correio do Estado” é rico em clorofila, que além de ajudar a emagrecer, fortifica o sistema imunológico, elimina as toxinas e ainda ajuda a limpar o intestino. Para garantir esses benefícios, o segredo é tomar um copo generoso do suco feito com folhas verdes, frutas, legumes, brotos ou sementes pela manhã, ainda em jejum.”

Quanto ao Suco Rosa, o mesmo site explica:

“Ele promete melhorar em até 10 % a performance física, além de ajudar na recuperação das fibras musculares e ajudar a deixar os quilinhos a mais de lado. O que atestou esses benefícios foi uma pesquisa publicada no Journal of Applied Physiology, nos Estados Unidos.

Base do suco rosa, a beterraba ganhou força entre especialistas após o estudo do professor Andy Jones ser publicado no Journal of Applied Physiology, sugerindo os inúmeros benefícios da raiz. Além de melhorar a performance física e ajudar na saúde muscular, ela é fonte importante de nutrientes e dá resistência ao organismo.

Um dado importante que a pesquisa traz é que a beterraba possui um ingrediente que estimula a produção de óxido nítrico no organismo e, por isso, ajuda a diminuir a quantidade de oxigênio consumida pelo corpo. Assim, o consumo da raiz antes de praticar exercícios ajuda no desempenho e ainda ajuda a demorar mais para chegar a exaustão. Ou seja, disposição!

Adocicada e ótima em saladas e pratos quentes, especialistas dizem que o melhor é consumir a beterraba crua.

— Crua, a beterraba continua com todos os nutrientes e fibras intactas, o que ajuda a concentrar o açúcar natural da raiz. Para o suco, é melhor consumi-la assim. Ela irá adoçar e ainda a bebida ficará com o teor de fibras elevado.

Quem explica é a nutricionista de São Paulo, Erica Veloso. Segundo a especialista, a raiz roxa tem apenas 43 calorias em 100 g.

Além disso, o suco é rico em flavonoides, assim como o chá de hibisco e, por isso, é um ótimo aliado na retenção de líquidos pelo organismo. Das substâncias, ele tem mais antocianinas, que são poderosos antioxidantes, protegem o sistema cardiovascular e melhoram a circulação sanguínea, evitando a retenção de líquidos. Os flavonoides ainda possuem ação anti-inflamatória, que desincha as células do organismo e ajuda a dar adeus a alguns quilinhos!”

 

Assim, o que entendo é que ambos são ótimos para manter a forma, porém, o suco verde é ideal realmente para aqueles dias que o corpo pede uma desitoxicação (seria a quarta de cinzas??) enquanto o rosa realmente é o mais indicado para o pré-treino, por aumentar a disposição e diminuir o consumo de oxigênio (melhora no VO2max – leia aqui e também aqui)

 

Receitinhas???
Sim ou claro que sim?

Lá vai as testadas e aprovadas pela família Callado:

Suco verde:

1 folha de couve

1 pepino japonês

1 maçã verde com casca

1 limão espremido

1 pedacinho de gengibre

hortelã (opcional, a gosto)

água

– Pique os ingredientes e bata no liquidificador. Embora seja mais indicado sem filtro, pelas fibras, confesso que prefiro coado.

Suco Rosa

1 beterraba pequena

1 cenoura pequena

1 maçã vermelha

400ml suco de laranja

1 pedacinho de gengibre

água (opcional)

– Pique os ingredientes e bata no liquidificador. Eu fiz com filtro, mas tive a impressão que este pode ser feito sem coar que não terá tanto “bagaço”

– Como na Runner’s World deste mês de fevereiro diz que para melhor aproveitamento dos benefícios da beterraba,o ideal é não consumi-la juntamente com a laranja, no próximo suco devo trocar a laranja pela poupa de morango (mais ação anti-inflamatória!!)… depois eu conto o resultado!