Halloween Night Run e a expectativa para os 10K

Tá, eu confesso. Andava meio desanimada.

Embora não pensasse em desistir, estava me sentindo um pouco “estagnada”, sem conseguir progredir na corrida. Alguém já passou por isso?

Quando comecei a correr, no início do ano passado, corria 5K em cerca de 33min. Na época que procurei a Trainer Assessoria, a minha meta era ser sub30. Em maio, alcancei o tempo de 25min34seg na Stadium Marathon e fiquei feliz da vida. Mas no mesmo dia comecei a sentir dor.

Quem acompanha o blog sabe que tive uma hérnia inguinal insipiente, que me fez diminuir muito o ritmo, de medo de voltar a sentir dor e ter que ir pra mesa de cirurgia…

Assim, apesar dos 25min07seg da primeira volta na Maratona de Revezamento Beto Carrero (que se discute a distância exata, pois marcou menos de 5K…), nas outras provas que competi de lá pra cá fiz, quando muito, suados 26min, o que estava me desestimulando um tanto quanto…

E meio “contra a vontade”, acabei concordando em me inscrever para correr 9K na Halloween Night Run, prova que aconteceu dia 25 de outubro deste ano, última sexta-feira (face mudança de data em cima da hora –  a prova, na verdade, estava agendada para o sábado, 26).

Mais uma vez, a “I Run” mostrou a que veio e fez uma prova muito bem organizada. Apesar da alteração de data e do frio no Parque Barigui, havia muitos corredores, entre os quais muitos fantasiados,entrando no clima da data. Ainda, muita música e até uma peça (chata, diga-se de passagem) do grupo de teatro do Clube Curitibano no palco. No final, rolou ainda o sorteio de dois pacotes para correr na Disney…

Quanto a prova propriamente dita, até que o uso das três pistas do parque (caminhada, corrida e pedal) comportaram bem o número de corredores.

Havia um pequeno trecho, entre o segundo e o terceiro quilometros, que passava em meio às árvores, totalmente escuro. Algumas bolas coloridas demarcando o caminho (ou seriam abóboras?) e algum “staff” com lanternas, mas se via pouco ou nada ainda assim.

Como o asfalto não era bom por ali, com depressões e remendos, logo de cara bateu o medo de virar o pé ou cair. Meu Deus, que desespero correr sem enxergar!!! E agora, enquanto escrevo, dou mais valor aos atletas com deficiência visual! Que coragem!

Nesse trecho, eu, como acredito que todos os demais corredores, tivemos que diminuir o ritmo (além do escuro e do asfalto irregular, ainda era a única pequena subida do trajeto!). No restante da prova, era só “amassar o chão” como diz meu treinador: Trajeto basicamente plano.

Além de um susto ou outro entre os zumbis, bruxas e vampiros espalhados no caminho, a I Run não economizou no staff, e provavelmente também não economizou também no treinamento do pessoal. Muita gente animada do ínicio ao fim da prova, sinalizando o caminho e incentivando os atletas. Gritos de “É isso aí!”, “Falta pouco”, “Muito bem, tá indo bem!” desde o primeiro quilometro, o que parece que aliviou um pouco o esforço e, palavras de amiga minha: fizeram a gente não sentir o percurso.

Corremos os primeiros 6K todos juntos. Somente no final, pouquíssimos metros da chegada é havia a separação, em que nós, dos 9K teriamos uma voltinha extra – mais 1,5K de ida e 1,5K de volta.

Somente nessa “voltinha” é que tive que me concentrar mais no ritmo e para me focar para continuar. E, sinceramente, acredito que a diferença nem foi por já ter feito outras provas de 6 e ser a primeira de 9K. O problema foi realmente manter o cérebro focado em continuar correndo apesar de já ter passado ao lado da linha de chegada…

Dividi o trajeto,então em duas partes. Era só 1,5K até a curva. Só isso… e, depois da curva (onde tinha um tapete verificador, para ver quem realmente correu o percurso completo), era só mais 1,5K… “Quem não consegue correr 1,5K?”, eu pensava…

Eu, que só tinha como meta terminar a prova sem andar, até pude esbanjar um pouquinho… Nos últimos metros, vi o Rick Nogueira, fotógrafo da Vivo Esportes, posicionado para clicar os concluintes. E eu estava alcançando uma menina que vinha na minha frente, chegariamos praticamente juntas. O que eu fiz? Não tive dúvidas! Reduzi o passo. Eu estava feliz de concluir a prova e queria um bom registro do momento. Não deixaria que braços de outra pessoa saíssem na minha frente. E não é que deu certo?

Poderia ter terminado a prova em 47 minutos redondos, mas fiquei feliz com os meus 47min17segundos e com a melhor foto de chegada que já fizeram de mim até hoje!

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Agora, é partir para os 10K, que serão antes do que eu imaginava! Ganhei inscrição cortesia da loja Procorrer para a prova desta distância que acontecerá dia 17/11, junto com a Maratona de Curitiba!

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Um pensamento sobre “Halloween Night Run e a expectativa para os 10K

  1. Carlinha, provas onde você precisa dar duas voltas ou “sem querer” passa pelo pórtico para fazer um retorno são sempre sofríveis. O psicológico pega bastante. Eu recomendo fazer treinos em círculos, circuitos menores para se acostumar com vai e vem sabe. Vai ser sucesso, confia!!
    Adorei também sua foto da chegada, mesmo cansada, descabelada, mas ultra feliz. Não existe foto mais linda!!!! 😉
    beijos querida e foco nos 10k.
    Helena
    Blog Correndo de bem com a vida
    @Correndodebem

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