Meia Maratona de Curitiba: Bastidores

Outro dia, lá estava eu, como sempre, acompanhando tudo que se publica sobre corrida no Facebook, quando vejo a empresa Nosso Time solicitando pessoas interessadas em trabalhar no staff da Meia Maratona de Curitiba, que ocorreu ontem, e ainda informando que se tratava de trabalho remunerado…

Comentei com meu marido e perguntei o que ele achava de nos inscrevermos… Vários amigos estariam correndo a prova e seria um jeito da gente participar também dessa corrida, embora ainda estejamos longe de correr 21K… Como ele topou, enviei o e-mail com nossos dados.

Ocorre, porém, que – ainda bem – com a informação quanto a remuneração, a Nosso Time teve uma grande resposta, com muita gente mesmo se oferecendo para trabalhar, de forma que o Marcelo – da empresa e amigo de infância de meu marido – agradeceu e informou que não seria mais necessário trabalharmos, mas, se quiséssemos mesmo conhecer os bastidores da prova, poderíamos aparecer e acompanhá-lo para saber como tudo funcionava. Nós topamos.

Olha o banner, que legal! Divulgando o pedestrianismo cidadão!

Olha o banner, que legal! Divulgando o pedestrianismo cidadão!

Acordamos, assim, às 4h00 da manhã, tomamos um café rápido e pegamos nossas bicicletas para irmos até o MON – Museu Oscar Niemayer – onde estava montada a estrutura e ocorreria a largada e chegada da prova. As 5h30, já estávamos lá, deixando as bikes e mochilas com a Trainer (obrigada, melhor assessoria de corrida de todas! Podemos contar com vocês até quando não estamos inscritos na prova!) e fomos, então, descobrir em que poderíamos ser úteis.

A área reservada para as assessorias, cerca de 5h30 da manhã

A área reservada para as assessorias, cerca de 5h30 da manhã

De cara já pudemos perceber que a coisa não é fácil, não. Tem muita gente envolvida pra que tudo ocorra bem durante a prova. E já cedinho toda a equipe tem uma outra “corrida”, contra o relógio, pra fazer tudo funcionar a tempo e no horário pré-estabelecido.

Ficamos então encarregados de acompanhar o Mauro Mueller, locutor. O Callado, meu marido, ficaria com o fone de ouvido, repassando a ele todas as informações que ele deveria passar no microfone. Eu, ficaria junto, “pau pra toda obra”, ajudando a resolver o que fosse necessário… então havia momentos que apenas acompanhava, segurava a pauta do locutor, outros momentos corria pra tentar encontrar o outro microfone sem fio, ou pra buscar uma fruta (fresquinha, da Pé de Fruta, da minha querida colega de faculdade Thanielle, que sempre marca presença nos eventos da Nosso Time!), além da missão de buscar na fonte, diretamente com a empresa Chiptiming o resultado da prova…

Na foto, meu marido (de verde) com o locutor do evento - o ator/locutor/humorista/radialista Mauro Mueller e com o DJ/locutor Johnny Linhares, da Jovem Pan!

Na foto, meu marido (de verde) com o locutor do evento – o ator/locutor/humorista/radialista Mauro Mueller e com o DJ/locutor Johnny Linhares, da Jovem Pan!

E estava lá, mesmo, pra fazer o que fosse necessário… Na hora da premiação, ajudei a tirar mesas para liberar espaço (é, os atletas de elite são bem tratados, minha gente! Tinha um Buffet de café da manhã show de bola para eles e seus empresários, bem como para o Prefeito Gustavo Fruet e demais convidados) e por pouco não acabei participando da entrega de medalhas… Quando chegou a hora, não estavam localizando as meninas que deveriam ficar com as bandejas com as medalhas e o Marcelo chegou pra mim pedindo que localizasse “mais uma garota bonita” (*momento em que eu me acho!!!) para ajudar… Mas, como eu além de bonita (kkkkkkkk) sou também eficiente, quem foi que eu achei? Justamente uma das meninas que já estavam encarregadas do trabalho, que foi logo chamar a outra e então não foi preciso que eu ficasse lá do lado do pódio com os atletas e autoridades!

Vista da área vip... o povo aguardando a premiação

Vista da área vip… o povo aguardando a premiação

Claro que nem sempre dá pra agradar a todos… Eu mesma, quando estou inscrita, volte e meia reclamo de alguma coisa. Mas quando a gente está nos bastidores é que percebe o quão complicada é a coisa. Tem muita prova que sai ali da região do Centro Cívico. E os moradores sempre reclamam do barulho na manhã de domingo. Este ano, a organização da prova optou por deixar o som somente na parte do Museu, quase não usando as caixas viradas pra rua, para diminuir a poluição sonora. Tenho certeza que os vizinhos que puderam dormir um pouco mais agradeceram. Em compensação, alguns atletas ficaram confusos ao não ouvir as orientações quanto à largada, que foi às 7h00 da manhã apenas para cadeirantes e elite feminina, sendo que para a elite masculina e geral, foi apenas as 7h10.

Outra decisão polêmica foi quanto a não chamar para entrega de troféus por categorias. Os troféus foram entregues, mas apenas com conferência de lista. Normalmente as pessoas reclamam da demora – que é necessária para localizar, chamar e entregar o troféu para cada um dos cinco primeiros colocados de cada categoria (muita gente mesmo… imagine que são 25 categorias por idade masculinas, 25 categorias por idade femininas, mais categoria dupla masculina, categoria dupla feminina e ainda dupla mista). Em geral, muita gente não pega troféu pela demora. Ontem foi mais rápido, mas frustrou quem gostaria de subir no pódio…

É, gente… Impossível agradar sempre, mas no geral, acredito que a prova foi sim, muito bem organizada. Não houve incidentes de pessoas “cortando o caminho”, o revezamento ocorreu sem problemas, a equipe médica trabalhou rápido quando necessário, os recordes da prova foram quebrados (quenianos, claro, em primeiro no masculino e no feminino).

Quenianas no aquecimento

Quenianas no aquecimento

Aproveito, agora, para deixar registrado meu momento tiete, dizendo que é uma grande oportunidade pra mim, pobre mortal, ver a elite de pertinho. E mais: Vê-los em ação. Imagine que o recorde feminino da prova, atingido ontem pela queniana NANCY JEPKOSGEI KIPRON, é de  1:13:37. Isso quer dizer que ela correu, em média, cada um dos 21K da prova, com a altimetria complicada de Curitiba, em pouco mais de três minutos e meio, já o recorde masculino, também atingido ontem, é de 1:04:59, ou seja, praticamente 3 minutos por cada quilometro. Eu vi a equipe da Fila treinar no Parque Barigui no sábado, também. Meu Deus, como é fácil para eles correr! Eu, quase morrendo para fazer meus oito tiros de 400 metros e eles passando por mim muito mais rápido e tranquilos, ouso dizer que sem suar ou cansar…

Por fim, meu grande obrigada à equipe Nosso Time, por me deixar participar um pouquinho dos bastidores dessa grande prova! Podem contar comigo sempre!

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5 pensamentos sobre “Meia Maratona de Curitiba: Bastidores

    • Luiz, a minha participação foi mínima perto do que fizeram todos os diretamente envolvidos na prova. Tem trabalho, viu? Tudo isso pra que nós corredores só tenhamos que nos preocupar em correr, nada mais!

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