VO2 o quê?

VO2 é mais do que uma marca de barrinha de proteína. E não é só nome de academia ou de marca fitness… Mas porque todas essas empresas escolhem justamente esta combinação de letras e números? E tem diferença entre VO2 e VO2 max?

Calma! Pra quem está querendo treinar ou começou a pouco e nunca ouviu falar sobre isso, não é nenhum bicho de sete cabeças, não!

Segundo o blog Saúde Perfeita, o consumo máximo de oxigênio (VO2máx.) é a taxa máxima que o organismo de um indivíduo consegue captar e utilizar do oxigênio do ar que está inspirando para gerar trabalho. Já o VO2, simplesmente, refere-se ao consumo de oxigênio pelo organismo numa determinada intensidade de exercício.

Em outras palavras, quanto maior o VO2 max, a princípio, maior seria a velocidade.

No entanto, essa capacidade (VO2máx.) é limitada por alguns fatores, como por exemplo, fatores genéticos, massa muscular e condicionamento físico.

Assim, como há componentes genéticos, não é possível sempre melhorar enormemente este índice, mas fala-se em melhora de até 30% de acordo com o nível de treinamento. E sim, 30% pode fazer muita diferença!

Ontem, sexta-feira, eu fui finalmente fazer, pela primeira vez, meu exame de ergoespirometria, que é justamente o exame que nos permite ter essas informações.

Embora alguns até falem que a importância dada ao VO2 max possa ser superestimada, eu sempre defendi que a gente deve se conhecer e ter sempre um acompanhamento profissional, para que possamos ter certeza que estamos cada vez mais melhorando, sem risco de nos prejudicarmos com a prática de atividade física de forma errada ou na quantidade maior ou menor do que nosso corpo precisa.

O exame consiste em correr numa esteira, cheia de eletrodos colados no peito e uma máscara.

olha euzinha em pleno exame... os créditos da foto são do meu maridão, que fez o teste logo depois...

olha euzinha em pleno exame… os créditos da foto são do meu maridão, que fez o teste logo depois…

O teste possibilita determinar variáveis respiratórias, metabólicas e cardiovasculares pela medida das trocas gasosas pulmonares durante o exercício e a expressão dos índices de avaliação funcional.

Embora o médico tenha avisado que ali era o local para “exagerar”, para realmente chegar ao limite, pois estava dentro da clínica, com todo o atendimento necessário caso houvesse algum problema, corri apenas 12 minutos, chegando a uma velocidade máxima pouco superior a 13 km/h.

Na hora que pedi para parar (estressada por já ter arrancado alguns fios sem querer e o médico já ter avisado para tentar me manter mais à frente na esteira – já avisei o quanto odeio esteiras???), imediatamente me arrependi. Fiquei com a sensação de que aguentava mais… Não sei o quanto alguns minutos poderiam fazer diferença no teste, mas já quero fazer outro… acho que daqui a uns seis meses, para tentar ver se há alguma evolução.

Meu resultado não foi ruim, ficou em 51,7 l.min-1, enquanto o esperado para minha faixa etária era de 39l.min-1. Maratonistas experientes costumam ter perto dos 70 l.min-1…

Óbviamente, fiz a conta… se com treinamento eu conseguir melhorar 30%, chego nos 66… Será que dá?

Esse é o meu resultado...

Esse é o meu resultado…

Aqui a tabela comparativa para homens e mulheres de acordo com a idade

Aqui a tabela comparativa para homens e mulheres de acordo com a idade

Mas o mais legal do exame é realmente permitir que a gente se conheça e que tenhamos um treino personalizado.

Eu quis muito fazer o exame principalmente depois que ganhei um relógio Polar RC3 do meu marido para treinar. Ele, além de considerar o VO2 para cálcular o consumo de energia,  tem a função de programar o treino de acordo com o batimento cardíaco e eu não conhecia as minhas faixas corretas. Usando o padrão considerando a minha idade, o máximo que eu poderia chegar era 186, o que é na verdade muito baixo para o que eu corro e eu jamais conseguiria correr sem que o relógio apitasse o tempo todo para que eu parasse…

Agora, posso treinar com mais segurança e meu técnico pode também realizar uma melhor análise do meu desenvolvimento!

Mas, caso alguém tenha desanimado com a informação da questão genética do VO2 e ache que talvez não consiga melhorar seu ritmo, a boa notícia: Este índice não pode ser analisado isoladamente e uma boa técnica pode fazer toda a diferença! Qualquer hora a gente fala por aqui de “corrida econômica”, ou seja, da técnica de economizar energia em seus movimentos para focar apenas naqueles que te farão ir mais rápido… (se já ficou interssada, leia mais aqui!)

Bons treinos, meninas!

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