Maratona Beto Carrero

Desafio número um: montar o octeto:
Foi a Fer que deu a notícia da corrida e já veio com mais três corredores, mas quando o Leandro, marido dela, disse que não poderia, todos os quatro acabaram desistindo…
Então, eu e meu marido que já estávamos empolgados com a idéia partimos em busca de nada mais nada menos do que SEIS integrantes!
Mais uma Carla, que trabalha com meu marido e estreou comigo na Corrida da Mulher em fevereiro, já aceitou logo participar. Faltavam cinco…
Em um jantar, descobrimos que o Carlos, vizinho, estava começando a treinar na empresa… Pronto! Foi só convencê-lo a se inscrever para sua primeira prova em Curitiba (Adidas Inverno) para que logo depois ele topasse participar da equipe e trouxesse mais amigos… estavamos então em seis…
E os outros dois, quem seriam? Numa balada, encontramos um casal de amigos que não víamos a tempos… Bem mais magros… Contaram que estavam correndo horas na esteira da academia… Mas, e correr na rua, o que acham? E participar de provas? Concordam? Equipe completa!
Desafio número dois: preparação
Entre formar a equipe, realizar a inscrição e a data da prova, chegamos a acreditar que tudo iria por água a baixo… Meu marido sofreu um acidente de moto, fraturando pela segunda vez, em meses, a clavícula. Placa, parafusos e enxerto ósseo… meses sem treinar.
Faltando pouco menos de um mês, a Mirella quebra o dedo do pé… O Rodrigo tem dores no joelho… Frio e chuva impedem muitos treinos ao ar livre, os treinos na rua ficam restritos…
Nossa equipe, batizada de VV – Vinas Velozes (sim, vina = wiener = salsicha em “curitibanês”), acabou por ganhar o apelido de Vinas Quebradas…
Tentamos marcar um treinão com toda a equipe, até para que todos se conhecessem, mas foi passando o tempo e não conseguimos… O objetivo passou a ser apenas não sermos desclassificados… Ir, completar a prova, fazer o melhor possível, apesar de tanta adversidade…
Desafio número três: logística de viagem
Oito pessoas. Oito vontades. Onde se hospedar? Como conciliar o conforto de um com a carteira do outro?
E se um tem como maior propósito se divertir, enquanto o outro quer focar na corrida?
O jeito é deixar o stress de lado e apostar na democracia. Os poucos que se manifestam decidem pelos do time do “tanto faz”, mesmo que não seja o mais barato ou o mais prático…
Confesso que fui voto vencido, mas, no fim tudo deu certo…
O grande desafio: A prova!
Chegada a hora, lá estávamos todos… eu, a primeira a correr, com a informação de que teria um adicional de 500m de “volta de apresentação”, estava super nervosa…
Não era prova pra tentar baixar o meu tempo, porque era a única prova em que deveria correr 5,750 km… não se tratava de distância “padrão”, mas ao mesmo tempo eu tinha a responsabilidade de não atrasar a minha equipe. Eu não corria só por mim…
Na largada, que atrasou um pouquinho, eu estava bem na frente, logo atrás da primeira linha, pois fui literalmente empurrada pelos atletas que queriam largar em primeiro – e que tinham um pace bem melhor que o meu, diga-se de passagem.
Assim, fui rapidamente ultrapassada por muita gente que largou num ritmo bem forte… Meu primeiro “km” foi, de longe, o mais rápido por causa disso, estragando minha meta de usar a tal “volta de apresentação” como aquecimento.
O primeiro ponto de hidratação, com água, foi colocado muito no início da prova e depois demorou muito para chegar no segundo (e último) ponto, que era de Gatorade. Bom, mas não dava pra jogar na cabeça… tomei um gole e joguei o resto no cesto de lixo (!!!!) que havia um pouco à frente. Parece que para as demais voltas, a organização colocou mais um ponto de água, entre os dois. Se colocou, mesmo, fizeram certo.
Fiz meus 5,750K em aproximadamente 34 minutos. Bom, mas podia ser melhor. É verdade que toda a minha equipe correu 500m a menos do que eu, mas fizeram tempos excelentes e eu fiquei com a impressão de que poderia ter feito mais (ou seria menos – de menos tempo?).
No fim, terminamos a Maratona em 3’54. Ótimo tempo para uma equipe formada de estreantes, bem abaixo de nossa meta de 5’00 (apenas para não sermos desclassificados) e ficamos em 32º lugar, de 50 octetos mistos.
Conclusão: Meus amigos/atletas me surpreenderam e me ensinaram que correr pode ser um esporte de equipe e também muito divertido!
A recompensa: O parque!
No “kit”, havia o ingresso para o parque. Assim, no domingão era dia de toda a equipe e sua torcida organizada, apelidada de “as Vinagretes” – Tônia e Dani – se divertir!
O Beto Carrero World vale a pena ser visitado. Eu nunca estive na Disney ou parque que o valha, então resolvi que aproveitaria tudo que fosse possível e não diria “não” a nenhum brinquedo. Fui na temida “Fire Whip”, a primeira montanha-russa invertida do Brasil, bem como na Big Tower, o tal elevador que despenca do alto, entre outros.
No parque, só faltou um pouquinho de organização. Mudaram os locais das “aparições” dos personagens da Dreamworks e, ao invés de anunciar, colocar uma placa, em papel A4 que fosse, nos locais originais, deixaram um senhorzinho circulando pra avisar.
Nós queríamos ver o Shrek, que estaria às 14h45 na Vila Germânica. Então, chegamos às 14h00 e sentamos num restaurantinho bem em frente ao local, pedimos chopp e esperamos… Esperamos e nada. Só passado do horário é que nos aproximamos e então aquele senhorzinho ainda quis teimar conosco que nós não estávamos lá mais cedo por isso não fomos avisados… Ora, eu já tinha visto ele passar pra lá e pra cá, mas ninguém é obrigado a adivinhar que ele está por ali pra dar recado… Uma plaquinha improvisada cumpriria melhor o papel.
Mas no geral, o dia foi muito divertido! Ainda, vale mencionar o show “O sonho do Cowboy”, bonito, bem produzido, que, para quem já viu, diz que não perde em nada pra muito show gringo… Sem falar que é uma linda homenagem ao idealizador do Parque, o próprio Beto Carrero.
A conclusão: Ano que vem, estarei lá de novo!
Pretendo correr em quarteto, duas voltas cada. Vi que é totalmente possível. Assim, a equipe “Vinas Velozes”, em vez de se partir, espero que se multiplique… quem sabe consigamos fazer inscrições das Vinas I, Vinas II, Vinas III…
Quanto maior o número de amigos correndo por um mesmo objetivo, maior a diversão!

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2 pensamentos sobre “Maratona Beto Carrero

  1. Puxa Carla! Fiquei tão feliz ao ler este texto. Uma das melhores coisas da vida é se encontrar fazendo algo que gostamos, ainda mais algo tão saudável, que te satisfaz, que te dá energia e empolgação em continuar. Parabéns filha! Morro de vontade de participar com vcs, lendo aqui o bichinho da corrida começa a me cutucar, quem sabe, vc me incentivando desta forma eu finalmente encontre forças e comece de uma vez por todas. Te amo muito e estou muito feliz por vc. Beijão da mami

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