Nova Logo!

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Olha a novidade! Depois de cerca de 3 anos, finalmente tenho uma logo feitinha especialmente para o Corre, Mulher!

Eu adorava a antiga, mas era uma menininha de banco de imagem e volte e meia eu a encontrava sendo usada por outras pessoas (algumas com todo o direito, outras nem tanto, pois usavam a imagem já alterada por mim…).

Foi então que por meio de um grupo de facebook eu conheci o trabalho da Marcia e do Carlon… Falei com eles e eles toparam em criar a “Nova Mulher”… e, por que não? Inspirada na blogueira que ora vos escreve!

Cabelo “bicolor” e o 261 no peito, homenagem à Kathrine Switzer e o seu lindo projeto 261 Fearless que tenho a honra de ser embaixadora!

Espero que gostem!

Halloween Night Run

Orgulhosa da minha prova de ontem.
Embora o pace médio ainda seja de 5’04, pois no trecho de bosque, escuro e com asfalto irregular, optei por diminuir o passo, corri boa parte da prova abaixo dos 5′, o que até bem pouco tempo atrás parecia impossível.
Não era prova alvo, corri maquiada de zumbi, com uma seringa na cabeça… a ideia era brincar, mas que brincadeira teria mais graça do que nos superarmos?
A prova foi perfeita (pra variar, como sempre a IRun se supera evento após evento!)

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Dra. Luciana Alves, uma heroína global!

Outro dia recebi por e-mail uma sugestão de pauta. Mais do que qualquer propaganda, no entanto, o que vi foi uma história incrível de vida e é claro que faço questão de divulgar aqui! Obrigada, Camile Freitas pelo e-mail!

Ora, correr longas distâncias já não é pra qualquer um.

Quem corre sabe o quanto tem que treinar para vencer e superar qualquer distância que se proponha a fazer, ainda mais para provas mais longas.

Mas, já imaginou o tamanho da superação daqueles que tiveram diagnosticada alguma condição médica como doença cardíaca, diabetes, doenças da coluna vertebral, dor crônica ou doenças neurológicas?

Pois todo mês de outubro, desde 2006, a Medtronic tem levado pessoas do mundo todo para Minnesota, para uma prova especial, em que todos os corredores tem uma particularidade: todos se beneficiam de tecnologia médica. São os chamados “Medtronic Global Heroes”.

Cada “herói global” representa seu país e a condição médica, mas, como diz no site da empresa, o mais importante é que eles representam um retorno à “vida plena”:

“Heróis globais são pessoas notáveis representando histórias notáveis,”, diz Jacob Gayle, vice-presidente da Medtronic filantropia. “Como podemos honrá-los, também criamos uma plataforma para eles compartilhar essas histórias com o mundo, atingindo outros com condições e circunstâncias similares e esperançosamente, incentivando-os a agir com sua saúde.”

untitledNeste ano, dentre milhares de candidatos em todo o mundo, foram selecionados dois brasileiros para integrar o time: Camilo Cavalcanti (37 anos), de Vitória (ES), ex-jogador profissional de futebol e portador de um cardioversor desfibrilador implantável (CDI) e a Dra. Luciana Alves (41 anos), de Belo Horizonte (MG), que é a fundadora do projeto social PaceMakerUsers e usuária de um marca-passo.

Por toda sua vida, a Dra. Luciana Alves foi uma pessoa cheia de energia – determinação sempre foi seu lema pessoal e a corrida e o exercício físico sempre fizeram parte de sua vida. Aos 30 e poucos anos, no entanto, foi diagnosticada com taquicardia sinusal inapropriada e bradicardia, o batimento lento do coração, o que exigiu o marca-passo.

O que poderia parecer um problema, no entanto,  mudou sua vida. tanto como médica como paciente.

untitled1Com o apoio da Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas e o departamento de Ritmo Cardíaco Artificial, ela fundou o projeto social PACEMAKERusers, uma organização sem fins lucrativos cuja missão é ajudar pacientes com dispositivos médicos implantáveis, compartilhando informações relacionadas à saúde e tecnologia, além de facilitar o contato regional e global entre médicos e pacientes. Alves tem orgulho em dizer ao mundo que pessoas com um dispositivo médico podem correr e ter uma vida ativa.

Ela continuou correndo e agora,  participará da Maratona Twin Cities em 4 de outubro, em Minnesota, que é conhecida como uma das mais belas corridas de rua dos Estados Unidos.

Já estamos na torcida!!!

RPG Souchard – Bate Papo com a Dra. Ana Lúcia Motta

Depois que comecei a postar sobre as minhas sessões de RPG, algumas pessoas vieram me pedir mais informações sobre a técnica e por isso resolvi bater um papo e tirar todas as minhas e as suas dúvidas com a Dra. Ana Lucia Motta, fisioterapeuta, responsável por um projeto muito bacana – o Corra com Postura (inclusive com páginas no facebook e no Instagram – vale a pena segui-la por lá!) .

Vamos conferir?

Dra. Alessandra, eu e a Dra. Ana Lucia Motta

Dra. Alessandra, eu e a Dra. Ana Lucia Motta

Eu: Dra. Ana, pode nos contar, inicialmente, um pouquinho sobre você e sua experiência profissional?

Sou fisioterapeuta formada há 15 anos. Quando fui fazer vestibular, eu não  sabia o que eu queria fazer, só tinha certeza que queria área da saúde. Fiquei na dúvida entre odontologia, educação Física e fisioterapia. Optei por fazer fisioterapia por frequentar muitas clínicas sendo paciente, me recuperando de lesões do esporte. Depois de formada, trabalhei 2 anos com fisioterapia convencional, estava desanimada com os resultados, querendo largar. Foi quando uma conhecida falou para eu ir fazer a RPG. Eu não tinha a mínima ideia do que se tratava, só sabia que era uma terapia com as mãos. Fui fazer umas sessões com uma amiga antes de ir para o curso. Nessa época, eu tinha dores terríveis e estalidos dos dois lados na ATM (região da mandíbula). Após  apenas 3 sessões de RPG , já estava com estalido só de um lado. Lá fui eu, então, super animada  para o curso, um intensivo de 2 semanas seguidas.

Para mim foi como se tivesse feito outra faculdade. Conheci o poder das minhas mãos e pensava: “Porque tirar a dor de um paciente com aparelhos se posso tirar com minhas mãos e com ajuda dos pacientes?” Me apaixonei pelo método, voltei do curso encantada e a partir daí nunca mais trabalhei com aparelhos, só com minhas mãos.

Eu: De modo simples, poderia explicar pra gente o que é a RPG, mais especificamente do método Souchard?

RPG quer dizer Reeducação Postural Global. O principal objetivo do método é ajustar a postura para a reorganização dos segmentos do corpo, permitindo assim o reequilíbrio dos músculos e o alívio da dor. Cada pessoa reage de forma diferente a um determinado problema e por isso a maneira de combatê-lo deve ser personalizada. As sessões de RPG consistem em exercícios práticos para evitar e aliviar os diversos tipos de dores com posturas que ajudam a alongar a musculatura e contribuem para dar mais forma ao corpo. O grande diferencial da RPG Souchard é tratar o individuo como um todo, e não somente a patologia apresentada (sintoma). As Mãos dos fisioterapeutas RPGistas modelam o corpo humano, levando saúde globalmente, atingindo áreas muitas vezes esquecidas, corrigindo alterações e principalmente mudando padrões e trazendo não apenas mais saúde à sua vida, mas muita vida à sua saúde. A Reeducação Postural Global  identifica e alonga a musculatura considerada responsável pela alteração postural.

O Método Souchard é o autêntico e verdadeiro método de RPG, diferente de diversos outros métodos que surgiram posteriormente, mas utilizam a mesma sigla. Além disso, diferente do que muitos acreditam, a RPG Souchard não diz respeito apenas à postura correta, mas trata de dores e movimentos do corpo inteiro, além da respiração. Como disse, um dos diferenciais do método está relacionado ao fato de tratar o indivíduo, não só o SINTOMA . Como cada pessoa reage de forma diferente a um determinado problema, por isso, a maneira de combatê-lo deve ser personalizada.

Eu:  Após poucas sessões, eu tenho sentido diferença na minha postura ao sentar, principalmente (quando “me largo” demais, incomoda), bem como tenho sentido que tenho conseguido controlar melhor a respiração durante os treinos de musculação. Posso realmente atribuir isso à prática da Método da RPG?

Esse é o nosso objetivo: a postura errada deve incomodar. Os resultados são perceptíveis desde o primeiro contato com o profissional e um dos primeiros benefícios é o aumento da consciência corporal do paciente.

O alongamento global propiciado pelo método aumenta a flexibilidade e, consequentemente, a amplitude de movimento articular. É capaz de reabilitar lesões incapacitantes, como é o caso da hérnia de disco e dores lombares, bem como alterações oculares, cervicais e do trato urinário. Além disso, é um dos métodos mais eficazes para o controle postural e alterações decorrentes da má postura.   A  respiração diafragmatica que usamos na RPG, ajuda a aliviar as tensões da região de ombro e pescoço, pelo fato de contrair o músculo diafragma e não a musculatura que auxilia na respiração como peitoral, esternocleido, O Fato de você estar sentindo a melhora da respiração é pelo treinamento da respiração diafragmática. Você passou a utilizar um músculo que estava adormecido, e parou de sobrecarregar outros. è sinal que sua consciência corporal está querendo voltar ao normal.

 

Eu: Considerando que nosso público, aqui no Corre, Mulher! é composto em sua maioria de mulheres, atletas amadoras de todos os níveis, quais os benefícios podemos esperar com a RPG Souchard aliada aos treinos específicos de corrida?

Dra. Alessandra em ação. Melhoras sensíveis a cada sessão!

Dra. Alessandra em ação. Melhoras sensíveis a cada sessão!

A prática de esporte enrijece e encurta os músculos, e músculos enrijecidos comprimem as articulações, que por sua vez que limitam movimentos e causam dores, fazendo com que o corpo não funcione bem. Depois de uma atividade física há desgaste, por isso o corpo necessita de alongamento pelo excesso de movimento. Treinamento exagerado leva os músculos ao enrijecimento e consequentemente, a perda de potência. A força muscular está relacionada com a flexibilidade. Atletas possuem alterações posturais pré-existentes que influenciam no equilíbrio corporal, e podem ser agravadas com a prática do gesto específico do esporte se não alinhadas.

A postura correta na hora da realização de qualquer atividade física, desde a musculação até a natação, é de extrema importância para evitar lesões e aumentar o desempenho. É importante entender o gesto específico do esporte praticado. A preparação do gesto irá condicionar sua eficácia.

As sessões de RPG proporcionam para o atleta, profissional ou amador, a melhora da amplitude do movimento, a qualidade elástica dos músculos envolvidos, flexibiliza as compensações, fortalece o músculo o suficiente para manter o corpo ereto contra a gravidade e conscientiza o atleta da maneira correta de realizar cada exercício.

Eu: Qual a sua ligação com o esporte? Pode nos contar um pouco sobre seu projeto “Corra com Postura”? 

Quando era criança sempre gostei de esportes e atividade física. Fui atleta de Handebol dos 10 aos 21 anos. Desde o início da minha carreira com a RPG  Souchard, comecei a acompanhar atletas profissionais de vários esportes, como stock car, atletas de futebol paranaense, triatlon, natação, golf, corrida entre outros. Sempre  estive ligada ao esporte.

Em 2008, tive a oportunidade de acompanhar os ensinamentos do Prof Nuno Cobra que foi preparador físico do Ayrton Sena, autor do livro semente da vitória, e com um Incentivo de um amigo  e paciente, comecei a correr para perder peso. Tinha passado por muitas mudanças na vida pessoal e, depois de anos de corrida nos parques (mais de 3.500km completos), algumas provas de 10k, completei uma meia maratona no Rio de Janeiro, em 2013. Me sentia realizada ao terminar a prova e poder sentir várias sensacões que só quem corre sabe.

Assim, depois de muitos kms rodados observando atletas corredores, com alterações posturais, alterações biomecânicas da corrida, que se corrigidas tem tudo para melhorar o desempenho no esporte, comecei a me interessar cada vez mais por corrida. Assim, em 2013 fiz um curso de avaliação da biomecânica da corrida, com uma francesa, Carine Begoin, atleta de atletismo e dona de uma clínica de corrida, iniciando meu projeto em 2014, com uma avaliação da corrida nos princípios da RPG Souchard.

No próximo dia 19/09 estarei fazendo outro curso de corrida na Biocinetica, no Rio de Janeiro. Eles são referência no Brasil e avaliam atletas de ponta como Medina, entre outros.

Nossa ideia é lançar em 2016 a avaliação da biomecânica da corrida para atender pessoas que já possuem alterações posturais preexistentes que, associados com o movimento repetitivo do esporte, adquirem a alteração daquele esporte específico por sempre encurtarem o mesmo grupo muscular e fortalecerem sempre outro grupo. Percebi que este trabalho é necessário pois é muito difícil para aqueles que amam correr, terem que parar por lesão.

Eu: Mas e você, como corredora, já sofreu alguma lesão?

Graças a Deus, eu nunca tive que parar por lesão. Procuro fazer minhas sessões de RPG semanalmente. E por sentir em mim o efeito das sessões vejo a necessidade de um atleta ter seu corpo alinhado, melhorando sua amplitude de movimento, com a melhora do gesto esportivo, o aumento de percepção e aumento do tempo de vida útil no esporte.

Eu: E as provas, Ana? Quais são as próximas metas?

Atualmente não tenho participado de provas, mas corro 4x por semana. Gosto de sair do consultório no final de tarde e ir correr. É a minha válvula de escape. Se não corro ,chego a ficar de mau humor. Estou querendo me desafiar novamente, e fazer a meia de Pomerode em novembro. Então… Bora correr! mas com Postura!:)

Um passo em busca da Curitiba Capital da Corrida – ou Veja como foi nossa participação na Meia de Curitiba

Neste último domingo, dia 16, ocorreu a já tradicional Meia Maratona de Curitiba. Como eu corri a Meia de Pinhais em julho, estava proibida pelo meu técnico de correr outra Meia, mas não queria ficar de fora de uma prova tão importante como essa, ainda mais por que o percurso “abraçava” minha casa, passando nas duas ruas perpendiculares ao meu prédio.

Eu já havia dito que na Meia de Pinhais o público estava em peso nas ruas e que queria retribuir isso, então, bastou uma conversa com meu marido e pronto: Estava decidido! Iríamos fazer nosso ponto de torcida basicamente na frente da minha casa. Se não conseguíssemos apoio, faríamos nós dois. Compraríamos algumas balinhas e iríamos aplaudir os atletas. Nós já tínhamos feito algo assim na Maratona de Curitiba de 2013, mas voltado apenas aos atletas Trainer.

E não é que o apoio veio? Falei com a minha assessoria e lembrei também de uma amiga, a Adriana Dolci, que conheci justamente na época da Maratona de Curitiba do ano passado, quando ela me questionou da mobilização que o Glacymar (outro amigo e super engajado no meio da corrida de rua) estava fazendo para chamar o povo para a rua. Na época ela me questionou sobre por uma faixa de apoio com a logo da Club Doce, distribuidora de doces em que trabalha.

A Trainer nos ofereceu desde logo a estrutura. A Adriana imediatamente, também, comprou a ideia e fez mais… com a Club Doce, foi atrás de outras empresas parceiras e nos trouxe a Docile, que ofereceu as balinhas de goma, e a Santa Helena, que veio divulgar e oferecer aos atletas as deliciosas e proteicas paçoquinhas com whey First!

Mais amigos ajudaram: A Larissa do Saia pra Correr, que iria participar da prova, nos emprestou um cooler gigante para manter a água e o isotônico também oferecidos pela Trainer, bem como os geladinhos comprados por ela na temperatura necessária. A Marli Marques, da Eloy Street, que também correria, nos ajudou com pompons para a torcida e ainda nos presenteou com sainhas lindas da Movimento & Cia!

A própria Nosso Time, organizadora da prova, ajudou a divulgar e fez cartazes bem bacanas para usarmos!

Sem falar de quem acordou cedo e dedicou seu tempo para ficar lá conosco: Ada Valle, super querida, Cristiana Camargo e sua filha, o pessoal todo da Santa Helena e da Club Doce, que foram uniformizados e levaram a família (Hugo, você e sua família foram demais!!!), ainda foram também alguns vizinhos e novos amigos (Regina ajudou muuuuito! Muito bom conhecê-la!).

Foi uma manhã intensa. No meu Polar marcou que durante a manhã, eu corri por 46 minutos! E não, eu nem tinha feito meu treino! Era só a correria para atender bem os atletas. Eu ia até a esquina ver quem estava chegando e perguntar o que queriam para que quando passassem por nosso ponto estivesse tudo na mão. O vídeo que a Fer Klin postou no Instagram dela mostra bem isso, eu correndo e gritando “Água pro Chico!” kkkkkk

Mas era muito bom ver todo mundo, já no km 13,5 da prova, dando o seu melhor mas ainda conseguindo pegar a balinha ou a First, muitos surpresos em nos encontrar ali…

Bom também foi conhecer o Roberto (não sei o nome completo dele, se alguém souber e o tiver em alguma rede social, me avisa!). Quando ele apareceu na reta em que estávamos, ele havia começado a caminhar, então resolvi correr até ele (além de todos gritando, incentivando, com os pompons, megafone etc). Fui, ofereci tudo que tínhamos para oferecer e ele disse que só queria água. Então resolvi que o acompanharia até o fim da reta e ele, que logo voltou a correr, foi me contando que estava correndo solo, todos os 21K e que desde que começou a praticar esportes, já havia perdido nada mais, nada menos do que 70kg! Um super exemplo de superação e de força de vontade!!!

Mas, mesmo falando tudo isso, agradecendo a tanta gente, não tem como explicar o que foi meu domingo… Embora não tenha feito nada pensando em receber algo em troca, foi muito bom receber o carinho de tanta gente, seja pessoalmente, na hora, seja nas redes sociais, em mensagens enviadas… Acho que todos juntos demos um passo importante para a realização de um sonho. Eu não brinco quando digo que quero ajudar a fazer de Curitiba a Capital da Corrida. A “Boston” ou “Berlim” brasileira. Quero mesmo que um dia as pessoas venham correr na cidade por que aqui se “respira corrida”. E neste domingo, vi que não sonho sozinha.

Parafraseando John F. Kennedy: “Não pergunte o que a corrida faz por você mas o que você faz pela corrida”.

E que venham as fotos!

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E tem muito mais fotos…  em breve publico por aqui!

A Meia de Pinhais (um mês depois)

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Ok. Sem desculpas!
Estou mesmo em falta por aqui. Muito trabalho, muito treino e um pouquinho de preguiça na hora de sentar na frente do computador, eu confesso.

 E nesse meio tempo fiz a minha segunda meia maratona! Quem me acompanha no facebook ou no Instagram, com certeza viu que eu fiquei feliz, que fiz meu RP (ou RMP, como diz meu coach de Musculação, Eduardo Arzua – Recorde Mundial Pessoal!).

A prova em Pinhais foi muito bacana, estrutura no Autódromo Internacional de Curitiba (que fica em Pinhais, vai saber!), à noite, percurso predominantemente plano… um pouquinho mal iluminado no trecho de pista do autódromo mas muita, muita gente mesmo no percurso de rua, o que compensou qualquer outro probleminha que pode ter havido.

Os mais de 10km da prova que passavam pelas ruas da cidade estavam repletos de torcida! De todos os tipos: Dos curiosos aos familiares de atletas, dos grupos de amigos em mesas de bar até criancinhas com roupinhas de festa junina estendendo as mãozinhas para o “Hi5”!

O clima também ajudou, uma noite super agradável de inverno… Sei que, quando vi, estava fechando a marca de 10K com o melhor tempo que já tinha feito na vida para a distância: 54min40seg!

Minha estratégica com a suplementação também deu certinho: Dividi a prova em três trechos, cujos marcos entre elas eram onde eu deveria consumir meus géis de carboidratos. Quando eu começava a me sentir cansada, eu pensava só na distância até o próximo ponto, o que não me deixava sentir-me assustada com a quilometragem total… Com o gel, seja efeito placebo ou não, eu me sentia novamente mais disposta a continuar o novo trecho!

O meu Polar marcou o tempo de 02:02:37, na distância de 21,5K, com pace médio de 5’42 e aí entra o meu único “porém” em relação a prova…  Mesmo feliz por ter baixado 8 minutos em relação à minha primeira Meia Maratona, eu queria, sim, fazer a prova abaixo de 2h00. E eu sabia que, matematicamente, com pace de 5’45 aproximadamente era possível fazer em 1h59min.  Eu corri no pace planejado e, face a diferença de quilometragem, fiquei acima do tempo estabelecido.  A prova teve a distância aferida. Convém discutir quem errou? Foi a Federação Paranaense de Atletismo? Foi meu Polar? Fui eu que não tangenciei as curvas? Não sei. Sei que fiquei com um gostinho amargo, de quem “ganhou e não levou”. O que vale é o tempo oficial da prova (2h02m19s) e não vou contestá-lo. Mas no momento que passei a linha de chegada, tive certeza que terei que treinar bem mais para que na próxima eu não dependa da “margem de erro”!

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Agora, por hora (além de continuar treinando, claro) quero retribuir um pouquinho do carinho recebido na prova de Pinhais, então, neste dia 16 – próximo domingo – estarei na rua, perto de casa, saudando e apoiando os atletas que correrão a Meia de Curitiba. Ainda, com a parceria da Trainer que nos cederá estrutura para nossa “base” no local, teremos a Club Doce, da querida maratonista Adriana Dolci, distribuindo balinhas de goma! Vamos torcer conosco? Vamos também pra rua? Uma palavra, um “hi5” ou alguns aplausos fazem toda a diferença para quem está lá correndo e se esforçando para se superar…. Vamos?

A Maratona mais divertida do Brasil

Eu sei que no dia primeiro de agosto acontecia em Santa Catarina a maratona mais temida do país, a Mizuno Uphill, com todos seus 42km de subida em plena Serra do Rio do Rastro… mas do outro lado do Estado, pertinho do mar, tinha outra Maratona, que pode não ser temida, mas com certeza é a mais divertida do Brasil: A Maratona Beto Carrero.

A prova noturna de revezamento, com percurso de 8 voltas em um circuito de 5km aproximadamente, quase integralmente dentro do parque, obrigatoriamente em equipe (duplas, quartetos ou octetos), tem atrações espalhadas por todo o caminho, desde as personagens da Dreamworks, música, luzes…  É o que mais se aproxima do que vemos na Disney em terras tupiniquins, mas ouso dizer que se o que procura é DIVERSÃO, a prova catarina é superior… sim! As provas na Disney são perfeitas, mas são individuais… e o revezamento traz uma energia extra, de estar com amigos, dependendo dos amigos e querendo correr pelos amigos que a torna ainda mais especial.

Iniciei o blog em 2012 contando como foi a minha primeira experiência no Beto Carrero, com um octeto.

Voltei em 2013 com 6 quartetos. Este ano, organizamos com a ajuda do grupo de corrida Saia pra Correr e com patrocínio do Bamboo Health Food, várias equipes, totalizando 46 atletas, divididos entre octetos, quartetos e duplas… Não preciso dizer que foi incrível, não?

Mas como uma imagem diz mais do que mil palavras e já estou me alongando por aqui, abaixo seguem algumas fotos para que tenham melhor ideia do que é a Maratona!

Claro que em 2016 estarei lá de novo! Vamos juntos?

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7 dicas para que seu treino sobreviva ao inverno

Muita gente começa a treinar no fim do verão, início do outono e quando começam os dias mais frios, acaba deixando o edredon vencer a motivação para sair pra correr, tudo por uma horinha a mais na cama e depois fica se perguntando como é que tem “louco” que consegue correr no frio…

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Mas, como vocês já devem ter visto em posts motivacionais por aí, como “corpos de verão são feitos no inverno” e não há “projeto de verão” duradouro sem que se treine durante todo o inverno, seguem abaixo um “guia de sobrevivência na corrida” para a estação mais fria do ano:

1. Seja organizada – Você corre de manhã? Separe sua roupa e tudo que você precisa pra treinar na noite anterior. Você corre no fim da tarde? Leve uma mochila com tudo que precisa para o trabalho e não passe em casa para se trocar. Vá direto. A cama e o sofá são tentadores demais e você precisa ter tudo em ordem para conseguir resistir a eles. Aquele “só um minutinho” a mais na cama enquanto pensa o que vai vestir é o primeiro passo pra desistir. Tocou o despertador, levanta e já se veste!

E a regra é parecida para quem treina no fim do expediente: Não passe perto de casa, pois o sofá vai tentar te convencer a ficar em casa… Terminou o expediente, nem pense duas vezes, se troca e vai direto!

2. Não exagere na roupa – Uma vez li, em alguma edição da Runner’s World Brasil, que “se você não sente frio antes de começar a treinar, certamente está muito agasalhado para correr”. E é verdade. Seu corpo vai se aquecer e você vai começar a suar muito mais rápido do que você pensa, daí você vai ficar molhado e com o vento frio de inverno, já viu, né? Então, a roupa que você deve separar para treinar é, sim, uma calça comprida, uma blusa de mangas longas ou então manguitos se preferir, de tecidos finos e tecnológicos, que joguem o suor pra fora, mas que não te aqueçam demasiado ou que te deixem com a sensação de molhado. Super casacos, mesmo que de fleece, nylon, ou até mesmo corta-ventos que não tenham área “respirável” podem atrapalhar, seja pelo calor (sim!!!) ou por segurar o suor que, uma vez “pra fora” vai ficar gelado com o vento frio…

3. Porém, tenha opções de roupas secas e quente para vestir imediatamente após o treino – e quando eu digo IMEDIATAMENTE, quero dizer IMEDIATAMENTE… Não é 30minutos ou uma hora depois, quando chegar em casa. Conforme falamos no tópico acima, mesmo no frio, provavelmente sua camiseta estará úmida de suor. Troque por outra seca e aí sim, vista o fleece, a jaqueta de nylon, de pluma de ganso, o corta vento, a lã, ou o que preferir. É este momento, quando você pára de correr e o corpo volta a esfriar, que vai fazer a diferença entre você pegar uma super gripe ou não… Todo cuidado é pouco! Se você não for fazer um treino em que comece e termine no mesmo lugar, no qual você pode deixar essa roupa extra no carro ou com a assessoria, por exemplo, cogite ter uma blusa leve amarrada na cintura.

4. Abuse dos acessórios para o inverno – Se o frio for grande mesmo, vale a pena investir em alguns acessórios para se proteger, como luvas, gorros, “headbands” que protejam os ouvidos e “ecoheads” (tipo de polaina para o pescoço), principalmente se houver vento. Proteger os ouvidos, a garganta e extremidades é fundamental.

5. Tenha sempre um plano do que fazer com os acessórios se no meio do treino ou prova começar a sentir calor – No exterior, é comum que as pessoas usem roupas mais velhinhas no dia das provas e depois joguem na beirada da rua, para que a organização passe e recolha pra doação. Como aqui a gente não tem esse costume (nem o dinheiro para comprar sempre roupas e acessórios novos) é bom se preocupar em como carregá-los no auge do aquecimento.

Eu, particularmente, prefiro correr com manguitos a mangas longas pela facilidade de tirá-los, quando ficam enrolados nos punhos, ou mesmo os tiro e amarro no cinto de hidratação que uso nos longões. A mesma coisa com luvas, gorros etc. Certifique-se que terá um bolso ou algo assim para guardá-los até o final.

6. Cuide dos lábios e da pele do rosto –  não é por que os dias muitas vezes estão nublados que podemos descuidar da pele. Os lábios costumam rachar e por isso é essencial que use produtos específicos para protegê-los (já escrevemos sobre alguns existentes no mercado há pouco tempo atrás), mas todo o rosto merece atenção. Continue passando seu protetor solar ou um hidratante específico para a pelo do rosto, mas cuide para que não seja muito oleoso, para não escorrer nos olhos com o suor. O Sol do inverno também pode queimar e a pele já costuma sofrer mais com os ventos gelados, menor umidade do ar e também comumente com a hidratação inadequada.

7. Hidratação é necessária – No verão acabamos bebendo mais líquidos para nos refrescar, mas no inverno o nosso organismo também precisa de água, tanto quanto no verão. Além do suor, há ainda o ressecamento da pele, bem como das as vias respiratórias, principalmente nos dias de baixa umidade relativa do ar, então não interessa o quanto esteja frio, não dispense a água em uma prova nem esqueça de levar sua mochila ou cinto de hidratação nos dias de treinos longos!

Abaixo, algumas fotinhos de peças que uso:

Manga curta e manguito. Se sentir calor, é mais fácil de resolver do que uma manga longa...

Manga curta e manguito. Se sentir calor, é mais fácil de resolver do que uma manga longa…

camiseta extra pra trocar assim que o treino acabar. Nunca fique com a roupa molhada de suor!

camiseta extra pra trocar assim que o treino acabar. Nunca fique com a roupa molhada de suor!

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Também pós treino: Se agasalhe! Uma gripe pode te fazer perder semanas e você não quer isso, não?

Também pós treino: Se agasalhe! Uma gripe pode te fazer perder semanas e você não quer isso, não?

Uma sopinha para as noites frias

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Tive que vir contar aqui!
Pensa numa coisa boa?
Hoje “inventei” uma sopinha, sem receita, nem nada… para aproveitar o que ainda tenho de uma super sacola de orgânicos que me marido trouxe pra casa outro dia e… Fiquei surpresa com o resultado,  modéstia à parte!
Segue a receita recém criada:
– duas beterrabas pequenas;
– duas cenouras pequenas;
– um tomate;
– dois dentes de alho;
– suco de uma laranja;
– sal e pimenta a gosto;
– cebolinha para salpicar.
▪ corte as beterrabas, cenouras, o tomate e os dentes de alho e coloque para cozinhar com água o suficiente para cobrir tudo levemente. Quando a beterraba estiver mais macia, coloque o suco de laranja e deixe reduzir um pouco.
Tire do fogo, use um mixer ou o liquidificador para transformar tudo em um creme. Após,  volte ao fogo, temperando e acertando a água para ficar na consistência de sopa (e não de purê).
Sirva e salpique a cebolinha por cima…
Hmmmm!
E já viu quanto benefício tem a beterraba? Ótima pra quem corre!

Conselhos para escolher um bom tênis

como-escolher-o-melhor-tenis-para-praticar-esporte-1[1]Na última semana, além de uma palestra, fui fazer um teste de pisada vendido como super top… algumas dicas importantes foram passadas, mas saí de lá ainda mais convencida de que, para o meu pé, o tênis certo é o que já uso, falem o que quiserem… então, baseado em tudo que já ouvi e li, e também na minha experiência de pouco mais de 3 anos de corrida e várias trocas de tênis, resolvi listar aqui alguns conselhos de como escolher o seu tênis de corrida:

 

1. O melhor tênis do mundo é o que é bom para o seu pé:

Não adianta ir simplesmente pela assessoria, pela revista especializada ou pelo blog da Diva Fitness com mais seguidores. Não adianta, também, achar que o modelo mais caro é o melhor. Cada corredor é diferente, com necessidades e pés diferentes, então não necessariamente o que dá certo para uma pessoa, dará certo para a outra.

2. Informe-se, informe-se, informe-se!

Não escolha o tênis pelo preço ou pela cor. Faça teste de pisada (que ajuda mas não é definitivo), experimente, ande com o tênis na loja, faça perguntas, leia sobre as características de cada modelo e veja se é o indicado para o seu tipo físico e para os seus interesses. A indicação do tênis pode mudar se você precisa de mais amortecimento ou se busca performance, por exemplo.

3. Não tenha preconceito

Às vezes, um corredor se prende a uma ideia de que tal marca ou tal modelo é imbatível e não experimenta novos tênis. No entanto, a indústria de calçados esportivos lança cada vez mais modelos novos, com tecnologias novas e, ainda, às vezes o modelo novo daquele tênis “bam-bam-bam” não é tão bom quanto ao seu antecessor, mas a pessoa fica “presa”, achando que já usa o melhor então não adianta mudar… Será que continua, mesmo, sendo o melhor? E se as suas necessidades mudaram? E se agora emagreceu e está assumindo novos desafios? Será que um novo tênis não merece uma chance?

4. Preferencialmente, opte por dois pares diferentes

Se você não é um corredor de final de semana e está levando a sério seus treinos, o ideal é que tenha dois tênis. Por dois motivos: a) mesmo a melhor borracha do melhor tênis, sofre uma “deformação” após cada corrida e, em geral, necessita de cerca de 24horas para voltar ao normal; e b) os treinos, em geral são variados e exigem equipamentos diferentes, o longão pode lhe exigir mais amortecimento, por exemplo, enquanto o treino de tiros requeira um tênis mais leve.

5. Compre seu tênis no final da tarde

No fim do dia, os pés tendem a estar mais inchados e fica mais fácil descobrir se o tênis “pega” em algum lugar. Experimente com meias apropriadas para corrida e repare se as costuras não estão sobre áreas de muito atrito e, se necessário, opte por um tamanho maior do que o de seus sapatos do dia a dia. Deve haver uma folga de cerca de 1cm entre a ponta dos dedos e a ponta do tênis.

Finalmente, após todos os cuidados, é chegada a hora de calçar o escolhido e treinar! Nenhum tênis, sozinho, vai melhorar sua performance, a não ser que você o calce e corra!